11.7.08
Parque Estadual Intervales
Parque Estadual Intervales
- História
Falar na história de Intervales é falar da região na qual o parque está inserido, no cruzamento entre três culturas: a do índio, a do europeu e a do africano. Muito antes da chegada dos europeus, populações autóctones cruzavam as serras do litoral para o sertão e vice-versa, desenhando trilhas por sobre a floresta. como a transmissão da história das populações indígenas está baseada na tradição oral, o extermínio do autóctone restringiu a sua história às possibilidades de tradução e interpretação de vestígios arqueológicos ou ao relato de jesuítas, viajantes e bandeirantes após o Contato. Estes, reordenaram o mundo e a linguagem do índio, como ocorreu com a língua tupi-guarani.
Jesuítas espanhóis, utilizando-se dos itinerários indígenas, chegaram até o Vale do Paranapanema onde fundaram as primeiras missões. Do outro lado da serra, no Vale do Ribeira, lavrava-se ouro de aluvião.
As freqüentes incursões bandeirantes às reduções jesuítas foram responsáveis pela transferência de muitos desses aldeamentos para a província argentina de Missões, entre o alto curso do rio Paraná e o alto curso do Paraguai. No Vale do Ribeira, a atividade mineradora existente desde a segunda metade do século XVI, baseava-se na exploração da mão-de-obra escrava e foi praticada quase sem o controle metropolitano até 1702, quando do Regimento das Minas, o qual obrigava a comunicação da descoberta e da exploração da lavra às autoridades coloniais. A fiscalização metropolitana, a decadência do ouro aluvional no Vale do Ribeira e o advento das minas de ouro e diamantes em Goiás, Mato Grosso e principalmente em Minas Gerais, pressionou proprietários de lavras e de escravos a mudarem-se para outras regiões, deixando para trás parte de sua escravaria, como escravos fugitivos, os quais não puderam ser capturados, e alguns alforriados.
Neste contexto estão as comunidades remanescentes de quilombos das áreas do entorno de Intervales. Um exemplo é a organizada comunidade de Ivaporunduva, a qual possui como testemunho de seu passado a capela de N. Sra do Rosário, construída por escravos em 1791 e os cemitérios escondidos no coração da mata.
Na Segunda metade do século XX, a Companhia do Incremento Rural do Altiplano Paulista CIRAP instalou-se em plena serra de Paranapiacaba, para a implantação de um projeto agropecuário que não foi bem sucedido, perdendo suas terras para o Banco do Estado de São Paulo, BANESPA. Esta instituição, visando o aproveitamento econômico da área, implementou obras de infra-estrutura como a construção de estradas, de uma pequena vila com saneamento básico (o espaço da atual Sede) e de bases de vigilância. Foi instalada na região da Sede, uma fábrica de beneficiamento de palmito cujas instalações hoje estão transformadas em oficinas mecânica, de carpintaria e almoxarifado. Apesar de existirem recursos minerais, o aproveitamento destes foi inexpressivo. Na década de 80, com a decretação da Área de Proteção Ambiental da Serra do Mar, a Fazenda Intervales foi a ela incorporada, passando para a administração da Fundação Florestal em 1987. Em 1995 nascia juridicamente o Parque Estadual Intervales.
- Geografia
O PE Intervales abrange áreas desde o alto da Serra de Paranapiacaba, ao sul do Estado de São Paulo, até as baixadas do Vale do rio Ribeira de Iguape. Em conjunto com o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), o Parque Estadual Carlos Botelho e a Estação Ecológica Xitué recebeu da UNESCO o título de Patrimônio Natural da Humanidade. Estas áreas também fazem parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. A área total do Parque, 42 mil hectares, estende-se sobre parte dos municípios de Ribeirão Grande, Eldorado, Guapiara, Iporanga e Sete Barras.
A Serra do Paranapiacaba é o divisor de águas entre a Bacia Hidrográfica do rio Ribeira de Iguape, cujos rios seguem em direção ao Oceano Atlântico ainda em São Paulo, e a Bacia Hidrográfica do rio Paranapanema, cujas águas correm em direção à Bacia do Prata, sendo o rio Paranapanema afluente do rio Paraná.
O paredão serrano representado pelas serras do Mar e do Paranapiacaba funciona como uma barreira ao avanço das massas de ar provenientes do oceano e do sul do continente, as quais empurram as nuvens para o alto das serras, onde a temperatura é mais baixa. As nuvens se condensam ocasionando chuvas e muita neblina. A região possui alta precipitação com valores de 2000 a 3000mm/ano, e conseqüentemente a umidade relativa do ar é extremamente alta, de 65 a 100%.
A altitude do Parque varia de 60 a 1.095 metros. Este fator combinado com a elevada umidade possibilita uma diversidade paisagística, faunística e florística. O clima predominante é o subtropical de altitude sem estação seca (Ctb, segundo Koepper). A temperatura média anual para a área da Sede do Parque varia entre 17°C e 19°C.
-Ecossistema
Intervales representa uma das área mais significativas dos remanescentes florestais do Estado de São Paulo, pelo seu ótimo estado de conservação e por abrigar inúmeras espécies vegetais. Genericamente, a cobertura vegetal é a Mata Atlântica que possui mais de 50% de suas árvores endêmicas (que só ocorrem neste ambiente), o que a transforma na floresta de maior biodiversidade do globo, inclusive maior que a da Amazônia. Esta diversidade se deve à combinação de fatores como relevo, influências de massas de ar continentais e oceânicas, temperatura e chuvas .
Clique e veja lindas fotos do Parque Estadual Intervales fotografo adilson Moralez

criado por camiloaparecido
18:09 — Arquivado em: 













Comentário por Renato — 27.8.09 @ 18:09
Sou comprador da Tropical Engenharia, empresa que irá fazer obras de revitalização no Pq Intervales e Pq Carlos Botelho. Estou com dificuldades de comprar materiais de construção na região, você poderia me ajudar indicando algumas lojas mais próximas?
Grato.