Curiosidades do Vale do Ribeira e Suas Cidades

Este blog tem por finalidade mostrar as belezas naturais do Vale do Ribeira ,suas Histórias,curiosidades,lendas ,culinaria e suas Cidades : Registro-sp , Sete Barras , Eldorado ,Jacupiranga , Cajati, Pariquera-açu, Iporanga, Ribeira, Iguape etc….

30.9.08

Saiba mais sobre os Conversores da TV Digital !

Conversores de TV Digital

Conversor é o 1º passo para entrar no mundo da TV digital

Para utilizar sua TV Digital, é necessário ter um conversor apropriado para isso (também chamado set-top box ou caixa conversora. O conversor é fundamental porque o que muda com a TV digital é a transmissão do sinal, e não apenas a qualidade da imagem. Cada elemento da tela passará a ser enviado em códigos binários (seqüências de 0 e 1), linguagem igual à dos computadores. Para que os televisores "entendam" o novo sinal será necessário um "tradutor", o tal conversor de TV digital.

Conversores de TV Digital Com a chegada da TV Digital na cidade do Rio de Janeiro em meados de junho, já são quatro as regiões metropolitanas (São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio) que contam com essa nova tecnologia de transmissão. Vale lembrar que a TV Digital estará presente em todo território nacional até 2016, época em que o governo pretende tirar do ar o atual sistema analógico.

Depois de um período de euforia e até mesmo de confusão, onde as características da TV Digital se confundiram com a popularização das TVs de LCD e Plasma, podemos ter uma visão clara das vantagens e desvantagens desse admirável mundo novo.

As principais mudanças trazidas por essa novidade são imagem e som de maior qualidade, além de mobilidade, portabilidade, multiprogramação e também a possibilidade de o telespectador interagir com os programas da TV.

Se a TV digital ainda não se consolidou, pelo menos já mostra sinais de como podemos tirar proveito dela sem jogar dinheiro fora. Mas afinal, o que é TV Digital? Enquanto LCD e Plasma são tecnologias de reprodução de imagem, a TV Digital se refere ao modo de transmissão: é o sinal que sai das antenas das emissoras que está mudando e, com essa mudança, será possível transmitir imagens em alta-definição.

Com a TV, o processo é similar ao ocorrido com os aparelhos celulares, que, quando chegaram por aqui eram analógicos e atualmente são digitais. Só um pouco mais complicado. A maioria das transmissões abertas de TV no Brasil ainda é analógica.

Apenas uma parte passou, no dia 2 de dezembro de ser digital, em uma transição gradativa ao longo dos próximos dez anos. Do lado dos aparelhos de TV, no entanto, já existem vários modelos digitais à venda há um bom tempo: as tecnologias digitais de imagem mais difundidas são o Plasma e o LCD.

Fonte Blog Digitais 3D

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criado por camiloaparecido    18:09 — Arquivado em: Curiosidades Diversas, Você sabia

29.9.08

Comunidade Quilombola Maria Rosa em Iporanga-SP

Comunidade Quilombola Maria Rosa no Municipio de Iporanga-SP no Vale do Ribeira

Situada praticamente em frente a Pilões, na região do Alto Ribeira, a comunidade de Maria Rosa também se formou em um local distante e de difícil visibilidade. Escravos fugiam para o local, onde se instalaram e desenvolviam atividade agrícola para sobreviver.

De acordo com os relatos e documentos disponíveis, acredita-se que houve uma ocupação territorial negra em Maria Rosa e em Pilões, na mesma época em que algumas fazendas da região ainda contavam com o trabalho escravo.

Em um documento de 1863, o subdelegado de polícia de Iporanga noticia à presidência da Província comunicando a existência de negros em quilombos nas proximidades da região e pedindo providências para destruí-los.

A partir de 1844, os registros de batismo começam a indicar a presença de negros livres nos arredores da região.

A comunidade é formada atualmente por 20 famílias.

As terras de Maria Rosa foram tituladas em 2001 pelo governo do Estado de São Paulo com 3.375,66 hectares.

A área encontrava-se ocupada por cinco posseiros e fazendeiros, mas o processo de desintrusão foi concluído e hoje a comunidade tem suas terras livres de não-quilombolas.

Fonte Site Comunidades Quilombolas

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criado por camiloaparecido    18:09 — Arquivado em: Quilombos do Vale do Ribeira

28.9.08

Comunidade Quilombola Pilões em Iporanga-SP

A comunidade de Pilões, formada por 51 famílias, está situada no município de Iporanga-SP no Vale do Ribeira, na região do Alto Ribeira, em um local distante da cidade e de difícil acesso. Para chegar até a comunidade, deve-se atravessar o Rio Ribeira do Iguape e andar por dez quilômetros em uma estrada não-pavimentada, que atravessa a Serra de Pilões e segue margeando o Rio Pilões e seus afluentes.

No Livro de Tombo da Paróquia de Xiririca, Pilões aparece como o último dos 54 bairros da Paróquia, e a origem de seu nome é assim explicada: "Pilloens, Ribeirão. Bairro e Demarcação superior. O nome desse coudaloso rio, cheio de cachoeiras, provem ao que dizem, de achar-se n´aquelles tampos antigos hú pilão de madeira ou no mato, ou no mesmo rio".

Os moradores contam, porém, que o nome Pilões foi dado porque existiam muitos buracos nas pedras do rio iguais a um pilão.

O bairro era conhecido como Porto de Pilões, pois era onde as embarcações descarregavam mercadorias para a sede das fazendas que utilizavam mão-de-obra escrava.

Os relatos dos moradores contam que, no século XVII, moravam na região senhores brancos com seus escravos. Em um primeiro momento, concomitante do tempo da mineração, a ocupação dessa região foi marcada pela presença da escravidão. Os escravos resistiam, se rebelavam, fugiam e formavam quilombos.

Há registros de um documento, datado de 1863, no qual o subdelegado de polícia de Iporanga noticia à presidência da Província comunicando a existência de negros em quilombos nas proximidades da região e pedindo providências para destruí-los.

As terras de Pilões foram parcialmente tituladas em 2001 pelo governo do Estado de São Paulo com 5.925,99 hectares, o que corresponde a 95% do território total.

O Incra abriu processo para regularizar as terras de Pilões. No entanto, até maio de 2007, nenhuma providência tinha sido implementada.

Fonte Site Comunidades Quilombolas

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criado por camiloaparecido    18:09 — Arquivado em: Quilombos do Vale do Ribeira

27.9.08

22ª Feira do verde da Apae na Cidade Registro-SP

22ª Feira do verde da Apae na Cidade de Registro-SP no Vale do Ribeira

A feira do verde da Apae esta sendo realizada no Shoping Registro na avenida Jonas Banks Leite ,começou no dia 22  de Setembro  e vai até dia 05 de outubro de 2008, você vai encontrar artesanato,lindas orquideas e varias plantas ornamentais e mudas de arvores frutiferas, venha partcipar e ajude esta entidade .Dona Cecilia e Dona Cida recebem a todos os visitantes com muita atenção e muito carinho .

Dona Cecilia e seus ajudantes sempre atentos a ajudar

Orquideas

Artesanato

 

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criado por camiloaparecido    18:09 — Arquivado em: As Festas e Exposições, Noticias do Vale

Conheça como é um Engenho de Farinha de Mandioca

Plantação de mandioca

Casa de farinha ,feita de pau a pique

Foto de um engenho de farinha

As peças dos engenhos de farinha eram confeccionados em madeiras de lei como: canela, peroba, jacarandá, ipê, jatobá e pau-ferro.

Esta gravura mostra ,a fase de descascar a mandioca

A roda ,esta fase a mandioca é ralada

Depois de ralada, a mandioca é prensada. Só depois disso é que vai para o tacho quente.

A prenssa ,depois de ralada a mandioca era prenssada para se retirar a goma

O Coxo de farinha

O Tipiti ,muitas pessoas não tinhão a prenssa e por isso usavam o tipiti, era um utensilio que era usado para retirar a goma

Tipiti

Este é o mais impressionante e desconcertante aparelho que os nossos ancestrais idealizaram.

o tipiti, como um aparelho de compressão e expressão, expelir a primeira água e as outras, tornando a massa da mandioca seca,

O tipiti é um instrumento tecido com talas de arumã, de forma tubular com as extremidades afuniladas que terminam em alças. Seu funcionamento dá-se após prender-se uma das alças a certa altura, colocada a mandioca ralada no tubo, procede-se a expressão, distendendo-se gradual e fortemente a alça inferior, com pesos em série crescente. A massa, assim espremida, expele todo o sumo da mandioca ralada. Esse sumo chama-se tucupi.

Tipiti significa no Tupi: tipi - espremer; ti - líquido

A pubação

O termo pubar, no dicionário "Tupi Antigo", de Luís Caldas Tibiriçá, significa maduro, podre. Já no dicionário “A Língua Tupi na Geografia do Brasil”, significa amolecer.

Antigamente eram as mulheres que se encarregavam desse mister. Hoje todos participam. Após a colheita da mandioca, as raízes são colocadas no bojo de um casco imprestável no fundo de um igarapé (rio pequeno) ou então na reentrância de um pequeno curso d’água, onde a mandioca fica submersa por três dias. Passado esse período é retirada, começando a faina de descascá-la. Todas as raízes desnudadas, começa a etapa da ralação. Tudo ralado, a massa é introduzida nos tipitis.

Tacho de cobre feito para torrar a farinha de mandioca

Farinha de mandioca

Farinha dagua ,derivado da mandioca

A Goma ,derivado da mandioca

Coruja

A coruja, uma espécie de bolo de mandioca feito originalmente com massa de mandioca, banha de porco e ovos caipiras, assado em fornos rústicos, envolvidos em folhas de bananeira até ficarem dourados.

O nome coruja vem do formato do bolo cilíndrico, lembrando a figura do animal.

Tapioca

 Derivados da Mandioca

Goma: produto resultante depois da extração do amido, uma farinha rica em fibras, mas pobre em amido. Dependendo do lugar, pode ser chamada de farinha seca ou farinha de raspa. Para extrair a fécula (amido da mandioca, polvilho ou goma), a mandioca é ralada, lavada e prensada. O líquido obtido é deixado em repouso por cerca de 4 horas para o amido decantar. A água é jogada fora, restando no fundo o sedimento úmido.

Goma fresca : peneirada para fazer beijus crocantes ou tapiocas. A goma seca do Norte é o polvilho um pouco mais encaroçado.

Polvilho doce: goma desidratada como se fosse um talco bem fino. Usado para fazer beijus e tapiocas, bastando hidratá-lo com um pouco de água. Com líquido e aquecido, forma um mingau cremoso e leitoso e pode ser usado para espessar molhos. Ou ainda para fazer pãezinhos, bolos, brevidades. Expande menos que o polvilho azedo, mas deixa a crosta mais macia.

Polvilho azedo : é a água com o sumo da mandioca que é deixada com a goma sedimentada para fermentar por cerca de 10 dias. O polvilho tirado daí estará bem ácido e confere sabor ácido agradável aos preparos, além de permitir maior expansão: pães de queijo e biscoitos de polvilho crocante, por exemplo. O mingau feito com ele é mais transparente e viscoso.

Sagu: feito com a goma (polvilho, fécula) da mandioca. Na indústria, o amido é coagulado e boleado para bolar esferinhas de tamanho padronizado.

Tapioca granulada: amido molhado que é coagulado em grânulos sobre chapa quente. É separada por peneira em grãos finos ou grossos. Tem aparência de sal grosso, meio translúcida e pode ser usada em cuscuz, bolos ou mingaus.

Puba ou massa de mandioca: mandioca deixada em água corrente ou em tanques para pubar (amolecer) por cerca de 5 dias. Quando está mole, é triturada só ou com uma parte de mandioca fresca, lavada, prensada para tirar parte da goma e peneirada para reter as fibras e resíduos duros da mandioca (crueira).

Farinha de tapioca: grânulos de amido coagulados na forma de sagus, e estourados em chapa quente como pipocas. A extrusão dá aos grânulos aspecto de isopor. Usada em pãezinhos, mingaus, cobrindo sobremesas ou como acompanhamento de polpa de açaí ou bacaba salgada ou doce.

Farinha de mandioca comum ou seca : farinha de mesa para acompanhar pratos de carne ou peixe. Usada para fazer farofas. A farinha comercializada tem que ter no mínimo 75% de amido. No processo normal a mandioca é descascada, ralada, prensada e seca em grandes tachos. Se a polpa for lavada com água antes de ir à prensa para extrair o polvilho, que é levado com a água, a farinha sairá mais fibrosa, conhecida no Norte como farinha seca.

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criado por camiloaparecido    18:09 — Arquivado em: As Curiosidades do Vale do Ribeira, Curiosidades Diversas

A História de Cosme e Damião

São Cosme e São Damião, os santos gêmeos, morreram em cerca de 300 d.C. Sua festa é celebrada em 27 de setembro. Somente a igreja Católica comemora no dia 26 de setembro pois, segundo o calendário católico, o dia 27 de setembro é o dia de São Vicente de Paulo.

 Biografia

Há relatos que atestam serem originários da Arábia, de uma família nobre de pais cristãos, no século III. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.

Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Diziam "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder".

Exerciam a medicina na Síria, em Egéia e na Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro.

Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma exata como morreram. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma.

Foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS - Cosme e Damião.

Versões de suas mortes

Há várias versões para suas mortes, mas nenhuma comprovada por documentos históricos. Uma das fontes relata que eram dois irmãos, bons e caridosos, que realizavam milagres e por isso teriam sido amarrados e jogados em um despenhadeiro sob a acusação de feitiçaria e de serem inimigos dos deuses romanos.

Segundo outra versão, na primeira tentativa de matá-los, foram afogados, mas salvos por anjos. Na segunda, foram queimados, mas o fogo não lhes causou dano algum. Apedrejados na terceira vez, as pedras voltaram para trás, sem atingi-los. Por fim, morreram degolados.

Milagres e cura

Santos Cosme e Damião, afresco de Fra Angelico.Conta-se que eram sempre confiantes em Deus, que oravam e obtinham curas fantásticas. Também foram chamados de "santos pobres".

A partir do século V os milagres de cura atribuídos aos gêmeos fizeram com que passassem a ser considerados médicos. Mais tarde, foram escolhidos patronos dos cirurgiões.

Segundo a crença popular apareceram materializados depois de mortos, ajudando crianças que sofriam violências.

Ao gêmeo Acta é atribuído o milagre da levitação e ao gêmeo Passio a tranqüilidade da aceitação do seu martírio.

Fonte Site wikipedia

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criado por camiloaparecido    18:09 — Arquivado em: Curiosidades Diversas

Comunidade Quilombola Poça em Eldorado-SP

O diretor executivo da Fundação Itesp, Gustavo Ungaro, mandou publicar na terça-feira 13 de maio de 2008, no Diário Oficial do Estado, o reconhecimento da comunidade quilombola de Poça, localizada no Município de Eldorado, no Vale do Ribeira. Poça é a 22ª comunidade quilombola reconhecida pelo Governo de São Paulo e a primeira da gestão do Governador José Serra.

A comunidade de Poça é formada por 44 famílias, que vivem basicamente do plantio de banana. A origem remonta à história do ciclo minerador, iniciado na região no século XVII, e do plantio de arroz, que teve seu ápice no século XIX, quando o chamado "arroz de Iguape" ficou famoso pela sua qualidade. As duas fases se apoiaram na mão-de-obra escrava.

Os estudos feitos pelos pesquisadores do Itesp, por meio de relatos de moradores e pesquisa documental, mostram que os atuais moradores são descendentes de várias famílias que se instalaram na área no início do século XIX: Costa, Pupo, Vieira, França, Marinho, Rosa, entre outros.

O Vale do Ribeira é a região que concentra a maioria das comunidades quilombolas do Estado. Das 22 comunidades já oficialmente reconhecidas pela Fundação Itesp, 15 estão nos municípios de Eldorado, Iporanga, Cananéia, Iguape e Itaoca. São 651 famílias beneficiadas naquela região.

As origens dessas comunidades remontam à história do ciclo minerador iniciado no século XVII, que se apoiou na mão-de-obra de homens e mulheres negros escravizados. Com a Constituição de 88, os quilombos passaram a ter assegurado o direito à propriedade da terra por eles ocupada.

O Governo do Estado, por meio da Fundação Instituto de Terras (Itesp), atua para garantir o cumprimento desse preceito constitucional. O Itesp é responsável pelo reconhecimento das comunidades remanescentes de quilombos que vivem em área reconhecidas devolutas em São Paulo. Além das 22 comunidades já reconhecidas, outras dez estão em processo de reconhecimento.

A Fundação Itesp também presta assistência técnica e extensão rural para essas comunidades. O trabalho é feito por meio de atividades agrícolas, manejo florestal, produção de artesanato e capacitação dos moradores em diversos programas.

Marrey com o prêmio recebido da OABSP.Reconhecimento
Nesta semana, o secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Marrey, foi homenageado pela Comissão do Negro e Assuntos Antidiscriminatórios (Conad). Marrey recebeu das mãos do presidente da seccional paulista da OAB, Luiz Flávio Borges D’Urso, o prêmio “Luta pela Igualdade Racial”.

A homenagem comemorou os 120 anos da Abolição da Escravatura. A premiação foi entregue a personalidades que se destacaram na luta contra o racismo entre eles o ministro da Cultura, Gilberto Gil, o ministro do STF, Joaquim Barbosa, o senador Paulo Paim e o professor Hélio Santos.

FONTE Imprensa Itesp

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criado por camiloaparecido    18:09 — Arquivado em: Quilombos do Vale do Ribeira

26.9.08

Comunidade Quilombola Porto Velho em Itaoca-SP

Comunidade Quilombola Porto Velho

A estrada de terra que dá acesso á Comunidade Porto Velho tem 4 km de extensão e começa na estrada Itaoca-Pavão, na altura do bairro Fazenda, no município de Itaoca – SP no Vale do Ribeira .

A comunidade possui 21 famílias, com aproximadamente 80 pessoas, sendo pouco mais de um quarto de crianças de até 12 anos e 10% de idosos. O analfabetismo é encontrado na população com mais de 50 anos. As pessoas com menos de 40 anos tem escolaridade compatível com a idade, tendo concluído até o ensino médio. A comunidade conta com pré-escola até a 4ª. série do ensino fundamental. Para as séries seguintes é preciso se deslocar para o Bairro Pavão. A prefeitura de Itaoca fornece transporte para os estudantes.

Conta também com um posto de saúde e duas vezes por mês é feito atendimento por um médico e dois enfermeiros. Há também um agente de saúde da própria comunidade. A principal fonte de renda é a agricultura familiar: roça de arroz, feijão, milho, mandioca, batata doce, cana, amendoim; pomares com mamão, laranja, limão, banana; cultivo de maracujá e hortaliças. Algumas pessoas trabalham para a prefeitura e outras recebem diárias por trabalhos realizados para outras famílias.

Histórico

O nome da comunidade surgiu por ser ali o último porto do Rio Ribeira de Iguape no sentido contrário de seu curso. Segundo os registros, no século XIX o território era uma fazenda que utilizava mão de obra de escravos. Em crise financeira, o dono deixou as terras para as famílias de escravos que ali trabalhavam. Uma dessas famílias era a de Basílio da Rosa, que deu origem à comunidade. Faziam roça para a subsistência, cultivando feijão, milho, arroz, cana, mandioca e faziam pequenas criações familiares de galinhas e porcos. Parte dessa produção era transportada de canoa até Eldorado e Iguape, onde era comercializada. Nessas cidades eram comprados sal, trigo, querosene, tecidos e outros produtos industrializados. Essa viagem de ida e volta levava 20 dias.

Em meados do século XX, o herdeiro de uma terra chamada Porto dos Apertados, localizada no Paraná, chegou dizendo que aquela era a terra dele e forçou as famílias a trabalharem para ele para poderem permanecer ali. Combinava de produzir “a meia” (metade do produto para o produtor e metade para o fazendeiro), mas ele pagava quando e quanto queria, sempre explorando as famílias. Não permitia o descanso nos domingos e outros dias santos.

A partir do início dos anos 1980 começaram a tomar consciência de seus direitos e da exploração que estavam sofrendo. Inicialmente começaram a se recusar a trabalhar nos domingos e dias santos estimulados pela leitura da Bíblia, principalmente trechos que falam da proibição de trabalho nesses dias. Com o tempo se recusaram a trabalhar naquelas condições mesmo nos dias úteis.

Os constantes conflitos e a pressão do fazendeiro impedindo inclusive o cultivo de roça, fez com que muitas famílias deixassem a comunidade e fossem para bairros vizinhos e cidades próximas. Apenas 9 famílias permaneceram.

Tomando conhecimento de outras comunidades remanescentes de quilombo da região que reivindicavam esse reconhecimento e a propriedade das terras tradicionalmente ocupadas, a comunidade procurou o Instituto de Terras do Estado de São Paulo – Itesp, que iniciou a elaboração do Relatório Técnico-Científico (RTC) para o reconhecimento da comunidade. Para isso, contaram também com a assessoria jurídica da Igreja Católica.

No dia 31 de agosto de 2001, foi criada a Associação dos Remanescentes de Quilombo do Bairro Porto Velho. Registrada em 2002 tinha como principal papel a representação da comunidade na luta pela terra. Em represália, no dia 22 de junho de 2002, familiares do fazendeiro, a mando deste, demoliram a igreja da comunidade. Essa atitude causou grande revolta nos moradores e trouxe para Porto Velho a solidariedade das comunidades vizinhas. A associação acionou a polícia local e a Polícia Federal. Esse fato agilizou uma ação contra o fazendeiro que já corria na justiça, conseguindo uma liminar destinando 30 alqueires (72 ha) para uso das famílias quilombolas. A conclusão do RTC se deu um mês depois reconhecendo Porto Velho como uma comunidade remanescente de quilombo. Com essa garantia mínima da terra, as famílias começaram a retornar, chegando às 21 que atualmente moram e trabalham na terra.

Fonte Quilombos do Ribeira

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25.9.08

Comunidade Quilombola Morro Seco em Iguape-SP

Comunidade Quilombola Morro Seco

Para chegar à Comunidade Remanescente de Quilombo de Morro Seco, no Município de Iguape – SP no Vale do Ribeira , é preciso entrar em uma estrada de terra que fica no Km 419 da BR-116, à direita de quem vem no sentido Curitiba/São Paulo e percorrer 5 Km.

A comunidade hoje é composta de 22 famílias, totalizando 85 pessoas. Mais da metade da população tem idade entre 19 e 60 anos. Há 16 crianças com até 12 anos e 14 idosos, com mais de 60. A escolaridade da maior parte das pessoas é o ensino fundamental incompleto, até a 4ª. série. Nos extremos, apenas 1 pessoa teve acesso ao ensino superior e 6 não são alfabetizados.

A principal fonte de renda na comunidade é a produção agrícola. A maior parte da produção de arroz, feijão e hortaliças é para consumo das famílias. A produção de farinha de mandioca e banana, então em boa parte, destinadas a comercialização.

Embora a produção agrícola seja uma presença marcante na comunidade, as poucas alternativas de renda fazem com que grande parte dos pais de família e jovens tenha que sair da comunidade ou trabalhar fora dela como assalariado, diarista ou empreiteiro para garantia de seu sustento, enquanto outros realizam atividades informais mesmo dentro da comunidade.

Histórico

O território até hoje ocupado pela comunidade era um sertão de mata alta, de nome Capoava, para onde os escravos fugiam. Era uma área isolada: não havia estrada e a única saída era para Iguape, pelo Rio Morro Seco até sair no Rio Peroupava, sendo necessários 4 dias de canoa a remo até a cidade. Esse era o percurso que os moradores faziam para levar o arroz para ser vendido em Iguape, depois de terem embarcado nos portos de Nhá Juséfa e Guamixama.

Uma das lembranças dos atuais moradores com relação aos escravos é de Juari Alves Pereira: “Geraldina Rita Modesta Alves, nossa mãe, dizia quando ainda éramos pequenos: ‘Minha avó era escrava’.” Seu pai, Hermes Modesto Pereira, de 65 anos, conta que seu pai, Joaquim Soares Alves dizia: “Acho que meu pai era escravo, por ser mais preto do que eu, por ter o nariz bem grande e os lábios grossos”.

Considerando a influência de outros povos na formação da comunidade, o sr. Armando Modesto Pereira, de 71 anos, diz: “Minha avó era branca, de cabelos pretos e longos”. Izaltina Geraldina Modesto, também uma moradora quilombola, afirma: “Ela era descendente de português.”

Sobreviviam principalmente da roça, em especial de arroz, feijão milho e mandioca. Organizavam mutirões para a roça e faziam festas em conjunto. Para essas atividades era convidada toda a vizinhança onde dizia-se: “Podes me ajudar no próximo sábado?” Depois de um bom convite ia se discutir o que teria na festa. Tudo corria muito bem e certo.

Diz o senhor Armando, de 71 anos: “Por volta de 1940, nosso pai, Joaquim Soares Alves, nos contava que quando era ainda menino e já aconteciam na vizinhança os de-mão, as festas, as danças e os mutirões”. E foi reforçado por Antonia Domingues de Assis, de 86 anos, que diz: “Quando eu tinha 15 anos já existia fandango”.

Muito religiosos, guardavam vários preceitos, principalmente na Quaresma e Semana Santa: durante toda a Quaresma não se comia carne nas sextas-feiras, não cortava cabelo, não tocava viola e não dançava. Só voltava a dançar no Sábado de Aleluia. Dizia-se até que Jesus pegou a cruz na Quarta-feira de Cinzas, carregou durante 45 dias e morreu na Sexta-feira Santa. Quarta-feira de Cinza e Quinta-feira Santa eram dias de jejum. Na Quarta-feira de Cinza e na Sexta-feira da Paixão, varria a casa e não jogava o lixo fora. Na Quarta-feira Santa não se fazia nada até o meio dia. Na Quinta-feira Santa não se fazia nada depois do almoço, por entender que era um dia santo e que devia ser respeitado e por não ter claro ainda sobre a agonia de Jesus.

Até a década de 1950 a população que se localizava nessas imediações era chamada de vizinhança. O conceito de comunidade chegou ao Morro Seco trazido por um representante da Igreja Católica. Nessa época, o representante religioso orientou que dali havia de se escolher uma pessoa que fosse representar a comunidade nas atividades que aconteciam fora dali, sendo esse chamado de representante da comunidade.

A idéia de criar uma associação veio quando se sentiu a necessidade de se organizar melhor para busca de melhores condições de vida para a comunidade, através principalmente do reconhecimento da comunidade como remanescente de quilombo e a titulação da terra ocupada tradicionalmente. “Em 1999 com a presença de assessores técnicos e jurídicos começamos a discutir para a elaboração de um Estatuto. Foram quase 3 anos de discussão até a constituição da associação, que aconteceu em 25 de agosto de 2002 e formalizada em 03 de fevereiro de 2003”, diz Juari.

Fonte Quilombos do Ribeira

 

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24.9.08

UNESP , criará o Museu Dinâmico da Mata Atlântica

UNESP de Registro criará o Museu Dinâmico da Mata Atlântica

UNESP de Registro tem projeto de pesquisa aprovado para o Museu Dinâmico da Mata Atlântica

O Edital CNPq/MCT - Difusão e Popularização da Ciência & Tecnologia contemplou com R$ 102.980, 90 o projeto do Museu Dinâmico da Mata Atlântica da Unesp de Registro. Essa verba será destinada para a ampliação do acervo da base de dados (CITEC) que reúne todos os trabalhos feitos no ou sobre o Vale do Ribeira, em todas as áreas do conhecimento. Planeja-se também aumentar as exposições com um minhocário, terrário, maquete da bacia hidrográfica e mapas temáticos do Vale do Ribeira. Além de um documentário com a história da Ilha do Cardoso, modernização da home Page e o oferecimento de cursos de extensão aos professores da escola pública e produtores rurais.

O projeto está sob a coordenação da docente Kelly Botigeli Sevegnani e vice-coordenação da docente Patrícia Gleydes Morgante. A equipe é composta pelos professores Afrânio José Soriano Soares, Giovana Bertini, João Vicente Coffani Nunes, Silvia Helena Modenese Gorla da Silva (UNESP /Registro), contando ainda com as docentes Eliana Cardoso Leite (UFSCar/Sorocaba) e Ivete Cardoso do Carmo Roldão (PUCCamp).

Reportagem Julio Silva, Site Diario de Iguape

Fonte: Unesp

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Comunidade Quilombola Galvão em Eldorado-SP

Comunidade Quilombo Galvão em Eldorado-SP

Com a maior parte de seu território no município de Eldorado (SP) e parte em Iporanga no  Vale do Ribeira, o acesso à comunidade está na altura do km 41 da estrada Eldorado/Iporanga, a SP-165. Após atravessar de balsa o Rio Ribeira de Iguape, percorre-se 2,5 km em uma estrada de terra para chegar à comunidade, situada na margem esquerda do Rio Pilões.

A comunidade é formada por 33 famílias, em um total de 143 pessoas. Parte das famílias mantém a roça como atividade básica para a subsistência: feijão, arroz, milho e mandioca. Fazem também horta, cultivando alface, couve e almeirão. A maioria tem uma pequena criação de porcos e galinhas para consumo da família. Boa parte trabalha para a prefeitura e governo do estado, além de trabalhos diários em fazendas próximas.

A história do bairro Galvão está intimamente ligada à história do bairro São Pedro. Ambos formavam um único grupo de parentesco, ocupando um território inicialmente contínuo.

O início do povoamento foi em 1833 com a chegada de Bernardo Machado dos Santos, juntamente com 8 mulheres e 4 homens, os primeiros habitantes da comunidade de São Pedro. Eram escravos fugidos de uma fazenda. Por causa das perseguições que sofria, Bernardo trocou seu nome para Bernardo Furquim de França.

Para sua subsistência, desde o início, faziam roça de arroz, feijão, milho, cará, batata, mandioca, cana, banana, etc. e criavam porcos, galinhas e cavalos para o serviço e transporte. Pescavam, caçavam e coletavam cipó, taquara, palhas para construções e artesanato. Vendiam arroz, milho e feijão em Iguape, para onde desciam de canoa, e compravam sal e tecido para costurar roupas à mão.

Faziam mutirões (chamado na época de puchirão) para derrubada e roçada, colheita de arroz, milho e feijão. Neles, o dono da roça convidava outros moradores em número que dependia do tamanho da área. Como “pagamento do serviço” oferecia comida e bebida. Havia também a troca de dia, onde alguém que recebia ajuda de trabalho de um vizinho, trabalhava para ele a mesma quantidade de dias quando ele precisasse.

No início do século passado alguns moradores venderam parte de suas terras para fazendeiros. Alguns fazendeiros foram tomando mais terras do que haviam comprado, causando conflitos com os moradores tradicionais, fazendo ameaças e mortes de fato.

Em 1999 resolveram separar as duas comunidades, com associações distintas, para lutar pela terra. No mesmo ano foi fundada a associação. Em 2000 foi feito o RTC (Relatório Técnico-Científico) e no mesmo ano foi dado o reconhecimento como comunidade de remanescentes de quilombo.

Fonte Quilombos do Ribeira

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23.9.08

Comunidade Quilombola Mandira de Cananéia-SP

Comunidade Quilombola Mandira


A comunidade Mandira está localizada na Estrada Itapitangui/Ariri – Km 11, no Município de Cananéia-SP no Vale do Ribeira

Residem na comunidade 25 famílias, sendo 30 crianças, 22 jovens, 44 adultos e 9 idosos, dando um total de 105 pessoas. Quase todas são alfabetizadas, algumas completaram o ensino médio, outras apenas tem o ensino fundamental (incompleto) e 5 não são alfabetizadas.

Com a impossibilidade de fazer roça e criar animais para a subsistência, devido a restrições ambientais e indefinição na titulação do território, a principal fonte de renda dentro da comunidade é o manejo de ostra. Outras atividades importantes são: artesanato de cipó, bijuteria com sementes nativas, confecção de bolsas, camisetas, macacões para apicultura, chaveiros, bonecas e enfeites de pano, além de apicultura.

Histórico

A comunidade do Mandira surgiu na segunda metade do século XIX, em 1868, quando o patriarca da família, Francisco Mandira, recebeu as terras do sítio, com cerca de 1.200 alqueires (2.880 ha), como doação de sua meia irmã Celestina Benícia de Andrade. Francisco Mandira era fruto da relação do senhor de escravos Antônio Florêncio de Andrade com Tereza, uma de suas escravas. Francisco Mandira casou e teve alguns filhos, entre eles João Vicente Mandira e Antônio Vicente Mandira, ambos casaram tiveram filhos, dando assim continuidade a comunidade Mandira, e hoje somos a sétima geração.

Fonte Quilombos do Ribeira

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22.9.08

Comunidade Quilombola São Pedro em Eldorado-SP

Comunidade Quilombola São Pedro

O acesso à comunidade está na altura do km 41 da estrada Eldorado/Iporanga no Vale do Ribeira , a SP-165. Após atravessar de balsa o Rio Ribeira de Iguape, percorre-se 8 km em uma estrada de terra para chegar à comunidade.

A comunidade é formada por 47 famílias, em um total de 132 pessoas. Além da roça de arroz, milho e feijão para consumo, algumas famílias criam gado tanto para consumo como para venda. Uma outra fonte de renda, não relacionada à cultura tradicional, é a cultura de maracujá, feita por dez pessoas da comunidade, voltada para a comercialização. A última área recebida pela associação tinha o cultivo de palmito pupunha, que está sendo manejado para a comercialização. O mutirão, ou puxirão, é muito pouco utilizado atualmente. Hoje é mais comum a contratação de diária ou empreita, pagos em dinheiro. Quinze pessoas recebem aposentadoria e alguns são funcionários da prefeitura e governo do estado.

Histórico

A história do bairro São Pedro está intimamente ligada à história do bairro Galvão. Ambos formavam um único grupo de parentesco, ocupando um território inicialmente contínuo.

O início do povoamento foi em 1833 com a chegada de Bernardo Machado dos Santos, juntamente com mais ou menos 8 mulheres e 4 homens, os primeiros habitantes da comunidade de São Pedro. Eram escravos fugidos de uma fazenda. Por causa das perseguições que sofria, Bernardo trocou seu nome para Bernardo Furquim de França. O nome do bairro era Lavrinha por ser um lugar de lavra de ouro.

Para sua subsistência, desde o início, faziam roça de arroz, feijão, milho, cará, batata, mandioca, cana, banana, etc. e criavam porco, galinha e cavalos para o serviço e transporte. Pescavam, caçavam e coletavam cipó, taquara, palhas para construções e artesanato. Vendiam arroz, milho e feijão em Iguape, para onde desciam de canoa, e compravam sal e tecido para costurar roupas à mão.

Faziam mutirões (chamado na época de puchirão) para derrubada e roçada, colheita de arroz, milho e feijão. Neles, o dono da roça convidava outros moradores em número que dependia do tamanho da área. Como “pagamento do serviço”, oferecia comida e bebida. Havia também a troca de dia, onde alguém que recebia ajuda de trabalho de um vizinho, trabalhava para ele a mesma quantidade de dias quando ele precisasse.

No início do século passado alguns moradores venderam parte de suas terras para fazendeiros. Alguns fazendeiros foram tomando mais terras do que haviam comprado, causando conflitos com os moradores tradicionais, ameaças e mortes de fato. Por causa desses conflitos, organizaram-se em uma associação para conseguirem definitivamente a terra.

Fonte Quilombos do Ribeira

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21.9.08

Comunidade Quilombola Cangume em Itaoca-SP

Comunidade Quilombola Cangume


A estrada Itaoca-Cangume, que dá acesso à comunidade, começa no Bairro do Henrique, no município de Itaoca – SP no Vale do Ribeira ,e tem uma extensão de 8 km.

O Cangume trata-se de uma comunidade de remanescentes de quilombo, hoje com 39 famílias, totalizando 200 pessoas. A partir de 1997, com a intervenção da prefeitura local, as famílias passaram a ter acesso à saúde, reduzindo consideravelmente o índice de mortalidade infantil. Esse acesso se deu principalmente com a implantação do transporte escolar, que favorece também os moradores em geral, possibilitando a ida à Itaoca para tratamento. A implantação do telefone público possibilita a chamada de socorro ao posto de saúde em caso de urgência.

A escola instalada na comunidade oferecia apenas o ensino de 1ª. a 4ª. séries até 2005, quando foi implantada também a educação infantil, para crianças de 4 a 6 anos. Para a continuidade do estudo, de 5ª. a 8ª. séries do ensino fundamental e ensino médio, os adolescentes e jovens precisam se deslocar para o bairro Pavão, a 10 km da comunidade. Para esse deslocamento, contam com o transportes escolar, oferecido pela prefeitura de Itaoca, 4 vezes por dia. Para os jovens e adultos que não tiveram oportunidade de freqüentar a escola, há um Núcleo de Alfabetização.

Histórico

A história do Cangume vem de muito tempo, por volta dos anos de 1870, quando acabou a Guerra do Paraguai, o conflito que envolveu Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai. Entre os mais velhos da comunidade há várias histórias que explicam o nome da comunidade: uma delas fala de um negro escravo, João Cangume, que foi um dos primeiros negros que fugiram para Pinheiro Alto, que depois passou a ser chamado de Cangume.

Sobreviviam principalmente da roça de mandioca, milho, feijão e cana. Faziam “farinha de monjolo” (farinha de milho triturado no monjolo) e farinha de mandioca, que eram consumidas pelas famílias e vendidas em Itaoca. Com o caldo da cana faziam “café de garapa” (café coado com caldo de cana, que dispensa o uso de açúcar), rapadura, taiada (doce de garapa, farinha de mandioca e gengibre) e doces de frutas. Tinham pequenas criações familiares de galinha, porco e cabrito. Utilizavam os recursos naturais da região para a fabricação artesanal de utensílios: esteiras de taboa, panelas de barro, cestos, apás e peneiras de taquara de lixa. Trabalhavam em mutirão para a abertura de roças, construção de casas de pau-a-pique e para fazer a colheita.

Inicialmente de tradição católica, pouco tempo depois os moradores de Cangume se tornaram espíritas. Contam os mais velhos que em uma festa, vários dos presentes foram tomados por espíritos. Uma pessoa do município de Apiaí, presente na festa, doutrinou esses espíritos, normalizando a situação. Desde então todos se tornaram adeptos dessa religião.

Desde sua origem até os dias atuais, Cangume conseguiu manter preservados vários de seus costumes tradicionais.

A distância de Cangume com os municípios mais próximos não desanimou as autoridades municipal e estadual, que levaram até a comunidade, blocos de concreto para construção de casas de alvenaria e um salão comunitário.

Fonte Quilombolos do Ribeira

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20.9.08

Comunidade Quilombola Bombas em Iporanga-SP

Comunidade Quilombola Bombas

O acesso à comunidade de Bombas, uma trilha que corta morros cobertos de Mata Atlântica, fica no Km 6 da Rodovia Antonio Honório da Silva, mais conhecida como Estrada Iporanga/Apiaí, no município de Iporanga-SP no Vale do Ribeira. Dividida em dois núcleos, Bombas de Baixo fica a 5 km da Estrada e Bombas de Cima a 10 km.

Vivem em Bombas 21 famílias, em um total de 90 pessoas. Quase metade tem até 15 anos. Por volta de um décimo tem de 16 a 25 anos e apenas 1 pessoa mais de 60. Em especial o pequeno número de jovens mostra as dificuldades de sobrevivência na comunidade e a busca de alternativas nas cidades.

A grande maioria só estuda até a 4ª. Série do ensino fundamental, disponível na comunidade. Para continuar os estudos é preciso se deslocar o Bairro da Serra ou a área urbana de Iporanga, só viável se ficar em casa de conhecidos, já que não é possível se deslocar todos os dias. Por isso, apenas uma pequena parte terminou o ensino fundamental. As pessoas dão um grande valor à educação e aproveitam a escola existente na comunidade, tanto que só há analfabetos entre as pessoas com mais de 50 anos.

O posto de saúde da comunidade está desativado desde 1996 por falta de profissional. Um enfermeiro visita a comunidade 1 vez por mês. Médico aparece raramente. Não agendam a visita, por isso muitas pessoas ficam sem atendimento por não saber de sua presença.

O plantio nas roças e quintais é a principal fonte de subsistência das famílias. Nas roças são cultivados arroz, milho, feijão, mandioca, batata doce, cara de espinho, taiá (legume para ser consumido cozido, em sopa, etc.), inhame, amendoim, chuchu (na beira da roça, em bacias mais frias, com terra úmida, chamada de chuchuá). Ao redor das casas, nos quintais, produzem laranja, ata (fruta do conde), banana, mexerica, abacaxi, ameixa, limão, café, etc.

Essa produção é voltada principalmente para o consumo das próprias famílias. É muito pequena a venda de produtos da roça na comunidade. São mais comuns as trocas e os empréstimos, pagos em uma próxima safra. Algumas frutas, como a mexerica, são vendidas no comércio da cidade mais próxima, Iporanga, para viabilizar a compra de outros produtos necessários à manutenção das famílias.

Mais comum do que a venda e a troca de produtos da comunidade no comércio da cidade por ferramentas, calçados (principalmente botas de borracha), sal, açúcar, óleo diesel (para lamparina), óleo para cozinhar, etc. São criados galinhas, patos, porcos, cavalos, burros. Esses também são principalmente para consumo próprio, mas ocorrem trocas e vendas entre as famílias. Alguns jovens procuram trabalho na cidade e em fazendas próximas para aumentar a renda familiar. Apenas quatro pessoas recebem aposentadoria ou pensão do INSS.

Histórico

A formação da comunidade começou na segunda metade do século XIX. Por ser uma area isolada, longe do rio e de difícil acesso, foi o refúgio para escravos fugidos e famílias expulsas de suas terras de várias áreas próximas. Famílias de descendentes de escravos e de portugueses que ocupavam uma área próxima, conhecida como Fazenda Furquim, foram pressionadas a abandonar as terras por uma empresa de mineração de chumbo: inicialmente fez com que assinassem um documento como se fossem agregados e posteriormente os Furquim foram expulsos. Da Serra de Iporanga, saiu a família Mota, para trabalhar em Bombas. De Baú, também em Iporanga, saíram os Ursolinos, descendentes de escravos de Nhunguara. Fugido provavelmente de Minas Gerais, veio Celestrino, passando por Itapeva e Pavão, em Itaoca, formando família com os Ursolinos e depois com Sebastiana, de Cangume. Vieram também pessoas de Porto Velho, João Sura (Paraná) e Três Águas (próximo de Porto Velho).

As famílias sobreviviam da roça (milho, arroz, mandioca, batata, horta, cana, cará de espinho), caça e coleta. Na cidade buscavam apenas roupa e sal. A despesa com roupas era muito pequena. Até mais ou menos 14 anos, usavam uma espécie de camisola. Mesmo os adultos utilizavam roupas simples, feitas na própria comunidade com tecidos comprados. “Roupas mais elaboradas só para o casamento”. Construíam monjolos para pilar o arroz e socar o milho para fazer uma tradicional farinha de milho e moendas para moer a cana e fazer rapadura, taiada (doce feito com melado de cana, gengibre e farinha de mandioca) e doces diversos adoçados com o melado.

Mais tarde começaram a criação de galinha, porcos, cabritos para consumo da carne e cavalos para o trabalho e transporte. Viveram assim até a criação do PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), com decreto de 1958. Em 1983 o governo do estado delimitou o parque com picadas, e implementou as restrições próprias de um parque: limitou a realização da roça impedindo o corte de capoeira grossa e de mata, inviabilizando a criação de animais, principalmente por não ter áreas para plantar alimentos para a criação. Poucos continuam com essa atividade, em pequena escala e correndo riscos; proibiram a retirada de qualquer matéria prima da mata, mesmo cipó e proibiram a caça. Até hoje não podem cultivar palmito juçara ou pupunha, nem coletar sementes para repovoamento. As famílias ficaram sem os recursos fundamentais para a sua sobrevivência de acordo com a sua cultura. Perderam a posse da terra e passaram a viver com a incerteza de continuar na área. Com isso, várias famílias deixaram a comunidade e foram para as cidades, principalmente Apiaí, Iporanga, Guaeri e Sorocaba.

Em 2003, o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) viabilizou a elaboração do RTC (Relatório Técnico e Científico) da comunidade, primeiro passo para o reconhecimento da comunidade como remanescente de quilombo, mas o processo está parado desde então. Em 2004 foi criada a Associação dos Remanescentes de Quilombo do Bairro Bombas. Essa organização propiciou a realização de algumas atividades, mas ainda com grandes restrições. A associação, que faz parte do Conselho Consultivo do Parque, tem negociado com a administração uma forma de coexistência.

Fonte Quilombolas do Ribeira

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19.9.08

Documentário “SANTA Fɔ no 6º CURTA SANTOS !

Documentário “SANTA FÉ” mostra Bom Jesus de Iguape no 6º CURTA SANTOS

O prestigiado Filme Documentário Santa Fé é uma das atrações do 6º Curta Santos, “Festival Santista de Curtas Metragens”. Como o filme é considerado Média Metragem , ele participará da Mostra Paralela que será realizada no dia 19 de setembro às 20hs com entrada gratuita no Centro Cultural da Imagem e do Som que fica Parque Hipupiara em São Vicente SP.

Lançado no dia 28 de julho de 2007, pelo Grupo Mundo Cultural Produções (São Vicente SP), o filme retrata a segunda maior festa religiosa católica do Estado de São Paulo. O evento ocorre anualmente em Iguape – Vale do Ribeira, e o filme registra toda agitação através de paralelos entre a história da cidade e os universos de seus habitantes, historiadores, romeiros, comerciantes, e outros que traduzem o jeito de ser dessa cidade de cultura caiçara.

O Documentário tem o intuito de evidenciar esta importante festa religiosa bem como suas lendas e curiosidades. Fatos que contribuem para o desenvolvimento da cidade e toda a importância histórica, religiosa, social e turística.

O Grupo Mundo Cultural criado em junho de 2003 é dirigido por Alessandro Cruz. Nasceu da necessidade de agregar diversos segmentos culturais dentro de uma realidade física, aproximando tendências, conceitos, projetos e produtos culturais, proporcionando com isso o importante crescimento da cultura local. Há cinco anos o Grupo Mundo Cultural atua no mercado de produção, pós-produção de filmes de curta metragem, vídeos institucionais, videoclipes, documentários e Oficinas de Cinema Digital.

Serviço

O Grupo Mundo Cultural Produções também estreará o Curta Metragem CONFLITO 16, nesta próxima sexta 19 de setembro de 2008, em exibição às 21hs no Centro Cultural da Imagem e do Som de São Vicente - Cine 3D. (ENTRADA GRATUITA)

CONFLITO 16 conta a historia de Julia, uma jovem personagem que enfrenta no dia a dia os desafios da adolescência, e é um Curta Metragem de realização da Oficina de Cinema Digital que integra o PROJETO ARTE NO CAMPSV, com apoio e patrocínio do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de São Vicente. (CMDCA)

reportagem de  Julio Silva

Fonte Site Diario de Iguape

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Comunidade Quilombola Pedro Cubas Eldorado-SP

Comunidade Quilombolas de Pedro Cubas

 O acesso à estrada para a comunidade de Pedro Cubas fica no quilômetro 96 da Estrada Eldorado/Iporanga (SP-163), depois de atravessar de balsa o Rio Ribeira de Iguape, no município de Eldorado (SP)no Vale do Ribeira no Estado de São Paulo. A comunidade é formada por dois núcleos, Pedro Cubas de Cima, localizada no Km13, e Pedro Cubas de Baixo, no Km 10.

Pedro Cubas é formada por 59 famílias, totalizando 222 pessoas. Quase metade dessa população tem até 15 anos. Por volta de 10% tem mais de 60 anos. A grande maioria cursou as primeiras séries do Ensino Fundamental, disponível na escola da comunidade e na vizinha Batatal. O acesso ao Ensino Médio é dificultado pela distância e dificuldade de transporte. Apenas uma pessoa tem Ensino Superior completo e outra está cursando. O analfabetismo atinge principalmente as pessoas com mais de 50 anos, que tiveram ainda menos acesso à educação que a atual geração de jovens.

A roça, realizada de modo tradicional, é a principal atividade de subsistência dessas famílias. Nela se planta de modo consorciado a macaxeira (mandioca mansa) em suas variedades mata-fome (amarela, roxa, branca e de fritura), feijão, milho, abóbora, pepino, taioba, banana, batata roxa, cará, cará de espinho, inhame, mangarito e cana de açúcar.

O artesanato, principalmente bijuterias de semente, é uma atividade complementar de renda. Também é feito o artesanato tradicional de apás e peneiras de taquara de lixa e taquaruçu, esteiras de taboa, principalmente para uso próprio e, em alguns casos, para comércio.

Histórico

O início da ocupação das terras banhadas pelo Rio Pedro Cubas deve-se a Gregório Marinho, escravo da fazenda Caiacanga, de propriedade de Miguel Antônio Jorge, que era filho de um comprador de escravos, que viveu no século XVIII. Da fazenda de Miguel Antônio Jorge, vários escravos fugiram, um deles foi Gregório Marinho.

A família Marinho aparece como um dos fundadores, tanto de Ivaporunduva, como de Pedro Cubas. Quando Gregório Marinho batizou sua filha Rosa, em 1849, ele se encontrava residente no Córrego Mundéo, em Ivaporunduva. Já no ano de 1856, ele registrava um sítio em Pedro Cubas, cujas divisas encontravam-se com as terras de Manuel Antônio Jorge e com as de Manoel Antunes de Almeida.

Pedro Cubas de Cima foi fundada por Gregório Marinho. Pedro Cubas de Baixo por Chico Marinho. Outros fundadores da comunidade foram negros escravos que trabalhavam na mineração do ouro, onde era usada muita mão de obra. Eram trazidos de outras regiões e vendidos em Iguape, onde eram negociados e depois eram levados para outras localidades rio acima.

Pedro Cubas de Cima teve sua ocupação iniciada no século XVIII, por negros fugidos e outros moradores negros que foram entrando na área. Bem antes da abolição, as famílias negras também cediam parte do território a alguns recém chegados necessitados.

A entrada de fazendeiros na região, principalmente para o cultivo de arroz, banana e criação de gado trouxe também pressão pela saída das famílias quilombolas. Não tendo como resistir, várias famílias deixaram suas terras e foram para outras áreas ou cidades.

A Constituição de 1988, reconhecendo o direito às comunidades remanescentes de quilombos às terras tradicionalmente ocupadas, trouxe esperança para as famílias que permaneceram na terra e também para aquelas que saíram, de ter seu direito garantido.

Os moradores de Pedro Cubas que conseguiram manter-se na terra, acreditando na possibilidade do reconhecimento de seus direitos territoriais e culturais, entraram em contato com os irmãos, filhos e parentes próximos, que tentavam viver enfrentando grandes dificuldades fora da área.

Em meados de 1990, os que resistiram às pressões passaram a receber de volta os parentes que haviam saído, num processo que se avoluma, ensejando a reconstituição de famílias, antes fragmentadas e possibilitando a criação de uma associação da comunidade.

A crescente auto organização das outras comunidades negras do Vale do Ribeira e o sucesso na luta pelo reconhecimento de suas terras, tiveram o mérito de fazer renascer a esperança na Comunidade Pedro Cubas. Havendo uma fazenda entre os dois núcleos, foram criadas associações distintas e o processo de reconhecimento feito separadamente.

Em 1998 foram fundadas as associações de Remanescentes de Quilombo de Pedro Cubas de Baixo e Pedro Cubas de Cima, para organizar as famílias e negociar a titulação de suas terras junto aos órgãos competentes.

Fonte Site Quilombolas do Ribeira

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18.9.08

SITE MUITO UTIL: Perdeu seu manual? Ele está aquí

SITE MUITO UTIL: Perdeu seu manual? Ele está aquí

> Um site com milhares de manuais.
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17.9.08

Quilombo Ivaporunduva no municipio de Eldorado-SP

Ivaporunduva

O Quilombo de Ivaporunduva esta localizado no Município de Eldorado São Paulo no Vale do Ribeira , na SP 165, Eldorado/Iporanga, às margens do Rio Ribeira de Iguape. Composta por 80 famílias, a Comunidade de Ivaporunduva tem uma população de 308 pessoas, sendo 80 crianças, 195 adultos e 33 idosos.

A sobrevivência dessas famílias é conseguida com o cultivo tradicional de roça: arroz, mandioca, milho, feijão, verduras e legumes para uso próprio. Para o consumo e geração de renda produzem banana orgânica e artesanato, recebem grupos escolares para turismo, além de algumas pessoas que são funcionárias da prefeitura e aposentadas.

Até a 4a. série do ensino fundamental, as crianças estudam na escola municipal da comunidade. Para as séries seguintes se deslocam em torno de 6 km, com transporte fornecido pela prefeitura, até a Escola Estadual Maria Antonia Chules Princesa, que iniciou recentemente um trabalho de educação diferenciada, na Comunidade André Lopes. Para cursar o ensino médio, freqüentam escolas no bairro de Itapeúna (a 30 km) ou na cidade de Eldorado (45 km). O ensino superior só é acessível em Registro ou São Paulo.

A comunidade possui também um posto de saúde, onde semanalmente um médico e uma enfermeira dão consultas. Para exames ou tratamento, é preciso recorrer ao hospital na cidade. O Telecentro Comunitário, com acesso à internet e oito computadores, trouxe a inclusão digital para crianças, jovens e adultos, facilitando a gestão da associação, pesquisas escolares, serviços diversos e comunicação em geral.

Histórico

Alguns registros citam a origem de Ivaporunduva ainda no século XVI. Um deles fala de uma antiga proprietária de terras e de escravos, dona Maria Joana, que teria adoecido e morrido enquanto se tratava no exterior. Sendo viúva e não tendo parentes, as terras ficaram para os escravos. Esse fato teria estimulado também a vinda de escravos fugidos, que resistiram à captura dos capitães do mato por volta de 1690, formando o Quilombo de Ivaporunduva.

Segundo o livro de tombo da paróquia de Xiririca, antigo nome da cidade de Eldorado, de 1813, Ivaporunduva é a mais antiga das comunidades do vale do Ribeira. Surge como povoado no século XVII, mesmo antes de Xiririca, por causa da mineração de ouro, encontrado em grande quantidade nessa área por dois irmãos mineradores, Domingos Rodrigues Cunha e Antonio Rodrigues Cunha com um grupo de 10 escravos.

Com a crise da exploração do ouro na região, os exploradores se dirigiram para Minas Gerais e abandonaram essa área. Os antigos escravos, que permaneceram, viviam basicamente da roça de arroz, feijão, milho, mandioca, batata doce, cana, café, abóbora, banana, nhame, cará, taiá (também conhecida como taioba, semelhante ao nhame), entre outros. Construíam suas casas com a técnica do pau-a-pique, utilizando o barro, madeira, cipós e capim do próprio local. Para caçar utilizavam o laço, mondéu (espécie de armadilha armada na trilha do animal), bodoque, arapuca e despique (armadilhas para captura de pássaros feitas de madeira ou bambu). O vestuário era bastante simples, composto principalmente de uma espécie de camisolão, utilizado no dia a dia. Roupas mais elaboradas, só eram utilizadas para ir à cidade e para as missas. Trocavam parte de sua produção por tecidos, querosene, sal e outros produtos utilizados no dia a dia, através de um intermediário, que era também fazendeiro de café.

Os primeiros troncos de família foram os de Francisco Marinho e Salvador Pupo. Organizavam-se em mutirões para a roça, construção de casas, fazer e manter os caminhos. Faziam festas como a do Divino, Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, juninas, São Sebastião.

A luta pela terra e contra as barragens planejadas para o Rio Ribeira fizeram com que a comunidade aumentasse e formalizasse a sua organização. Em 1994 foi fundada a Associação Quilombo de Ivaporunduva. 

 Mais informações acessar o Site Quilombolas do Ribeira

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16.9.08

Ilha Comprida FC faz parceria com clube português

Por meio de seu representante em Portugal, Mirandinha - ex-centroavante de Corinthians e São Paulo -, o Ilha Comprida FC oficializou, no início deste mês, celebração de parceria com a Associação Desportiva Oeiras, uma das mais renomadas entidades portuguesas na formação de atletas para o futebol.

Fundada em 21 de Abril de 1956, a A.D. Oeiras resultou da fusão de dois clubes: o Oeiras Futebol Clube (este fundado em 22 de dezembro de 1906) e o Sporting Clube Oeiras, com o objetivo de fomentar o desporto na juventude não apenas no aspecto competitivo, mas principalmente na formação educacional de jovens atletas.

O Futebol é a modalidade estatutária mais antiga praticada pela A.D. de Oeiras que sempre foi um clube de formação tendo ao longo dos anos formado um grande numero de atletas para o futebol lusitano e como referência, o clube conta com modernas instalações no nível das exigências do futebol europeu.

De imediato o clube já reservou para o Ilha Comprida, uma cota de uniformes para treinamentos e sondou a possibilidade do envio de um atacante nascido em 1990, o que só não foi concluído porque os pais do atleta escolhido não autorizaram a ida imediata do jovem para trabalhar na pré-temporada do clube.

“Essa parceria vai abrir muitas portas para os nossos atletas, pois conforme o próprio Mirandinha já nos adiantou, a demanda do mercado é muito grande. O mercado europeu exige além de qualidade técnica, um porte físico padrão, com estatura mínima de 1,80m o que acaba muitas vezes se tornando um empecilho, mas já temos outras duas sondagens que estamos conversando para concretiza-las”, confirma o treinador Ricardo Aguiar, coordenador técnico do Ilha e interlocutor da parceria.

A segurança no encaminhamento de atletas para Portugal é garantida não só pela boa estrutura oferecida pela A.D. Oeiras, mas também pelo enorme prestígio do ex-craque Mirandinha aqui no Brasil e no velho continente.

“Os pais devem sempre conhecer bem quem intermedia essas negociações, porque existem inúmeros casos de falsos agentes que levam jovens para o exterior e depois os abandonam sem qualquer auxílio. No nosso caso estamos a vontade, porque tratamos diretamente com o Mirandinha, uma pessoa de princípios, ótimo caráter e uma imagem profissional de prestígio a ser zelada”, conclui Aguiar.

O Ilha Comprida FC mantém o projeto clube-escola, que é o primeiro passo para o encaminhamento de atletas em potencial para clubes profissionais parceiros. Podem participar do projeto atletas nascidos entre 1995 e 1991. Os selecionados ficam no clube por um período mínimo de 1 ano em regime diário de treinamento. Interessados devem solicitar maiores informações pelo endereço eletrônico ilhacompridafc@hotmail.com.

fonte Site Diario de Iguape

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