13.7.08
Parque Estadual Carlos Botelho em Sete Barras-SP

A criação do parque
Em 1941, a área incrustada na Serra de Paranapiacaba foi dividida em quatro reservas florestais denominadas Carlos Botelho, Capão Bonito, Travessão e Sete Barras. Devido às suas características naturais, com recursos naturais e beleza excepcionais, as reservas foram unificadas por meio do Decreto Estadual n° 19.499, de 10 de setembro de 1982, dando origem ao Parque Estadual Carlos Botelho.
Junto com outras unidades de conservação da região, o parque integra desde 1991 a Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e, em 30 de novembro de 1999, foi reconhecido pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Mundial Natural.
O nome Carlos Botelho é uma homenagem ao médico urologista que foi secretário da Agricultura, Viação e Obras Públicas do Estado em 1904, na gestão de Jorge Tibiriçá. Nascido em Piracicaba, em 1855, e falecido em 1947, foi considerado o pioneiro da
urologia no Brasil.
Os atrativos
O Parque Estadual Carlos Botelho possui três trilhas que podem ser monitoradas, sendo as duas principais localizadas nas proximidades da sede, em São Miguel Arcanjo. Ao percorrê-las é importante que se faça silêncio, aumentando as chances de observar vários animais.
Trilha do Rio Taquaral - Implantada no início de 1985, a trilha tem uma extensão de 4 km, sendo a maioria dos seus visitantes formada por estudantes, que podem fazer o percurso seguindo as indicações das placas. Em seu percurso podem ser observados vários estágios de mata, começando pelos campos, passando pela mata secundária (em processo de regeneração após supressão) e chegando à mata nativa.
Durante a caminhada, vários animais podem ser observados, bem como a diversidade da flora, com suas árvores, bromélias, orquídeas. O início da trilha é no Posto de Fiscalização da Polícia Florestal e termina às margens do Rio Taquaral.
Trilha do Açude - É a trilha que está melhor estruturada para receber escolares e grupos, pois estar bem sinalizada. Por ser uma trilha interpretativa, recomenda-se a visitação com a supervisão de monitores durante o percurso. Caminhos tortuosos, riachos e muito verde dão formam o cenário onde se pode desvendar a riqueza da Mata Atlântica. Aqui, o visitante pode apreciar também trechos de mata em diversos estágios, conhecer um projeto de pesquisa com araucárias e se encantar com as pegadas deixadas por antas, gato-do-mato, cachorro vinagre e outros animais nas margens do açude.
Trilha da Figueira - Localizada no Núcleo Sete Barras, a Trilha da Figueira, com extensão de 2 km, leva a uma figueira centenária, que desponta majestosamente na paisagem. São necessários vários homens para "abraçá-la", fechando a circunferência em torno do tronco. Para percorrer essa trilha é necessário agendamento prévio junto ao Núcleo São Miguel Arcanjo.
Na sede do parque, em São Miguel Arcanjo, o visitante pode conhecer ainda o Centro de Educação Ambiental, onde há o Museu de Zoologia e a sala de leitura, com muitas publicações sobre ecologia, animais e plantas. No Centro de Visitantes "Marco Antônio dos Santos Costa", onde há um auditório para 40 pessoas, são exibidos vídeos ambientais.
Administração
Na última década, os administradores de parques estão trabalhando com um novo conceito, que é o "continuum" ecológico, que consiste na integração de diversas áreas onde os animais possam circular naturalmente sem encontrar obstáculos físicos, como cercas, por exemplo.
Essa nova forma de gestão foi implantada nos Parques Estaduais Carlos Botelho, Intervales e Turístico do Alto Ribeira - PETAR e outras áreas de proteção ambiental com o objetivo de otimizar e concentrar ações ao combate de palmiteiros, caçadores e integração com as comunidades e campanhas eco-educativas.
Além disso, é dada ênfase a parcerias para o desenvolvimento de projetos e empreendimentos, como os Parques do Zizo e Taquaral (em implantação) que, com
recursos próprios, ampliam os limites do "continuum" ecológico. O Parque Estadual Carlos Botelho conta também com o apoio de diversas empresas e das quatro prefeituras da região. Todas as iniciativas desenvolvidas pela administração dessa unidade de conservação contam com a colaboração do Fórum de Turismo de São Miguel Arcanjo.
Visitação
Os passeios pelas trilhas monitoras contam com o apoio de monitores. No caso de grupos grandes, é necessário o agendamento prévio. A área de uso público pode ser visitada em qualquer dia da semana. O número médio de visitantes que participam de atividades monitoradas é de aproximadamente 1.800 por ano. Estima-se, no entanto, que cerca de dez mil pessoas circulam anualmente pelo parque, sem se registrarem junto à administração.
É efetuada a cobrança de ingressos de R$ 2,00 por pessoa, no caso de excursões de escolas ou grupos organizados.
Para chegar ao parque, deve-se seguir pela Rodovia Castelo Branco (SP-280) ou pela Rodovia Raposo Tavares (SP-270) até Sorocaba, e tomar a Rodovia Francisco José Ayub (SP-264). A sede se encontra a 25 km do centro de São Miguel Arcanjo, no Bairro da Abaitinga, pela Rodovia SP-139
Os contatos podem ser feitos pelo telefone 0(XX)15-9773.9278 ou no seguinte endereço postal: Parque Estadual Carlos Botelho, Rodovia SP-139, Km 78, Caixa Postal 36,
CEP 18230-000, São Miguel Arcanjo, SP.
Texto: Newton Miura
Fonte Site Ambiente
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Comentário por Francisco Amado — 13.7.08 @ 18:09
Se tu estiver realmente decidido a emagrecer podemos conversar.
Comentário por Ari José Brandão — 16.5.09 @ 18:09
Estou coletando dados para livro, e no meu sentir, foi por meio de trilhas indígenas então existentas na floresta, onde hoje é o Parque Estadual Carlos Botelho, que os primeiros desbravadores, donatários de sesmaria de boa parte dessa área, chegaram a locais onde estão localizadas as cidades de São Miguel Arcanjo, Capão Bonito, etc.
Vou mais além, partiram de São Vicente, por mar e, em dado ponto, subiram a serra por dentro da mata.
Há notícia de que essa imensa área perteceu um dia a ANTONIO LEME BRISOLA.
Como esse site cuida de curiosidades sobe o vale da ribeira, é que tomo a liberdade de, assuntá-los sobre esses fatos.
No mais, parabens pelo trabalho que voces desenvolvem.
Grande abraço;
Ari José Brandão.