13.12.08
A História navegação a vapor no Vale do Ribeira
A História navegação a vapor no Vale do Ribeira
Foto do Vapor Vicente de Carvalho
A navegação a vapor no Brasil começou no ano de 1839, desenvolvendo-se rapidamente, apesar de ser bastante deficiente, principalmente nos primeiros anos. No Ribeira de Iguape, a navegação a vapor teve início já em 1844, quando o Rio Una da Aldeia foi pela primeira vez sulcado pelo vapor "Voadora", que pertencia à viúva Fomm, de Santos, e realizava viagens quinzenais entre a cidade e o Rio.
Somente no ano de 1857 é que foi fundada a primeira companhia de navegação fluvial, que passou a atender a região. A iniciativa foi do comerciante Manoel Caetano Baptista, de Xiririca (Eldorado/SP), que adquiriu no Rio de Janeiro o vapor "Estrella" e, associando-se à firma "Chrysostomo & Irmão", fundou naquele ano a legendária "Companhia Xiririquense". Ao longo dos anos, surgiram muitas companhias de navegação.
A mais célebre de todas foi, sem dúvida, a "Companhia de Navegação Fluvial Sul Paulista", que pertencia ao poeta e jurista santista Vicente de Carvalho e que funcionou regularmente por cerca de trinta nos. Entre seus vapores mais luxuosos, destacava-se o "Izabel", que depois foi chamado de "Vicente de Carvalho".
NO TEMPO DOS VAPORES (2)
Foto do vapor "Iguape"
No dia 29 de outubro de 1919, a Companhia de Navegação Fluvial Sul Paulista inaugurava o vapor "Iguape", construído nos estaleiros da empresa na cidade, sob a direção do mecânico-armador José Antônio. Houve grande festa na inauguração, com a presença de autoridades e do povo em geral. Esse vapor dispunha de ótimas acomodações para vinte passageiros de primeira classe e durante mutos anos foi empregado na navegação fluvial na região. FOTO: Vapor "Iguape", década de 1920).
NO TEMPO DOS VAPORES (3)
Foto do vapor "Cândido Rodrigues".
Um dos mais conhecidos vapores da navegação fluvial da Ribeira de Iguape e seus afluentes foi o vapor "Cândido Rodrigues". O curioso é que possuía a roda de pás na proa e a chaminé na popa, ao contrário dos outros vapores. Um fato interessante aconteceu com esse vapor em 16 de setembro de 1915. Na manhã desse dia, o vapor, que fazia a linha Iguape-Xiririca, devido ao forte nevoeiro que reinava, bateu nas pedras que revestiam a margem esquerda do Valo Grande. A lancha "Biloca", rebocando alguns saveiros, seguiu até o local para fazer a baldeação das cargas, visto que o "Cândido Rodrigues" estava com água aberta. Em lugar desse vapor, seguiu o vapor "Izabel" (depois "Vicente de Carvalho") em demanda de Xiririca, levando passageiros e cargas. (FOTO: Vapor "Candido Rodrigues", décadas de 1910-1920).

FOTO: Vapor "Vicente de Carvalho"
Foto da Lancha Um
Fontes:




criado por camiloaparecido
18:09 — Arquivado em: 













Comentário por Mario Monteiro — 20.2.09 @ 18:09
Caros amigos sou um pesquisador da Revolução paulista de 1932 e tenho um livro publicado chamado São Paulo a Maquina de guerra de 1932, e tenho pequisado por pais de 20 anos esta epopéia paulista, mas minha pergunta é o seguinte: Voces conhecem um navio Vapor que levou tropas de Juquiá a Cananéia chamado ( Rio de UNa ?? ) eu tenho 2 fotos mais gostaria de ver outras para que eu possa dar andamento no meu proximo livro que é justamente falando dos transportes usados por São paulo em 32 no Vale do Ribeira!!!
Se possivel entrar em contato!!! Obrigado
Marinho MOnteiro!!
Comentário por Reinaldo Ribeiro de Lima — 29.9.09 @ 18:09
A foto creditada como Lancha Sete está incorreta. Na verdade, trata-se da Lancha Um, assim com a Lancha Sete e outras, pertencia à Estrada de Ferro Sorocabana, que administrava indiretamente o Serviço de Navegação Fluvial no Rio Ribeira.
camiloaparecido Reply:
setembro 29th, 2009 at 18:09
Obrigado pela informação senhor Reinaldo ,eu peguei estas fotos com o amigo Roberto fortes do blog Iguape em Imagens ,e como la estava lancha sete,eu coloquei como estava no blog dele,mas vou entrar em contato com o senhor Roberto fortes e pedir para fazer a retificação.