Curiosidades do Vale do Ribeira e Suas Cidades

Este blog tem por finalidade mostrar as belezas naturais do Vale do Ribeira ,suas Histórias,curiosidades,lendas ,culinaria e suas Cidades : Registro-sp , Sete Barras , Eldorado ,Jacupiranga , Cajati, Pariquera-açu, Iporanga, Ribeira, Iguape etc….

21.6.08

A História de Lamarca no Vale do Ribeira

Carlos Lamarca

Militar e guerrilheiro fluminense (23/10/1937-17/9/1971). Filho de carpinteiro, faz o ginásio em colégio de padres e ingressa na Escola Preparatória de Cadetes, em Porto Alegre, em 1955. Dois anos depois é transferido para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), e declarado aspirante-a-oficial em 1960.
Passa a servir no 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna, na cidade de Osasco (SP). É enviado para integrar as Forças de Paz da ONU na região de Gaza (Palestina), de onde volta 18 meses depois. Está ligado à 6a Companhia de Polícia do Exército, em Porto Alegre, quando ocorre ogolpe militar de 1964. Volta a Quitaúna em 1965 e é promovido a capitão em 1967.

Faz contatos com facções de esquerda que defendem a luta armada para derrubar a ditadura e, em 1969, abandona o quartel para unir-se à organização clandestina Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), levando armas da guarnição para a guerrilha.

Exímio atirador, torna-se um dos mais ativos militantes da oposição armada ao Regime Militar. Participa de diversas ações, como assaltos a bancos, e instala um foco guerrilheiro no Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo, desarticulado em 1970 pelo Exército.

No mesmo ano comanda o seqüestro do embaixador suíço no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, no Rio de Janeiro, e foge para a Bahia. Em 17 de setembro de 1971 é localizado na zona agreste baiana, no município de Ipupiara, e assassinado pelas forças da repressão

Fonte Site http://www.algosobre.com.br/biografias/carlos-lamarca.html

Obs: Esta é uma  versão da história , se você souber outra versão da história deixe aqui no blog .

criado por camiloaparecido    18:09 — Arquivado em: A História de Lamarca no Vale, As Curiosidades do Vale do Ribeira, As Lendas , Contos e Histórias

2 Comentários »

  1. Comentário por luiz dos passos — 23.7.08 @ 18:09

    só para correção, o pai de Carlos Lamarca era sapateiro e não carpinteiro .abçs

  2. Comentário por Lediane — 17.5.09 @ 18:09

    Fiquei muito feliz em saber um pouco mais sobre a vida de Lamarca. Sou professora da E.J.A na cidade de Cajati e através de um projeto: Resgate de origens, pude receber um relato de um aluna sober a captura do Lamarca e ela encontrava-se em meio a todo aquele acontecimento. Sua história foi merecedora de um prêmio e exposta em uma feira Cultural realizada pelo municipio. Estou enviando uma cópia da produção. abçs

    Fazendo parte da história.

    Em meados do mês de maio de 1970 os bairros da Vila Tatu e Capelinha, estavam cheias de soldados do exército brasileiro para capturar o guerrilheiro Lamarca e seus capangas.
    Todos os moradores foram retirados de suas casas, que ficavam próximas dos esconderijos do Lamarca, e refugiados em casas vizinhas principalmente os moradores da Capelinha, sendo sempre protegidos pelos soldados.
    Muitas bombas eram jogadas na mata e a cada instante víamos os soldados do exército pulando dos helicópteros com seus pára – quedas e fortemente armados parecendo uma guerra.
    A cada momento os soldados abordavam as pessoas para serem revistados e saber de qual lado estavam se era do “bem” ou do” mal “ e nenhum carro podia transitar , somente os dos policiais.
    Eu estava grávida da minha filha, hoje com 38 anos, devido a todo aquele cenário fiquei muito assustada e acabei adoecendo, e para que eu pudesse chegar até o hospital de Pariqüera-Açu fui e voltei escoltada pelo sargento do exército.
    Esta batalha somente acabou quando o guerrilheiro e seus capangas foram capturados.
    Até pouco tempo foram encontrados vestígios dessa “guerra” no bairro Capelinha, era uma bomba, fato este que virou notícia na televisão, voltando em minha memória todo aquele acontecimento que marcou a minha vida.
    Pensei muito em sair dessa cidade, pois o medo ainda estava dentro de mim, mas diante de tanta beleza deste bairro que moro, Vila Tatu, fez com que eu permanecesse aqui até hoje.
    Hoje com 55 anos fico triste em relatar e relembrar este fato, porém me alegro em saber que faço parte de um pedaço da história desse município com tantas belezas naturais.

    História real relatada pela aluna Durvalina, 55 anos. _ Cajati -SP
    E.M. Vereador José Rodrigues de Freitas.
    E.J.A termo ll profª Lediane

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