21.6.08
A História da plantação Junco no Vale do Ribeira

A História da plantação do Junco no Vale do Ribeira
Entre os colonos que aportaram em Registro, um deles chegou em 1933, trazendo na bagagem uma pequena muda de junco, tradição da agricultura do Japão. Shigeru Yoshimura se mudou com a família para a cidade buscando semelhança com sua terra natal no que se refere ao clima: verão quente e úmido e presença de várzeas, esperando com isso levar adiante a tradição agrícola.
Ele trouxe a planta escondida em sua bagagem. Yoshimura plantou o junco e cuidou dele por três anos, até que começasse a brotar. Quando conseguiu boa quantidade de produção, o imigrante distribuiu mudas aos colonos da região, para a multiplicação do trabalho.
Desde então, e ao longo desses mais de 70 anos, o junco vem sendo cultivado no Vale do Ribeira e, por muitos anos, os produtos derivados dele eram valorizados e traziam prosperidade aos produtores.
O junco gosta de várzeas alagadiças e calor úmido. Em Registro, encontrou as condições ideais para crescer. No Brasil todo, o junco se desenvolve apenas em Registro e Sete Barras.
Quando atinge a altura de 1,15 metros, o junco é colhido, partido ao meio ainda verde e colocado para secar ao sol. Cada dez quilos do produto verde, rende um quilo de junco seco. No verão, o tempo de secagem é de dois dias e meio. Já no inverno demora um pouco mais para ficar no ponto de tecer.

Em meados de 1960, Osvaldo Mamoru Yoshimoto, então com 15 anos de idade, iniciou as atividades da fábrica com a plantação do primeiro juncal com a ajuda de seu pai, Hajime Yoshimoto, nessa época a fábrica se resumia a um pequeno galpão e dois teares manuais.
Em 1969 chegou o primeiro tear automático importado do Japão, posteriormente foram importados mais cinco e ainda outros quatro de antigos fabricantes, sendo que hoje estão em atividade sete teares.
Com a chegada dos teares automáticos a produção aumentou e a fábrica passou para um prédio maior em 1973, onde está até hoje. Isto possibilitou a fabricação de outros artefatos, além da esteira como sacolas, jogos americanos, porta-copos, além do tradicional chinelo de palha com solado de borracha, hoje, muito conhecido pelos que visitam a cidade de Registro e todo o litoral Sul e Sudeste. 
Sacolas de praia com esteira dobrável
Atualmente a esteira também é usada na decoração de ambientes como revestimentos em pisos e paredes.
Aliando anos de tradição e qualidade a Yoshimoto alcançou o respeito e a satisfação de seus clientes. As maiores vendas ocorrem de outubro a março e essa é uma das dificuldades da comercialização é a sazonalidade (relação praia/esteira) O projeto feito conjuntamente com a Aciar visa novos produtos de junco para resolverem esse problema
criado por camiloaparecido
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