11.7.08
Cidade de Itapirapuã Paulista no Vale do Ribeira

Histórico de Itapirapuã Paulista.
Em meados de 1889, chegaram a esta parte do Vale do Ribeira as famílias de Joaquim Cordeiro e Antonio Novo, cuja finalidade era encontrar terras férteis para agricultura. Fixaram-se aqui, dando ao lugar o nome de Fazenda das Laranjeiras, que compreendia da Serrinha até o Bairro Almeidas.
Levantaram as primeiras casas de pau-a-pique, cobertas de sapé, e passaram a desenvolver na agricultura o plantio de milho, feijão, arroz e cana de açúcar, e, na pecuária, a criação suína. Nessa época, os produtos eram comercializados nas cidades de Apiaí, Capão Bonito e Itararé, sendo conduzidos por animais de tropas e porcos guiados através de peias. Estas viagens eram demoradas, o que obrigava estes pequenos comerciantes pararem em vários pontos para descanso dos animais e deles próprios, denominando estas paradas de costeios.
Este lugar veio mais tarde a receber o nome de RIBEIRÃO DAS CORDAS, ou simplesmente RIBEIRÃOZINHO, motivado pelo rio aqui existente e a um produto nativo do qual se extrai a embira, utilizada para confecção de cabrestos, alças de cestos e peias, bem como à existência de árvore chamada Pita, da qual se fabrica corda.
Em 1910 o então Ribeirão da Cordas passava a pertencer a Ribeira, vila elevada a município em 20 de outubro deste mesmo ano, tendo como primeiro prefeito o senhor Antonio Ciola.
Dentre os moradores de Ribeirão das Cordas havia a família de José Rodrigues de Camargo, uma pessoa estimada e respeitada por todos, que inclusive ocupava o cargo bastante comum na época de inspetor de quarteirão. Esta família também hospitaleira costumava acolher em sua casa as autoridades que aqui vinham, como padres, prefeitos, professores, etc…
Por escritura pública de 18 de março de 1920, Antônio da Silveira Mello e sua mulher, Anna de Almeida Mello, doaram à Câmara Municipal de Ribeira dois lotes de terras, de dez alqueiras cada um, na fazenda denominada “Itapirapuã”, sendo uma parte da atual sede do município de Itapirapuã Paulista e o outro correspondendo ao atual distrito de Ribeirão da Várzea. A doação foi transcrita sob o nº 512 no livro 3, às fls. 27, em 23 de agosto de 1920, no Registro de Imóveis da Comarca de Apiaí.
A primeira professora a lecionar no povoado foi Júlia da Silveira Melo, por volta de 1921, quando era prefeito do município de Ribeira o senhor Augusto Dias Batista.
Com o Decreto Estadual nº 14.344, de 30 de novembro de 1944, criou-se o Distrito. Precisamente em 07 de agosto de 1945, às 16h, em Cartório de Paz e Anexos, Ribeirão das Cordas passa a se chamar Itapirapuã, elevando-se a distrito do município de Ribeira. Esta denominação em tupi guarani significa peixe da pedra vermelha. Estiveram presentes à solenidade o prefeito municipal, Frederico Dias Batista, João Batista Fiqueiredo, suplentes de juiz de paz, Luiz Abraão, escrivão da Coletoria Federal, Benevenuto Lisboa, funcionário público federal, e Hipólito Rodrigues da Rocha, escrivão de paz.
Itapirapuã foi distrito de Ribeira por muito tempo e como sempre se constituiu num pólo de sua produção, especialmente agrícola. Seu povo, representado por seus políticos, que continuamente estavam presentes nas administrações do município, começou a pensar no seu desmembramento.
Por escritura pública de 7 de março de 1977, Joaquim Antônio Cordeiro e sua mulher, Francisca Maria Magdalena, doaram à Câmara Municipal de Ribeira um lote de dez alqueires de terras no Bairro Ribeirãozinho, doação esta que ampliou a atual sede do município de Itapirapuã Paulista. Esta área foi matriculada sob o nº 498 do Livro 2 – Registro Geral do Cartório de Registro de Imóveis de Apiaí.
A tão sonhada oportunidade do desmembramento chegou quando em 1991, o então prefeito municipal de Ribeira, senhor José Vidal de Oliveira, cuja família era oriunda de Itapirapuã, entrou com o pedido de emancipação do distrito, através da Lei Complementar nº 651, de 31 de julho de 1990. Para se concretizar tal solicitação seria necessária no distrito a realização de um plebiscito, o que provocou uma mobilização geral da liderança local, visando conscientizar o povo sobre a importância do comparecimento às urnas, dando seu “SIM“ pela emancipação. O esperado aconteceu em 03 de novembro de 1991, quando o povo em massa, nas urnas, confirmou seu desejo: descentralizar Itapirapuã política e administrativamente do município de Ribeira. Logo o projeto de lei nº 1.049/91 criou o novo município com o nome de ITAPIRAPUÃ PAULISTA, estabelecendo seus limites.
Um obstáculo ocorreu, sendo a criação do município vetada, juntamente com sete outros, quando da publicação da lei nº 7.664 em 31 de dezembro de 1991. A liderança que se envolveu inicialmente no movimento emancipacionista novamente se mobilizou, não medindo esforços para, junto à Assembléia Legislativa do Estado, conseguir derrubar o referido veto e incluir o distrito no rol do municípios recém-criados. Êxito total. Após alteração na Lei nº 7.644, publicada em 12 de março de 1992, finalmente ITAPIRAPUÃ PAULISTA passa a ser um dos mais novos municípios do Estado de São Paulo.
Com a emancipação, as áreas objetos da transcrição nº 512 e da matrícula nº 498, que pertenciam à Câmara Municipal de Ribeira, passaram a ser propriedades da Prefeitura Municipal de Itapirapuã Paulista, conforme averbações constantes dos referidos registros.
criado por camiloaparecido
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Comentário por José Oliveira Ribas — 25.9.09 @ 18:09
Estamos trabalhando um documento sobre o Rio Ribeira e seus Municipios.
gostariamos de ter informações de fontes possiveis
Comentário por poliana — 3.10.09 @ 18:09
adorei esse lugar,eu fui com os meus vizinhos ai,e eu gostei muito é muito legal…adorei muito esse lugar….