29.4.09
Governo de SP pretende importar água de outras regiões para SP
da Folha de S.Paulo
Explorar água a quase 300 km da Grande São Paulo, em represas do interior do Estado ou no aquífero Guarani, são as soluções consideradas pelo governo como mais viáveis para evitar que o abastecimento de água entre em colapso.
No ano passado, a Secretaria de Saneamento e Energia contratou a empresa Cobrape para a realização de estudos de viabilidade econômica e ambiental para abastecer a região.
Uma das ideias, cogitada pelo menos desde os anos 1960, é trazer a água do Vale do Ribeira, onde a qualidade da água é melhor e a população é pequena, o que reduz a demanda.
Outras alternativas são trazer para a Grande SP água das represas de Barra Bonita (rio Tietê) ou Jurumirim (rio Paranapanema) ou ainda fazer uso intensivo do aquífero Guarani.
A secretária Dilma Pena (Saneamento e Energia) afirma considerar que, qualquer que seja a condição futura, um desses mananciais terá mesmo que ser explorado.
"Graças a Deus hoje os reservatórios estão bem, como não acontecia havia dez anos. Agradeço a São Pedro todos os dias", afirma Dilma, dando a pista da importância do regime de chuvas para manter o abastecimento na Grande São Paulo.
O desafio é ainda maior porque a solução, diz a secretária, terá de contemplar a chamada macrometrópole, que inclui ainda as regiões de Sorocaba, Campinas, São José dos Campos e Santos.
"Estão aí 16% da população brasileira, 80% do PIB do Estado e 30% do comércio exterior do país. É grande a importância de termos segurança", diz.
Já a Sabesp, segundo o superintendente Hélio Castro, vem adotando políticas tanto para reduzir as perdas quanto para incentivar população e empresas a economizar.
As ações, segundo ele, permitiram que a redução de perdas (entre vazamentos e fraudes) caísse de 30,1% para 28,5% da água produzida na região metropolitana entre 1999 e 2008.
As campanhas educativas, ainda segundo a Sabesp, também vêm proporcionando uma estabilização no consumo médio por residência.
Em 2004, ano em que a forte seca derrubou o consumo e houve falta de água, cada morador metropolitano gastava 155 litros por dia, número que passou para 163 litros no ano seguinte e chegou a 173 litros em 2006. No ano passado, era de 172 litros por pessoa.
Uma outra estatística revela um cenário mais positivo –em janeiro do ano passado, cada casa da Grande SP gastou 20 mil litros por mês, volume que caiu a 13,1 mil litros ao mês em janeiro deste ano.
"É uma situação paradoxal porque aconselhamos o consumidor a economizar o produto que vendemos. Mas a água é um produto que ficará cada vez mais caro e será objeto de situações conflituosas", diz.
criado por camiloaparecido
18:09 — Arquivado em: 













Comentário por sabiá — 3.5.09 @ 18:09
bom dia noziel
parabens pelo site.
a transposição de água do rio juquiá de juquitiba para são paulo já está sendo ojeto de estudo de concepção, através de contrato.
se interessar, posso lhe enviar dados para que voce publique
abraços