Curiosidades do Vale do Ribeira e Suas Cidades

Este blog tem por finalidade mostrar as belezas naturais do Vale do Ribeira ,suas Histórias,curiosidades,lendas ,culinaria e suas Cidades : Registro-sp , Sete Barras , Eldorado ,Jacupiranga , Cajati, Pariquera-açu, Iporanga, Ribeira, Iguape etc….

31.3.09

A ilha dos tesouros

A ilha dos tesouros

 

Conta a lenda que em 1627 apareceu na vila de Iguape, no litoral sul de São Paulo, um velho marinheiro desertor. Ele trazia embrulhado em folhas de plantas uma boa quantidade de ouro. O marinheiro dizia que, perdida entre a floresta e os morros da ilha do Cardoso, 60 quilômetros ao sul de Iguape, havia uma lagoa tão cheia de ouro que até a mata possuía um brilho dourado. O ouro, jurava ele, era suficiente para cobrir as ruas da vila e bastava mergulhar as mãos nas águas da lagoa para trazê-las carregadas do metal. Centenas de pessoas tentaram, em vão, descobrir ouro na lagoa da ilha do Cardoso. Mas até hoje ela é conhecida como lagoa Dourada.

São outros, na verdade, os tesouros dessa ilha a UNESCO, organismo das Nações Unidas que trata de assuntos de ciência e cultura, a incluiu entre os lugares que devem ser preservados em caráter de urgência. De fato, a ilha é um dos últimos santuários ecológicos do mundo, criadouro de aves, camarões, ostras e peixes que, além de povoar todo o litoral sul do Brasil, alcançam o Rio Grande do Norte (a quase 4 mil quilômetros de distância), como ficou comprovado por pesquisas do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo. Desde 1962 transformada em Parque Estadual, a ilha do Cardoso está tecnicamente sob a proteção do governo.

Localizada na altura da divisa de São Paulo com o Paraná, quase 90 por cento dos seus 14 mil hectares (140 quilômetros quadrados) estão cobertos pela mata atlântica. Trata-se de uma verdadeira ilha dentro de outra, uma minúscula amostra do que foram as majestosas florestas litorâneas de antigamente. Separada do continente por um estreito canal de águas salobras, uma linha divisória natural entre o passado e o presente da costa brasileira, e defronte à ilha de Cananéia, é um valioso estoque natural de plantas e animais que sobreviveram às ações devastadoras da colonização.

Para os ecologistas, o enorme valor ambiental da ilha do Cardoso apóia-se num tripé paisagístico de primeira grandeza: mangue, restinga e mata atlântica. O Departamento Estadual de Recursos Naturais de São Paulo vem desenvolvendo desde 1985 na própria ilha, cursos abertos a escolas em geral com o objetivo de discutir a relação homem natureza. Para isso, existem ali laboratórios de Biologia e alojamento para estudantes e monitores na extremidade norte da ilha. O único povoado, a vila do Marujá, onde vive a grande maioria das noventa famílias de pescadores que constituem a população do Cardoso, fica no outro lado, entre a ilha propriamente dita e a restinga que avança no território paranaense. A característica principal de uma restinga é a de ganhar terreno do mar, estirar uma ponta de areia a partir de um ponto da costa, criando, a princípio, apenas um quebramar natural. Muitas vezes, no entanto, ela se prolonga, seguindo o remanso que criou, e se transforma numa comprida planície paralela à costa, como é o caso, por exemplo, da restinga da Marambaia, no Estado do Rio. Vários fatores contribuem para a formação de uma restinga, mas pelo menos três são fundamentais: a presença de mares rasos; a existência de uma corrente litorânea esbarrando numa ponta da costa; a abundância de areia em suspensão na água do mar e, naturalmente, muito tempo. Uma restinga como a da ilha do Cardoso leva, no mínimo, 7 mil anos para se formar.

A costa brasileira tem belos exemplos de restingas. As mais impressionantes pelo tamanho são as do Rio Grande do Sul, abrigando as lagoas dos Patos e Mirim. Na ilha do Cardoso, a restinga se estende por quase 40 quilômetros, formando um pequeno mundo de transição para os seres vivos instalados entre a praia e a mata. A vegetação das restingas é uma verdadeira salada mista criada pelo encontro das plantas colonizadoras da areia com aquelas que vivem nas planícies e serras litorâneas. Há uma interpenetração nesse encontro, mas ainda assim é possível encontrar uma certa ordem no aparecimento das espécies vegetais desde a praia até o interior.

As mais próximas da praia são as que melhor suportam a salinidade do ambiente. Além do contínuo borrifo da maresia, elas agüentam o próprio sal deixado pela maré alta ou trazido pela brisa depois que seca a areia da praia. Sol, calor, sal, areia e a constante evaporação de qualquer fonte de umidade não é de espantar que a paisagem de uma restinga se pareça, em alguns lugares, com as caatingas do sertão nordestino. São cactos, bromélias e capins uma vegetação que os índios chamavam de jundu. Ela forma uma zona de transição entre as plantas da beira da praia e a mata atlântica, quando o solo arenoso ganha uma camada de folhas secas, tornando-se mais rico em matéria orgânica e permitindo o desenvolvimento de plantas num ambiente úmido e sombreado.

Distantes da praia, as árvores alcançam alturas de 20 ou 30 metros. Ali, samambaias gigantes e uma enorme quantidade de cipós já denunciam a presença da mata atlântica. As espécies mais resistentes, como a quaresmeira (gênero Tibouchina), que após uma queimada é das primeiras a fazer o reflorestamento natural, podem chegar a poucos metros do mar. A mata atlântica recobre não apenas todo o interior da ilha como até o topo dos morros (o mais alto mede 800 - metros), constantemente envoltos em neblina. De dentro dessa massa vegetal surgem pequenos riachos de água doce que correm para o mar. Nos canais tranqüilos do manguezal, a água doce que desceu das montanhas mistura-se e lentamente com o sal trazido pelas marés. O resultado é uma água salobra, uma espécie de sopa turva e morna enriquecida por argilas e restos de vegetais decompostos.

O mangue é considerado pelos biólogos marinhos como uma incubadeira natural para inúmeras espécies de peixes que, depois de acrescidos, vão para o alto - mar. Tainhas, robalos, camarões e caranguejos começam suas vidas como minúsculos habitantes do mangue. Boa parte do consumo de frutos do mar no país depende, portanto, da preservação dos manguezais. que já vão se tornando escassos ao longo do litoral brasileiro.

Antigamente eles pontilhavam o litoral, do Amapá até o sul de Santa Catarina. Mas foram sistematicamente destruídos por aterros e derrubadas, a pretexto de obras de saneamento. Afinal, o mangue sempre teve fama de lugar insalubre, foco de doenças malignas transmitidas pelos mosquitos abundantes que se desenvolvem nas poças de água. Só recentemente houve uma conscientização da importância desse ecossistema. Mas os aterros e derrubadas continuam, agora por outros motivos abertura de loteamentos e corte de madeira para carvão.

Se isso continuar, muitas conseqüências desagradáveis irão castigar os moradores dessas regiões. A pior delas poderá ser uma deformação rápida e descontrolada dos terrenos adjacentes aos manguezais destruídos, resultante da derrubada dos quebramares naturais que são o emaranhado das raízes das árvores típicas do mangue. Na região da ilha do Cardoso, o mangue é ainda uma paisagem de inesperada harmonia no encontro da floresta com o mar. E isso talvez valha mais do que o ouro dos sonhos do velho marinheiro.

A Ilha do Cardoso, vem sendo preservada como santuário ecológico para abrigar animais e vegetação, que sobreviveram as ações devastadoras da colonização.

A ilha do Cardoso, no litoral sul de São Paulo, está sendo preservada para que centenas de espécies animais e vegetais possam sobreviver.

Fonte Roberto Muylaert Tinoco

Fonte http://super.abril.com.br/superarquivo/1988/conteudo_111375.shtml

 

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19.12.08

Projetos para comportas no Valo Grande de Iguape-SP

O Governador Serra falou ontem, em entrevista para A Tribuna de Santos; entre outros assuntos, abordou a instalação de comportas no Valo Grande, em Iguape. O governador disse que estuda uma solução definitiva. “Precisamos de um projeto bem feito, e já entramos na fase de licitação de projetos e de obras. Se não terminar na minha gestão, por causa dos projetos, já vai estar em um ponto irreversível”.

O Comitê de Bacia Hidrográfica (CBH)/Rio Ribeira, era presidido em 1999 por Décio Ventura (prefeito na época e novamente eleito em Ilha Comprida para 2009 a 2012), constam do documento  as intervenções no Baixo Ribeira, (de 1999) estas recomendações:

►desassoreamento do Baixo Ribeira, podendo ser viabilizado inclusive através da exploração comercial do material de dragagem;
►restauração da mata ciliar do rio Ribeira de Iguape;
►realização de levantamentos de campo e desenvolvimento de estudos visando o estabelecimento de diretrizes para as obras e ações no rio Ribeira de Iguape;
►conclusão da obra do Vertedouro do Valo Grande, através da instalação de comportas;
►alternativamente, dependendo da necessidade, a fixação da foz;
►monitoramento ambiental desses empreendimentos, podendo ser custeado inclusive com recursos advindos da exploração comercial de dragagem.

No próximo ano, completaremos dezesseis anos do início dos estudos; as licitações para os projetos ainda estão ocorrendo e, a seguir esse ritmo, mais dez ou vinte anos até que as obras das comportas (já previstas em projetos de 1992) sejam realizadas. Quem transitar por lá, pode verificar que a ponte que avança sobre o local (onde havia a barragem) tem uma estrutura lateral abandonada. Naquelas instalações, segundo divulgações oficiais da época, seriam colocadas as tais comportadas. Na ocasião, registravam-se aqui e ali os motivos para que as comportas fossem colocadas posteriormente. Dessas circunstâncias, frise-se, surgiram exatamente o teor de moção de 1999 (sete anos depois.) que citamos.

Problema Histórico

Valo Grande: uma ferida aberta de enorme carga didática

por Álvaro Rodrigues dos Santos (*)

(1)Tal como uma ferida aberta e latejante, ainda lá está hoje o canal artificial do Valo Grande, com que a ambição, o descuido e a prepotência humana, para encurtar caminhos pretenderam um dia ligar o Rio Ribeira ao Mar Pequeno, mas que na verdade constituiu o gatilho de um dos mais trágicos e eloqüentes desastres ambientais já ocorridos no Brasil. Ao menos exploremos o didatismo desse triste evento.

Nas primeiras décadas do séc. XIX Iguape, município do litoral sul de São Paulo, rivalizava com o Rio de Janeiro em importância portuária e em vida social e cultural, com suas famílias mais ricas brindadas com constantes espetáculos europeus de arte e até com a presença de um Consulado Francês. Toda essa riqueza e ostentação deviam-se à especialização de seu porto à exportação de vários produtos agrícolas da província paulista, destacadamente do famoso arroz de Iguape, o que ensejou a instalação no município de perto de uma centena de engenhos de beneficiamento desse produto agrícola.

O arroz e demais produtos agrícolas chegavam ao porto marítimo de Iguape (contíguo à área urbana que faz frente para o Mar Pequeno, esse separando o continente da Ilha Comprida) carregados em canoas que desciam o Rio Ribeira. A partir do porto fluvial de Iguape, duas alternativas eram então utilizadas. Ou os produtos eram descarregados no próprio porto fluvial de Iguape, de onde vinham em carroças e carroções por terra até o porto marítimo, em um percurso de perto de 3 Km, ou as canoas seguiam adiante pelo Rio Ribeira entrando no oceano através de sua foz e volteando para o interior do Mar Pequeno até o porto marítimo, em um percurso de algumas dezenas de quilômetros.

Estava assim logisticamente colocada a pragmática idéia de se escavar um canal de algo em torno de 2 Km ligando diretamente o porto fluvial ao porto marítimo. Essa reivindicação, com a força da elite política e econômica de Iguape, foi levada a D. Pedro I e em 1827 eram iniciadas as obras do Valo, que por projeto teria pouco mais de 4 metros de largura e 2 Km de extensão.

Em 1855, com pompa e circunstância o Valo era inaugurado, com o que Iguape se tornava geograficamente uma ilha.

Em menos de 50 anos o pequeno Valo, pensado para dar passagem a uma canoa por vez, atingia 200 metros de largura, e mais à frente um pouco, 300 metros, sugando 2/3 do volume hídrico do Rio Ribeira. Era agora já o Valo Grande. A força erosiva das águas solapava e carreava os barrancos, invadia e destruía áreas agrícolas e urbanizadas. Os sedimentos carreados para o Mar Pequeno assorearam por completo o porto marítimo inutilizando-o para operações portuárias já ao final do séc. XIX. As mudanças na dinâmica fluvio-marinha da região introduziram radicais variações ambientais na temperatura, salinidade, correntes e turbidez das águas. Formam-se várias novas ilhas de sedimentos no Mar Pequeno. Escasseiam radicalmente a maior parte das espécies de peixes e mariscos que sustentavam uma segunda forte atividade econômica no município e em toda a região. Por sua vez, a foz original do Rio Ribeira, agora dando vazão a apenas 1/3 das águas originais, é também vítima do assoreamento e de outras tantas modificações decorrentes da alteração de sua dinâmica flúvio-marinha. Enfim, uma radical transformação geológica de toda a região. Como se poderia esperar, Iguape entra em franca decadência econômica, social e cultural. Sua população escasseia e empobrece. Acabava-se melancólica e tragicamente a época áurea.

Em 1978, em atendimento aos reclamos locais, o governo do estado providencia a construção de uma barragem (terra e pedras) para o fechamento do Valo Grande. Com a construção dessa barragem não se deu, no entanto, o milagroso retorno às condições de equilíbrio anteriores à abertura do Valo. Muitas décadas correndo com apenas uma pequena parte de sua vazão natural o Rio Ribeira, a jusante da embocadura do Valo, assoreou-se e deixou de inundar sazonalmente vastas áreas baixas limítrofes. Essas áreas foram então ocupadas para a cultura da banana, a alternativa econômica que sucedeu a operação portuária/agrícola anterior. A partir dos anos 80 uma seqüência de grandes inundações causou prejuízos enormes aos bananais (e também ao cultivo do chá) e a outras atividades agrícolas e sítios urbanos da região.

A retirada da barragem, apontada como a responsável pelas grandes enchentes, era agora a reivindicação que se colocava a uma população cruelmente vitimada em suas atividades, economias e patrimônios. As próprias sucessivas enchentes, com o auxílio de ferramentas manuais utilizadas por moradores locais, incumbiram-se do rompimento total da barragem.

Técnicos debruçaram-se sobre o problema e propuseram como melhor, e bem pensada, solução para o complexo problema a construção de uma nova barragem, mas agora com vertedouro e comportas de controle de vazão e com eclusa para possibilitar a navegação. A proteção das margens e do fundo do canal contra a erosão constituía parte integrante desse mesmo projeto. Em 1993 as obras civis da nova barragem foram concluídas, porém as instalações hidráulicas (vertedouro, comportas e eclusa) não foram executadas por alegada escassez de recursos financeiros para tanto (quantos votos tem Iguape?). Boa parte dessas obras civis já foi hoje também comprometida.

O Valo Grande continua como uma ferida aberta, de uma pungente carga didática a técnicos e governantes (que incrivelmente continuam a ser tão maus ouvintes): não se intervém na Natureza sem antes compreender todas as leis, processos e fenômenos naturais geológicos e biológicos que vão sofrer alguma interferência. De forma a adequar projeto e plano de obra para que os equilíbrios naturais fundamentais não sejam rompidos e, portanto, não se tenha que inexoravelmente arcar com as conseqüências de violentas respostas da Natureza. Esta, frente a uma agressão estúpida, buscará sempre, por seus próprios meios, uma nova harmonização de suas forças e agentes naturais. E pobres daqueles que se colocarem à frente dessas forças.

Vale a propósito lembrar duas sábias afirmações que já lá num tempo bem distante traziam para a Humanidade o âmago dessa mesma mensagem didática. Francis Bacon, em 1620, e Leonardo Da Vinci, em torno de 1.500, respectivamente nos alertavam: “A Natureza para ser comandada precisa ser obedecida” e “Se tiveres que tratar com água, consulta primeiro a experiência e depois a razão”. (1)  www.ambientebrasil.com.br

* É geólogo, autor dos livros “Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática”, “A Grande Barreira da Serra do Mar” e “Cubatão”; consultor em Geologia de Engenharia e Geotecnia.
santosalvaro@uol.com.br

Fonte Site Diario de Iguape

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11.7.08

Cidade de Juquitiba no Vale do Ribeira

Fantasy aqua clube do gugu na Cidade de Juquitiba

História de Juquitiba

Segundo Historiadores, o Município de Juquitiba teve sua origem ligada a um aldeamento indígena surgido no século XVI, ficando às margens dos ciclos econômicos internos que caracterizam a economia política dos secúlos XVII e XIX: os ciclos dos muares.
O ciclo do açúcar não atingiu a serra, porque esta é muito fria e úmida; o ciclo do café que projetou São Paulo na economia nacional, também não atingiu essa área pelos motivos climáticos, pois é uma região submetida a constantes geadas no inverno.
Por volta de 1.887, incentivado pela religiosidade de sua mulher D. Francisca Maria da Penha, o Sr. Manuel Jesuíno Godinho, no dia dedicado a todos os santos, 1º de novembro de 1887, doaram cerca de dois alqueires de terras em torno a uma capela que construíram sob a invocação de Nossa Senhora das Dores para constiutição do patrimônio da referida capela, o qual por sua vez deveria ser cedido gratuitamente àqueles que quisesse construir suas residências, bem como a madeira necessária às construções, tudo conforme se verifica na escritura de doação lavrada pelo então Tabeliçao de Itapecerica.

De Capela Nova para Juquitiba

Com a construção da capela dedicada à Virgem Maria o local passou a ser conhecido como Capela Nova da Bela Vista do Juquiá, denominação que perdurou até 27 de dezembro de 1907, quando pela Lei Estadual nº 1.117, promulgada pelo então Presidente do Estado de São Paulo, Jorge Tibiriçá, foi criado o Distrito de Paz de Juquitiba, com sede na povoaçãodenominada Bela Vista do Juquiá. Daí em diante passou-se a denominar Juquitiba, cujo nome de origem indígena, que segundo se diz quer dizer "Terra de muitas águas".
No início do século passado, em 1903, o Engenheiro Henrique Boccolini tomou a iniciativa de projetar uma estrada de ferro que deveria ligar a Capital de São Paulo à Curitiba, no Paraná, sendo que seu primeiro trecho seria de São Paulo à Santo Antonio do Juquiá, atual Juquiá, passando pela então localidade conhecida como Capela Nova, fundando a Empresa de Colonização sul-Paulista, sediando aqui os trabalhos técnicos da referida empresa, que não foi adiante por não conseguir o capital necessário à consecução do projeto em face da descrença prevalente na época por não ser esta uma região cafeeira.
A vida do então distrito de Juquitiba prosseguia com suas atividades limitadas, pela falta de meios de comunicação e a população, na maioria lavradores, vivia da cultura de subsistência e a criação de suínos, vendendo o excedente nos mercados de Itapecerica da Serra e de Santo Amaro, sendo que os os produtos eram transportados por mercadores atravé de tropas de muares, cujo percurso por caminhos íngremes demandavam dias, obrigando os cargueiros a pernoitarem com os animais em diversos pousos existentes, como o atual "Paiol do Meio", cuja denominação permanece até hoje, no vizinho bairro do município de São Lourenço da Serra.
Em 1948, o Prefeito Municipal de Itapecerica, João Ferreira Domingues, aproveitando a estrada que a Companhia Siderúrgica havia aberto até certa altura do município, prosseguiu com a construção da estrada até Juquitiba, que permitiu assim o tráfego de caminhões que na maioria transportavam madeiras e carvão, este último muito usado na época da segunda guerra como combustível (gasogênio) o que fez a região experimentar um efêmero progresso. A transferência da antiga estrada de Itapecerica em 1952 para o Departamento Estadual de Estrada de Rodagem, trouxe novas melhorias para aquela via pública.
Mas foi após a construção da Rodovia Régis Bittencourt, antiga BR-2, atual BR-116, que a localidade experimentou condições do distrito pleitear a sua emancipação político-administrativa, o que motivou alguns cidadãos a empreenderem árdua mas bem sucedida empreitada, destacando entre eles Eduardo Bambi, João de Souza Leitão, Antonio Pereira da Silva (Antonio Candinho), Elexandre Bambi, Padur Abes, já falecidos, Leônidas Bittencourt Gama, com 83 anos de idade e Jorge Marcelino da Silva, com 77 anos de idade.

A Emancipação

A emancipação político-administrativa de Juquitiba, desmembrando-se de Itapecerica da Serra, ocorreu em 28 de fevereiro de 1964, por força da Lei nº 8.092, sancionada pelo então Governador do Estado Ademar Pereira de Barros, porém o dia do aniversário do Município é comemorado em 28 de março, data em que em 1965 tomaram posse os seus primeiros governantes: Padur Abes, Prefeito, Antonio Pereira da Silva (Antonio Candinho), Vice Prefeito e os Vereadores Eduardo Bambi, Antonio Pereira Soares, João de Souza Leitão, Leônidas Bittencourt Gama, Moyses Antonio Pires, Pedro Vieira Pinto, Raul Soares, Julião da Conceição Valle e Isutomu Kakuma.

Informações do Município

Dados Gerais
Localização: Região Sudoeste da Grande São Paulo.
Distância: 70 Km. da Capital ( marco zero da Praça da Sé)
Acesso: Rodovia Régis Bittencourt - BR-116 - (Rodovia do Mercosul)
Relevo da Região: Montanhosa;
Altitude: 700 metros
Ponto mais alto: 900 metros ( Bairro das Laranjeiras)
Ponto mais baixo: 550 metros ( Bairro do Engano)
Latitude: 23º
Longitude: 47º
Área: urbana: 250 Km²
rural: 300 Km²
total: 550 Km²
Área Preservada: total: 550 Km²
Data de Fundação: 28/02/64;
Aniversário da Cidade: 28/03
Padroeira da Cidade: Nossa Senhora das Dores
Clima : Ameno
temperatura máxima: 30 graus
temperatura mínima: -04 graus
temperatura média: 18 graus
Municípios limítrofes:
Norte: Embu-Guaçu e São Lourenço da Serra
Sul: Itanhaém, Pedro de Toledo e Miracatu
Leste: São Paulo
Oeste: Ibiúna.

Fonte Site Cidade de Juquitiba

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Cidade de Itapirapuã Paulista no Vale do Ribeira

Histórico de Itapirapuã Paulista.

Em meados de 1889, chegaram a esta parte do Vale do Ribeira as famílias de Joaquim Cordeiro e Antonio Novo, cuja finalidade era encontrar terras férteis para agricultura. Fixaram-se aqui, dando ao lugar o nome de Fazenda das Laranjeiras, que compreendia da Serrinha até o Bairro Almeidas.

Levantaram as primeiras casas de pau-a-pique, cobertas de sapé, e passaram a desenvolver na agricultura o plantio de milho, feijão, arroz e cana de açúcar, e, na pecuária, a criação suína. Nessa época, os produtos eram comercializados nas cidades de Apiaí, Capão Bonito e Itararé, sendo conduzidos por animais de tropas e porcos guiados através de peias. Estas viagens eram demoradas, o que obrigava estes pequenos comerciantes pararem em vários pontos para descanso dos animais e deles próprios, denominando estas paradas de costeios.

Este lugar veio mais tarde a receber o nome de RIBEIRÃO DAS CORDAS, ou simplesmente RIBEIRÃOZINHO, motivado pelo rio aqui existente e a um produto nativo do qual se extrai a embira, utilizada para confecção de cabrestos, alças de cestos e peias, bem como à existência de árvore chamada Pita, da qual se fabrica corda.

Em 1910 o então Ribeirão da Cordas passava a pertencer a Ribeira, vila elevada a município em 20 de outubro deste mesmo ano, tendo como primeiro prefeito o senhor Antonio Ciola.

Dentre os moradores de Ribeirão das Cordas havia a família de José Rodrigues de Camargo, uma pessoa estimada e respeitada por todos, que inclusive ocupava o cargo bastante comum na época de inspetor de quarteirão. Esta família também hospitaleira costumava acolher em sua casa as autoridades que aqui vinham, como padres, prefeitos, professores, etc…

Por escritura pública de 18 de março de 1920, Antônio da Silveira Mello e sua mulher, Anna de Almeida Mello, doaram à Câmara Municipal de Ribeira dois lotes de terras, de dez alqueiras cada um, na fazenda denominada “Itapirapuã”, sendo uma parte da atual sede do município de Itapirapuã Paulista e o outro correspondendo ao atual distrito de Ribeirão da Várzea. A doação foi transcrita sob o nº 512 no livro 3, às fls. 27, em 23 de agosto de 1920, no Registro de Imóveis da Comarca de Apiaí.

A primeira professora a lecionar no povoado foi Júlia da Silveira Melo, por volta de 1921, quando era prefeito do município de Ribeira o senhor Augusto Dias Batista.

Com o Decreto Estadual nº 14.344, de 30 de novembro de 1944, criou-se o Distrito. Precisamente em 07 de agosto de 1945, às 16h, em Cartório de Paz e Anexos, Ribeirão das Cordas passa a se chamar Itapirapuã, elevando-se a distrito do município de Ribeira. Esta denominação em tupi guarani significa peixe da pedra vermelha. Estiveram presentes à solenidade o prefeito municipal, Frederico Dias Batista, João Batista Fiqueiredo, suplentes de juiz de paz, Luiz Abraão, escrivão da Coletoria Federal, Benevenuto Lisboa, funcionário público federal, e Hipólito Rodrigues da Rocha, escrivão de paz.

Itapirapuã foi distrito de Ribeira por muito tempo e como sempre se constituiu num pólo de sua produção, especialmente agrícola. Seu povo, representado por seus políticos, que continuamente estavam presentes nas administrações do município, começou a pensar no seu desmembramento.

Por escritura pública de 7 de março de 1977, Joaquim Antônio Cordeiro e sua mulher, Francisca Maria Magdalena, doaram à Câmara Municipal de Ribeira um lote de dez alqueires de terras no Bairro Ribeirãozinho, doação esta que ampliou a atual sede do município de Itapirapuã Paulista. Esta área foi matriculada sob o nº 498 do Livro 2 – Registro Geral do Cartório de Registro de Imóveis de Apiaí.

A tão sonhada oportunidade do desmembramento chegou quando em 1991, o então prefeito municipal de Ribeira, senhor José Vidal de Oliveira, cuja família era oriunda de Itapirapuã, entrou com o pedido de emancipação do distrito, através da Lei Complementar nº 651, de 31 de julho de 1990. Para se concretizar tal solicitação seria necessária no distrito a realização de um plebiscito, o que provocou uma mobilização geral da liderança local, visando conscientizar o povo sobre a importância do comparecimento às urnas, dando seu “SIM“ pela emancipação. O esperado aconteceu em 03 de novembro de 1991, quando o povo em massa, nas urnas, confirmou seu desejo: descentralizar Itapirapuã política e administrativamente do município de Ribeira. Logo o projeto de lei nº 1.049/91 criou o novo município com o nome de ITAPIRAPUÃ PAULISTA, estabelecendo seus limites.

Um obstáculo ocorreu, sendo a criação do município vetada, juntamente com sete outros, quando da publicação da lei nº 7.664 em 31 de dezembro de 1991. A liderança que se envolveu inicialmente no movimento emancipacionista novamente se mobilizou, não medindo esforços para, junto à Assembléia Legislativa do Estado, conseguir derrubar o referido veto e incluir o distrito no rol do municípios recém-criados. Êxito total. Após alteração na Lei nº 7.644, publicada em 12 de março de 1992, finalmente ITAPIRAPUÃ PAULISTA passa a ser um dos mais novos municípios do Estado de São Paulo.

Com a emancipação, as áreas objetos da transcrição nº 512 e da matrícula nº 498, que pertenciam à Câmara Municipal de Ribeira, passaram a ser propriedades da Prefeitura Municipal de Itapirapuã Paulista, conforme averbações constantes dos referidos registros.

Fonte Cidade de Itapirapuã Paulista

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15.6.08

Cidade de Tapiraí no Vale do Ribeira

Cachoeira do chá na Cidade de tapiraí no Vale do Ribeira

História do Município

Tapiraí está localizada a cerca de 160 km da capital de São Paulo. Com 8500 habitantes, tem em seu relevo acidentado, inúmeras paisagens naturais que propiciam passeios, a descontração e a prática de esportes.

Tendo 80% (oitenta por cento) de seus 757 km² tombados como Área de Proteção Ambiental - APA, também declarada Reserva da Biosfera em 1992, pela UNESCO, Tapiraí ainda possui Selos Turísticos oferecidos pela EMBRATUR -Instituto Brasileiro de Turismo e pela SET- Secretaria de Estado de Esportes e Turismo. Tapiraí foi reconhecido como Município com Potencial Turístico, Prioritário para o Desenvolvimento do Turismo e também Engajado no Programa de Melhoria da Qualidade do Produto Turístico Nacional.

Anta ou Tapir, o animal que deu origem ao nome do Município de Tapiraí.

O turismo é uma atividade econômica que vem ganhando espaço na cidade. Tem atraído muitos turistas, além dos de passagem, haja visto Tapiraí ser cortada por uma importante rodovia (SP-79) que liga o interior do Estado de São Paulo ao litoral sul do estado, Vale do Ribeira e Sul do País. Tapiraí tem se voltado para o Ecoturismo, porque a sua mata exuberante (Ombófila Densa), cachoeira e rios, são atrativos pertinentes às atividades desta modalidade turística. Outro segmento turístico que poderá integrar a economia da cidade é o Agroturismo, turismo direcionado às atividades rurais.

Fonte Site Cidade de Tapiraí no Vale do Ribeira

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Cidade da Barra do Turvo no Vale do Ribeira

HISTÓRICO DA CIDADE

O atual município de Barra do Turvo foi fundado por Antonio Bueno Sampaio, vindo de Iporanga, por volta de 1852 que se estabeleceu com plantação e criação de porcos, na confluência do rio Turvo com o rio Pardo. Naquela época tudo era difícil e o transporte mais usado era o de tração animal: no lombo de burros e mulas, ou, canoas de madeira. A terra apesar de extremamente acidentada era fértil e o feijão surgia como a principal cultura da região. O extrativismo do palmito Jussara surgiu também como uma oportunidade e uma ilusão econômica para muitas famílias rurais. Depois de vários ciclos extrativistas e agropecuário (porcos e milhos, feijão, Jussara, gado, búfalo e agrofloresta…), hoje em dia a paisagem é dominada pelos pastos nos vales e baixo de encostas, agrofloresta nas encostas e pela Mata Atlântica nos cumes e encostas.
Barra do Turvo teve sua maior fartura no período entre 1910 e 1930, quando foi grande a produção agrícola e pecuária. Grande quantidade desses produtos era transformada no próprio município, fabricando assim rapadura, aguardente e farinha de mandioca. Criadores de porcos conduziram suas manadas as vezes com mais 500 cabeças a Itapeva, rumo aos frigoríficos, cortando sertões em viagens que duravam 20 a 25 dias para chegar a seu destino. Tropas de mulas partiam em direção a Iporanga, Apiaí, Eldorado e Iguape, levando produtos agrícolas. Utilizavam-se também de canoas como meio de transporte até Iguape, onde iam buscar mercadorias ou à Tradicional Festa de Bom Jesus.

Fonte Site Cidade Barra do Turvo no Vale do Ribeira

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Cidade Pariquera-açu no Vale do Ribeira

História da Cidade de Pariquera-açu no Vale do Ribeira

Na primeira metade do século XVI, os portugueses em busca de riquezas partiam de Cananéia e Iguape em direção a Xiririca (Eldorado) pela mata abrindo trilhas que duravam dias pelo trajeto longo, de acesso difícil, e na necessidade de descanso procuravam distâncias certas para a pernoite. O local escolhido foi o que oferecia inúmeras vantagens: ficava as margens do Rio Pariquera-Açu com suas águas cristalinas e o Rio Turvo. A beleza do local agradável, limpo, em que as palmeiras predominavam junto à vegetação. Suas folhas, de grande utilidade, eram usadas para fazer cobertura para as choças dos viajantes. Chamada de palmeira guaricana, deu nome ao lugar, que foi apelidado de Pousada Guaricana. Muitos anos se passaram. A pousada transformou-se numa pequena aldeia. Era utilizada pelos comerciantes que subiam a serra para fazer negócios e tornou-se parada obrigatória para o pouso. Quase um século depois, programas governamentais planejaram o aproveitamento das terras do vale, doando-as aos que se mostrassem dispostos a cultiva-las. Um dos núcleos de imigração foi instalado na "Pousada Guaricana". A sede foi construída junto ao Rio Pariquera-Açu, e por isso ficou conhecida como "Colônia Pariquera-Açu".
Em 1.895, poloneses, italianos, húngaros, suíços e alemães, começaram a chegar e iniciar uma nova vida, trabalhando na agricultura. Multiplicaram-se as pequenas propriedades. Já em 1.909, os colonizadores receberam seus títulos de propriedade e então criaram uma comunidade essencialmente agrícola, de modelo europeu. Abrindo o caminho para o desenvolvimento .

Fonte Site Cidade de Pariquera-açu

Hospital Regional de Pariquera-açu no Vale do Ribeira

Curiosidade: O apresentador  Ratinho (Carlos Massa ) ficou internado quando sofreu acidente na br-116.Tambem ja estiveram internado no hospital os cantores Gilberto e Gilmar .

Site ConSaúde

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Cidade de Pedro de Toledo no Vale do Ribeira

Cidade de Pedro de Toledo no Vale do Ribeira

História da Cidade de Pedro de Toledo

O ouro sempre atraiu o homem e, quando surgiram as primeiras noticias do precioso metaç no Sul da Capitania de Martim Afonso, muitos aventureiros e seus escravos vieram para a região em busca de riqueza. Isso ainda no século XVI. Com o correr do tempo, muitas lendas surgiram e marcaram o Vale do Ribeira: o Morro do Ouro, em Apiaí; Sete Barras que seriam sete barras de ouro encontradas no local; a Serra do Itatins em cujo pico um lago de prata Mas… o ouro mesmo não apareceu. E, passada a ilusão do ouro, aqueles que saíam dos lugares mais conhecidos e de fácil acesso pelo Rio Ribeira de Iguape começaram a subir outros nos menores da mesma bacia, ainda em busca de ouro e também em busca de terras para a atividade agrícola. Foi assim que chegaram os primeiros desbravadores aos Rios Itariri, do Peixe e do Azeite. Os primeiros… Bem! Os primeiros não foram conhecidos, pois foram mortos pelos índios Cayuás ou Caynás, encontraram-se as duas grafias nos documentos antigos. Esses índios bravios da nação Guarani não aceitavam a presença do branco. O jornal "O Sul Paulista", de junho e julho de 1921 relatam fatos que comprovam as hostilidades dos índios. O texto é o seguinte, respeitada a grafia da época: "Entre aos annos de 1825 e 1835, vieram ter ao Valle do Rio Itariry, índios bravios, que alli commetiam toda sorte de depredações, atacando e roubando os destemidos aventureiros que para alli se dirigiram em procura de ouro ou tentavam fazer explorações agrícolas. Nessa época, entre 1825 e 1835, tornaram-se de tal violência os ataques, que o governo foi abrigado a mandar forças afim de combater os indígenas. A força vinda de Igupe, era commandade pelo Capitão Doria, que, secundado por destemidos prainhences, seguiu para o Vale do Itariry e alli tavou combates com os índigenas, pereceram nessa lucta o lavrador Ignácio Monteiro. Sabiram feridos os lavradores Pedro José Paz e Antônio José. Pelo que se deduz das notas em nosso poder, a força não conseguiu bater os indígenas, sendo necessário mandar vir da Serra Acima um "Índio Manso", por intermédio do qual foi conseguida a paz ecreado os aldeamentos dos Rios Itariry e Peixe. Uma vez creado os Romualdos Lorena, que para alli foi residir em a companhia de sua mulher". Alem desses fatos publicados, existem um outro que a tradição nos conta e que o nome de um bairro no município de Itariri não deixa esquecer. Quebra canoa é o nome do bairro.

O Homem Pedro de Toledo.

Pedro de Toledo, o célebre político brasileiro, nasceu em São Paulo, em 1860, e faleceu no Rio de Janeiro, em 1935. Formou-se em Direito em 1884. Foi eleito Deputado Estadual em 1895 e Deputado Federal em 1905 e 1907. Foi Ministro da Agricultura, Indústria e Comércio do Governo de Hermes da Fonceca, em 1910, foi Ministro do Brasil em Roma e em Madrid, em 1913 Embaixador em Boenos Aires, em 1922, cargo em que foi aposentado. Em 1932 foi nomeado Interventor Federal no Estado de São Paulo. Tornando-se, depois, por aclamação popular, chefe supremo da Revolução constitucionalista. Preso e exilado, retomou ao Brasil em 1934 com saúde abalada, falecendo pouco depois. Assinou o decreto que institui o brasão de armas de São Paulo, em 1932. Foi jornalista e diretor de O Estado de São Paulo, foi membro da Academia Paulista de Letras da qual é membro - Fundador. Publicou um trabalho sobre o IV Centenário do Brasil e um volume de discurso. Homem sensível íntegro, solidário, colaborador, pacifista, embaixador por excelência estreitou os laços de amizade entre Brasil e Argentina nos anos em que trabalhou em Buenos Aires. Patriota humanitário, cristão autêntico abrigou, em Buenos Aires, exilados políticos da Revolução em 1924, acontecida no Brasil. Político batalhador, generoso não vacila em usar o próprio dinheiro quando se tratava de promover o bem e o direito. Lutou pelo índios, cujo serviço de proteção aprimorou. Como Ministro da Agricultura Indústria e Comércio, cuidou da borracha, regulamentou o ensino profissional, melhorou a lei florestal, regulamentou também a junta comercial, o museu nacional, o serviço de geologia e mineralogia, os corretores de mercadorias e de navios, assim como a inspetora de pesca. Foi nomeado Interventor Federal no Estado de São Paulo, no dia 4 de Março de 1932, mas a defesa dos princípios democráticos porque sempre lutou fê-lo aceitar a aclamação do Toledo. Aceitou a deposição para evitar mais derramamento de sangue. Uma semana depois foi remetido para o Rio de Janeiro. Depois de passar três dias no Arsenal da Marinha, foi levado para a ilha do Rijo onde ficou até 22 de Novembro de 1932, em companhia de outros líderes derrotados: O minério de Arthur Bernardes e o gaúcho de Borges de Medeiros. Depois foi exilados para Portugal. No início de Novembro de 1933 viajou de volta ao Brasil pelo vapor "Arlanza" tendo chegado ao porto de Santos, no dia 20 de Novembro. Foi aclamado, em Santos, e, em São Paulo, foi recebido como filho querido. Depois, foi para o Rio de Janeiro afim de conviver com seus familiares, o estado de saúde foi definhando e, na madrugada de 29 de julho de 1935, faleceu. Seu corpo foi transladado para São Paulo e o trem especial no qual viajou para a cada estação afim de o ilustre político receber as ultimas homenagens. Com um nome tão glorioso e com um lema - Honor et Labor - (Honra e Trabalho) - tão elevado nosso povo pedrotoledense tem condições de viver a verdadeira cidadania levando para o terceiro milênio a realização do ideal que o Ocidente persegue a mais de dois séculos: LIBERTADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE.

Site Cidade de Pedro de Toledo

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A Cidade de Apiaí no Vale do Ribeira

Foto da Moringa Simbolo da Cidade de Apiaí

Histórico de Apiaí

Consta nos dados históricos da cidade que o fundador da ainda Vila de Apiahy¹ foi Francisco Xavier da Rocha. Com sua chegada e já com vários núcleos de povoação, foi sancionada pelo governador de São Paulo, D. Luiz Antonio de Souza Botelho de Moura, sua elevação à categoria de município, no ano de 1.771. Logo após, já em 1.774 o governador deu uma nova denominação ao município, de Vila a “Santo Antônio das Minas de Apiahy”. Esse nome “Santo Antonio”, dado a principio ao município, fazia alusão as terras doadas por Dona Anna, grande proprietária de terras na cidade, sua doação foi para a construção da Igreja de Santo Antonio e “Minas de Apiahy”, condizia com a exploração nas minas de ouro do Morro do Ouro.
A primitiva vila que deu origem à cidade localizou-se em três lugares diferentes, a mais antiga conhecida como Vila Velha dos Peões, distante apenas alguns quilômetros da atual cidade, essas vilas eram compostas na maior parte de escravos e aventureiros, dispostos a mudar-se para o primeiro lugar que lhes oferecessem melhores vantagens. Outro local foi o "Morro do Ouro" (localizado no centro do atual município), onde muitos se estabeleceram e deram origem outra povoação. Mais tarde, ocorrendo no Morro um desmoronamento em que quase cem pessoas morreram soterradas, paralisou-se a mineração, porém mesmo com muitas escavações para a exploração do ouro, muitos exploradores (ingleses, americanos e japoneses) abandonaram o lugar e originaram a outras Vilas e vizinhanças dedicando-se a lavouras com medo de futuros desmoronamentos. ² Já em 1906 por força da lei Estadual de 19/12/1906. Sob o nº 1.038, a sede municipal recebeu jurisdição cidade, finalmente pela lei Estadual nº 2.840, de 7 de janeiro de 1.937, Apiaí, foi elevada então a categoria de comarca.

História da Moringa Tripé - Símbolo de Apiaí

Confeccionada em solo cimento, com 3m de altura e 1,50 de largura, uma moringa tripé compõe o complexo Portal da Cidade de Apiaí.
Originária de Portugal, esse tipo de moringa foi encontrado pela primeira vez no Bairro Serrinha, na década de 1960 e trazido para a primeira Exposição de Artesanato nesta cidade, em 1968. Pela beleza e originalidade, essa peça chamou a atenção dos apreciadores da cerâmica primitiva, de folcloristas e de artistas plásticos, passando a ser requisitada para os mais importantes centros de divulgação da arte popular, entre eles, a SUTACO Superintendência do Trabalho Artesanal da Comunidade.
Passando a ser confeccionada também em outros bairros, a moringa tripé começou a apresentar variações tanto na forma quanto na decoração. As antigas traziam motivos florais ou rupestres, pintados a dedo com taguá; atualmente, alguns artesãos as decoram com relevos no mesmo tom.
Durante uma visita de turistas à Casa do Artesão, alguém comentou que essa moringa apresenta a forma da letra “A” em todas as posições em que se encontra. Esse comentário chamou a atenção dos Monitores, que passaram a divulgá-la a outros visitantes.
Em 1996, D. Úrsula Depetris e os artesãos viram a necessidade de se ter uma peça símbolo para o município. E, tendo a moringa tripé um significativo diferencial os artesãos e a própria comunidade adotou esta cerâmica como símbolo.

Site Cidade de Apiaí

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Cidade da Ilha Comprida no Vale do Ribeira

Foto Panoramica da Ilha Comprida no Vale do Ribeira

História da Ilha Comprida

Em 1502.o judeu Fernando Bacharel, foi expulso de Portugal na armada de Américo Vespúcio e degredado na Ilha do bom Abrigo. Construiu uma janela e se aventurou no mar vindo a aportar na Ilha Comprida. Foi aprisionado pelos índios e conduzido até uma pequena aldeia conhecida como Maratayama, onde com eles conviveu vindo a casar-se com uma das filhas do chefe Ariró, a índia caniné.
Em 1531, desembarcou na Ilha do bom Abrigo uma esquadra sob o comando de Martim Afonso de Souza, com o objetivo de pesquisar e explorar a região, tendo saído recebidos pelo Bacharel e por mais seis castelhanos que já viviam em maratayama. A vila contava nesta época com cerca de 200 pessoas e por se achar próxima do continente, martim Afonso escolheu o local como sede para a fundação da primeira vila. O povoado permaneceu por cerca de 80 anos, porém não se desenvolveu em decorrência da falta de água potável e infra-estrutura. Em 1601, o povoado mudou-se para terras doadas por padres do outro lado do mar pequeno sendo sendo fundada a vila de São João Batista de pescadores que existem até hoje.
Em 1938, a Ilha Comprida foi dividida entre os municípios de Iguape , que ficou com 70%, e Cananéia, que ficou com o restante. Em 1950, iniciou-se a exploração imobiliária e ao longo das ultimas quatro décadas a Ilha transformou-se em importante polo turístico do litoral sul de São Paulo.
Em 1987, todo o território transformou-se em Área de Proteção Ambiental, por decreto estadual.
Em 1990, um grupo de moradores iniciou o movimento o movimento pró-emancipação. Como a idéia surgiu efeito, houve o plebiscito em 27 de outubro de 1991 com a vitória por 87% dos votos, A emancipação efetivou-se em 05 de Março de 1992, data esta considerada como a da Fundação da Cidade.
Em 07 de dezembro de 1994, o município peculiar do ponto de vista econômico. Não tem áreas agricultáveis e não tem condições propícias a industrialização. A população foi constituída, por século, a penas por pescadores artesanais. Não ocorreram, portanto, movimentações populacionais até 1950, quando a Ilha ainda era uma vasta praia virgem de difícil acesso.
De 1950 em diante ocorreu a explosão imobiliária e a Ilha começou a caracterizar-se como um polo turístico de veraneio. O mercado imobiliário passou a construir o grande negócio, que puxou o desenvolvimento do município, e levou toda a gama de serviços ligados a construção civil e posteriormente o comércio local, os restaurantes, as pousadas e os hotéis criando um mercado de trabalho e fixando uma população ca vez maior. Um dos aspectos que impulsionou o setor imobiliário foi o início da Construção da Ponte que ligaria a Ilha a Iguape, evitando-se a dificultosa travesia por balsa. Tendo a construção sido Interrompida por inúmeros fatores, que não serão aqui enumerados, mas sempre sob a alegação de problemas ligados ao meio ambiente, houve uma redução no ritmo de desenvolvimento. Com a emancipação do município e a pressão pelo término da ponte aumentando houve um incremento acentuado da população de 1996 em diante.
O Término da Ponte foi Finalmente Liberado em 1998, o que deverá dar um novo impulso ao desenvolvimento da Ilha Comprida pela facilidade de acesso que será criada.
As áreas envolvidas serão as ligadas aos serviços: construção e hospedagem.

Fotos Site Cidade Ilha Comprida

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Cidade de Cananéia no Vale do Ribeira

Vista Panoramica da Cidade de Cananéia

Cananéia é uma ilha situada no extremo sul do litoral paulista, num dos últimos remanescentes de Mata Atlântica intocada na costa brasileira, a pouco mais de 250 Km da capital e de Curitiba.

O Complexo Estuarino Lagunar de Iguape, Cananéia e Paranaguá - um dos mais importantes ecossistemas costeiros - é reconhecido como um dos mais produtivos do planeta por cientistas, ecologistas e organizações internacionais. Em 1999 esse ecossistema recebeu o título da UNESCO de Patrimônio Natural da Humanidade.

História de Cananéia

Conhecer um pouco da história brasileira através de Cananéia é sempre uma descoberta deslumbrante.

Controversa desde a sua colonização, Cananéia encerra em sua História um sem-número de fatos que revelam uma Europa muito mais interessada em riquezas materiais do que na catequese dos habitantes.

"… Na época do descobrimento o lugar chamava-se Marataiama, em tupi-guarani: mara = mar e taiama = terra, isto é, “lugar onde a terra encontra o mar”.

"… Habitavam o lugar os índios Carió (Carichó ou Carijó) da nação guarani. Eles jamais haviam visto um navio tão grande, cheio de velas brancas, homens brancos vestidos, de fala macia e cabelos de fogo, ficaram deslumbrados e se referiam ao fato como mutupapaba, isto é, “coisa maravilhosa”. Chamaram o marco de Itacoatiara (ita = pedra e cuatiara = risco, desenho, inscrição) ou Itacuruçá (ita = pedra e Curuçá = cruz)…".

"… Na expedição de reconhecimento de 1501-1502, ao atingir Cananéia, os navegadores deram-se conta, que poderiam estar no limite do hemisfério de influência portuguesa, ou até, tê-lo ultrapassado. Sendo assim, terminaram por ali o reconhecimento e decidiram viciar os dados das observações com a intenção de esconder a realidade geográfica com que se deparavam. Sem dúvida a mistificação não pode ser mantida por muito tempo, mas o foi até as incursões espanholas por esta região. Porém a presença portuguesa já era marcante, caso contrário correríamos o risco de estarmos "hablando español"…".

Fonte Site Cidade de Cananéia

Site com Lindas Fotos de Cananéia fotografo Ronaldo Barbosa

Site Cananet com Varias Fotos da Cidade de Cananéia

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Cidade de Itariri no Vale do Ribeira

O município de Itariri foi criado no ano de 1948 através da Lei nº 233.

O nome da cidade têm origem indígena e significa: Ita= pedra e riri=miúda, ainda, segundo alguns especialistas riri pode significar “que rolam”, ou seja Itariri quer dizer “Pedras miúdas” ou “Pedras que Rolam”.

O movimento que nasceu da magnífica campanha de emancipação realizada em 1947 e liderada pelos senhores Francisco Ribeiro Botelho, Henrique Bojikian, Henrique Ferreira Monteiro, Francisco Benedito Barone, Osmar Ferreira Fortuna, João Aristóteles de Andrade e Heicho Fukuti.
A região que em 1880, foi denominada Rio do Azeite, pertencia a freguesia da Prainha, hoje cidade de Miracatu sob jurisdição de Iguape.
Joaquim Nardes e Fortunato de Tal, foram os primeiros moradores, e foram atraídos pelas terras férteis, fauna em abundância e belos rios.
O local foi marcado definitivamente com a inauguração em 1914, da estrada de ferro Santos-Juquiá. A ferrovia foi construída em terras adquiridas de Joaquim Nardes e no local se construiu uma estação e ao seu redor surgiu a vila.
Em 1915, várias famílias de imigrantes japoneses se estabeleceram na região. Dentre elas a família do Sr. Guensho Oshiro.
Nessa época José Ferreira Franco, comprou terras de Joaquim Nardes e Benedito Muniz, nas vizinhanças da estação ferroviária.
Neste local surgiram as primeiras casas do povoado.
Em 1925, foi construída a Capela de São Benedito, em terreno doado por Benedito Muniz.
Neste mesmo ano foi construída a primeira escola de ensino primário.
Em 1938, criou-se o distrito de Paz, pertencente ao município de Itanhaem, Comarca de Santos.
A estação de embarque e desembarque da ferrovia recebeu então o nome de Itariri, que tornou-se popular entre todos aqueles que utilizavam o trem e passavam pelo local. 
A  primeira capela de Itariri surge no ano de 1925. É a Igreja Católica de São Benedito, hoje patrimônio histórico do município.
A escolha do padroeiro se dá em razão de uma homenagem ao doador do terreno, onde foi erguido o prédio religioso.
Tratava-se de Benedito Muniz, morto em 1919.
Para educação de seus moradores e desenvolvimento do vilarejo, em junho de 1936 é criada a primeira escola com nome de Grupo Escolar de Itariri. Mas de uma década depois, o colégio passa a se chamar Padre Leonardo Nunes em homenagem a um dos primeiros Jesuítas desbravadores da região.
O ano de 1938 é uma data importante na história de Itariri.
Sob a administração de Itanhaem e jurisdição de Santos, o núcleo é elevado à categoria de Vila pelo decreto 9.775. Já em 1945 a tentativa de emancipação é frustrada pelo motivo dos impostos arrecadados serem baixos para se considerar uma cidade.
A Sociedade Amigos de Itariri é formada em 1947 para juntos lutarem pela emancipação do município. O objetivo do grupo é alcançado em 24 de dezembro de 1948 com a criação da Lei 233, que eleva Itariri à categoria de município.
Em primeiro de janeiro de 1949, o então Presidente da Câmara Municipal de Itanhaem, Octacílio Dantas, realiza a sessão solene de instalação do município, no Grupo Escolar Padre Leonardo Nunes. Três meses depois, é feita a primeira eleição para escolha do prefeito e vereadores da nova cidade.
Quem obteve a vitória foi o candidato José de Almeida Siqueira, tornando-se o primeiro prefeito de Itariri.
Como a posse do prefeito e vereadores se deu no dia 9 de abril de 1949, desde então nesta data, se comemora o aniversário de Itariri.

Fonte Site Cidade de Itariri

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14.6.08

Cidade de Juquiá no Vale do Ribeira

Cidade de Juquiá

História
Foi fundada em 29 de Fevereiro de 1829 (179 anos) por Felipe Fernandes, e elevada à categoria de município em 24 de dezembro de 1948, pela Lei nº 233 de 10 de abril de 1949, quando tomou posse o seu primeiro prefeito, Olympio Adorno Vassão.

O nome Juquiá, em Tupi-guarani, significa rio sujo e armadilha para pescar peixe. 

Celebridades :

Carlos Augusto De Sousa Braz - Jogador de futebol / Associação Atlética Portuguesa.

Edith Veiga - Cantora

Maristela Tayoko da Silva Lenior - Pintora

Rogério da Silva Bispo - Atleta em salto de longa distância.

Hermann Wolpert - Pesquisador

Fonte Site http://pt.wikipedia.org/wiki/Juqui%C3%A1

Saudosa Estação de Trem foto 12/10/1988 ,Hermes Y. Hinuy, que aparece na mesma, de camisa vermelha.

HISTORICO DA LINHA: O ramal foi construído pelos ingleses da Southern São Paulo Railway, entre 1913 e 1915, partindo de Santos e atingindo Juquiá. Em novembro de 1927, o Governo do Estado comprou a linha e a entregou à Sorocabana, já estatal, no mês seguinte. O trecho entre Santos e Samaritá foi incorporado à Mairinque-Santos, que estava em início de construção no trecho da serra do Mar, e o restante foi transformado no ramal de Juquiá. A partir daí, novas estações foram construídas, e em 1981, o ramal foi prolongado pela Fepasa, já dona da linha desde 1971, até Cajati, para atender as fábricas de feritlizantes da região. O transporte de passageiros entre Santos e Juquiá foi suspenso em 1997, depois de 84 anos. A linha seguiu ativa para trens de carga que passavam quase diariamente, transportando enxofre do porto para Cajati, até o início de 2003, quando barreiras caíram sobre a linha na região do Ribeira. O transporte foi suspenso e a concessionária Ferroban desativou a linha, que o mato cobriu rapidamente.

A ESTAÇÃO: A estação de Juquiá foi construída ainda pela Southern São Paulo Railway, em 1915. A sua quilometragem original era 161,141. Por muitos anos foi a estação terminal do ramal, daí o nome de ramal de Juquiá ou Santos-Juquiá. Em 1981, com o final das obras de prolongamento do ramal até Registro e Cajati, a estação deixou de ser a última da linha, mas, para transporte de passageiros, continuou-o sendo: passageiros nunca seguiram para além dela. A estação está localizada com a sua entrada principal de frente para o rio Juquiá, ficando a poucos metros dele. Após 1986, os trilhos foram retirados do local, passando para fora do centro da cidade, mais perto da Rodovia BR-116. A velha estação foi, então, desativada, tendo hoje outros usos.

fonte Site http://www.estacoesferroviarias.com.br/j/juquia.htm

Observação : Segundo o Históriador Hermann  a informação que Juquiá não foi fundado em 29 de fevereiro de 1829, pois aquele ano era bissexto, com o mes de fevereiro encerrando-se no dia 28.

O assunto pode ser mais pesquisado, mas tudo indica que Juquiá foi fundado a 8/09/1829 (data da escolha do local da capela) ou a 08/10/1830 (data da primeira missa), mas jamais a 29 de fevereiro de 1829.

Fonte : Sr  Hermann Wolpert  Historiador da Cidade de Juquiá-sp

 

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Cidade de Iporanga no Vale do Ribeira

História de Iporanga - SP

A formação da cidade está ligada ao antigo povoado de Iporanga, cujo nome provém do tupi e significa “rio bonito”, nas margens do rio Ribeira do Iguape, fundado em 1755 pelos desbravadores Garcia Rodrigues Paes, Nino Mendes Torres, José Rolim de Moura e Antônio Leme de Alvarenga.

Sua ocupação foi incentivada pela notícia da existência de riquezas no seu subsolo, especialmente ouro.

Em 9 de dezembro de 1830, tornou-se freguesia do município de Apiaí e, posteriormente, em 4 de março de 1843, foi transferida para a vila de Xiririca, atual município de Eldorado. Tornou-se vila em 3 de abril de 1873, e, em 21 de maio de 1934, foi reconduzida à categoria de distrito e reincorporada ao município de Apiaí. Pouco tempo depois, em 23 de dezembro de 1936, passou a município.

Situado em uma região rica em cavernas, começou a se beneficiar da atividade turística, além de contar com a agricultura de subsistência e a extração mineral.

Site Cidade de Iporanga

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Cidade Cajati no Vale do Ribeira

História de Cajati

Nome “Cajati”
Significado = Árvore de folhas oblongas
Científico = Critocaya Mancciocana
Família = Laurácea
Popular = Canela Batalha
Botânico = Carvino Maineri

Fundação = 1930
Emancipação = 1991
Fundadores = Índio Botujuru e o português Matias de Pontes
Finalidade = Exploração da mata em busca de ouro
Meio de Transporte = Canoa
Fatos = Índio Botujuru morre de malária prematuro
Matias de Pontes constitui família e vive na Vila de Cajati por 50 anos

Vestígios da denominação Tupi:
• Guaraú – “Que esplendido!”
• Inhunguvira – “Vale entre os montes”
• Cajati – “Árvore de folhas oblongas”
• Umuarama ou caminho de Umuarama (água)

Localização = 230 km da Capital Paulista
Território = 453 km2
População = 35 mil habitantes
Economia = Agronegócio / Extrativismo Mineral
Riquezas = Jazidas Minerais – Apatita, Níquel, Água Mineral, Cal, etc.

Fato  Marcante

Lamarca

Na década de 70 o guerrilheiro e desertor, líder da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) Carlos Lamarca fez de Cajati sua base militar. No bairro de Capelinha, onde ainda hoje existem vestígios de sua passagem. 
 

Fonte Site Cidade de Cajati

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13.6.08

Cidade de Jacupiranga no Vale do Ribeira

Um pouco da história

O município de Jacupiranga foi criado em território de Iguape, tendo sua origem remota nos fins do século XVIII, quando alguns dos habitantes da antiga Vila de Nossa Senhora das Neves, subindo o Rio Ribeira e seguindo seus afluentes, trataram de examinar e conhecer o Rio Jacupiranga, navegando-o em grande extensão, tendo oportunidade de descobrir em suas margens pequenos veios de ouro, que passaram a ser explorados.
Esse fato, natural concorreu para que novos aventureiros resolvessem transferir-se para ali, aumentando o número de habitantes, que passaram a povoar aquelas paragens. Só no início do século XIX, outras pessoas estabeleceram-se nessa região. A existência da povoação que teve o primitivo nome de Botujuru é resultado dos constantes esforços de Antônio Pinto Magalhães Mesquita, português, que auxiliado por Hildebrando de Macedo, Manuel Pinto de Almeida, Francisco de Lara França e outros, construíram a primeira capela, cuja padroeira foi a Imaculada Conceição.
Em 1870, o povoado passou a categoria de Vila, recebendo o nome de Jacupiranga, palavra de origem indígena significando jacu-vermelho. Em 1888 o Cel. Mesquita, com o auxílio do Padre Antônio Domingos Rossi e outros construíram a Igreja Matriz. A lei estadual n.º 2253, de 29 de dezembro de 1927, criou o Município, com o território desmembrado de Iguape, elevou a sede municipal a categoria da cidade. Jacupiranga conseguiu sua emancipação política-administrativa em 29 de dezembro de 1927 e instalação em 23 de junho de 1928. Foi elevada a Comarca em 31 de dezembro de 1963.

A Lenda do Jacu-Piranga

Era dia de festa na aldeia pelo fim da desova dos peixes. Os índios, todos jovens, tinham vindo a alguns anos, fugindo de uma doença que atacou a tribo. Tyu, filho do cacique, já estava crescido e entrou no mato à procura de material para enfeitar-se. Encontrou uma ave morta e dela retirou penas negras e vermelhas. Tyu era o mais bonito da festa. Sua fantasia lembrava um pássaro preto de peito vermelho. Mas nos dias que se seguiram, Tyu ficou estranho e abatido. Estava doente e nada adiantou para curá-lo. Em pouco tempo o menino morreu.
Respeitado o costume da tribo, o corpo foi enterrado junto com sua última vestimenta, a fantasia. Tempos depois, a indiazinha Inaiê, que havia crescido com Tyu, caminhava para visitar o local onde estava enterrado o corpo, quando foi surpreendida por um forte bater de asas: próximo dali, levantavam vôo muitas aves negras de peito vermelho. Daí em diante, os índios passaram a ver sempre os pássaros, em grande número, junto ao rio. As aves começaram a pôr seus ovos nas margens do rio, onde nasciam muitos filhotinhos.
Eram parecidos com jacus, só que tinham o peito vermelho (piranga), e por isso foram chamados de Jacupiranga. Os índios concluíram que os pássaros surgiram em agradecimentos à homenagem prestada por Tyu. E o rio que cortava Botujuru (corruptela de Ibitu e juru, “boca de vento”) ganhou o nome dos pássaros: Jacupiranga.

Fonte http://www.jacupiranga.sp.gov.br/historia.asp

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Cidade de Miracatu no Vale do Ribeira

História de Miracatu

O antigo povoado de Prainha, localizado na margem esquerda do Rio São Lourenço, deve seu nome a uma pequena praia onde paravam os canoeiros para descansar e fazer suas refeições durante a viagem. Sua origem estaria ligada ao núcleo surgido nas terras do francês Pierre Laragnoit. Em julho de 1847, por um milhão de réis, Laragnoit comprou uma sesmaria de Domingos Pereira de Oliveira e sua esposa.
Em 14 de junho de 1871, Laragnoit doou terras para a construção de uma igreja e a abertura de um cemitério. O povoado que ali se formou foi elevado à categoria de Distrito de Paz no dia 06 de abril de 1872, com o nome de Prainha. Pelo Decreto Lei nº. 9.775 de 30 de novembro de 1938, o Distrito de Prainha foi elevado à categoria de município.
Em 1944, o nome da cidade teve que ser mudado porque existia uma cidade com nome idêntico no estado do Pará. Prainha passou a ser então Miracatu.
O transporte na região era basicamente fluvial, e os dois principais rios navegáveis eram o São Lourenço e o Ribeira de Iguape. A navegação fluvial perdeu sua importância a partir de 1914, quando foi inaugurado o ramal Santos-Juquiá da estrada de ferro Sorocabana e o porto de Iguape, aos poucos, foi substituído pelo Porto de Santos. A partir do início do século XX, a região recebeu grande número de imigrantes japoneses que desenvolveram a cultura do arroz e da banana.
Hoje, Miracatu é um município do Vale do Ribeira na região sul do Estado de São Paulo, com uma extensão de 1.001 km² e com 22.383 habitantes. Com clima quente e úmido, chuvas anuais concentradas entre janeiro e março, sua economia é baseada principalmente na bananicultura. O município tem 5.240.615 pés de banana em 4.701 ha. de área cultivada e produz anualmente 98.700 toneladas, sendo o segundo maior produtor de banana do Vale do Ribeira.

Fonte http://www.pmmiracatu.sp.gov.br/portal1/municipio/ponto_turistico.asp?iIdMun=100135340

 

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Cidade de Sete Barras no Vale do Ribeira

Sete Barras » História

A denominação deste povoado também encerra uma lenda. O Cel. Diogo Martins Ribeiro Júnior, em seu trabalho "Riquezas da Ribeira de Iguape", publicado em 1922, referindo-se a Sete Barras diz o seguinte:

- Conta um antigo morador de Sete Barras, que no lugar onde está SETE BARRAS, denominava-se – Gointaoga – ouvido de um índio velho, a seguinte estória, na qual se explica a origem do nome atual.

- "Nos tempos em que se minerava ouro no Arraial (no Rio Ipiranga) um espanhol que lá esteve batendo nas guapiaras, conseguiu após algum trabalho, juntar muitas pepitas de ouro, perfazendo o total de vários quilos do cobiçado metal, que fundiu em sete barras de grande peso cada uma.

- Resolvendo voltar à Pátria, levando a sua preciosa carga, o espanhol descia o Rio Ribeira numa canoa, quando no pouso que fez no sítio denominado Goyntahogoa, soube que se havia instalado em Registro - SP, um posto de quintagem do ouro, para o pagamento de 20% à coroa de Portugal.

- Resolvido a burlar a coroa Portuguesa, o espanhol tratou de indagar se poderia chegar a Santos, sem passar pelo registro. Para obter essa informação, desceu até a barra do Juquiá, tendo previamente enterrado nas proximidades do sítio Goyntahogoa, as sete barras de ouro, extraídas dos rios do Arraial.

- Chegando a barra do Juquiá, encontrou diversos índios que, interrogados lhe disseram que subindo pelo Y-iquiá (Juquiá) e pelo Caynhoire (São Lourenço) e Itariri, pelas cabeceiras deste último, era muito fácil de ir a praia do mar.

- Estava o espanhol resolvido a fazer a viagem por aquele itinerário e já pensava em voltar ao sítio Goyntahogoa, quando um dos índios, quando um dos índios lhe falou da quantidade de ouro existente no rio Guyrõmbyi (quilombo), no lugar denominado Tarenconcé (Travessão).

- Essa notícia tentou-o a nova exploração. Sem voltar a Goyntahogoa, subiu o espanhol o rio Quilombo e chegou ao Travessão onde, sem muito trabalho tirou grande porção de ouro.

- Era porém o aludido espanhol amigo de furar sertões, e tendo notícias das ricas minas do Pedro Vaz, resolveu ir até as cabeceiras do rio Assunguy e alí entrar com o dito Pedro Vaz. Entretanto, este não consentiu que o espanhol fosse seu sócio naquelas explorações.

- Deixou então o Assunguy e foi a Goyntahogoa desenterrar o seu ouro, baldados foram os seus esforços, nunca mais soube encontrar o seu precioso enterro. Depois de seguidos dias de inúteis pesquisas, resolveu voltar à Pátria, levando o ouro do Travessão, que não era inferior em quantidade e qualidade ao ouro extraído do Arraial e até hoje enterrado no sítio Goyntahogoa, até que algum felizardo o encontre e faça a exumação desse cadáver, capaz de arredar muitos cadáveres.

- Desde então Goyntahogoa, passou a denominar-se Freguesia de Sete Barras, e finalmente SETE BARRAS "Ouro Verde do Vale". Esta é a estória!"

De Gointaoga à Sete Barras

Para os índios, era Gointaoga, ou na ortografia colonial Goyntahogoa. Mas vieram os brancos, e com eles a febre do ouro e a poesia das lendas. Muitas lendas se criaram sobre o ouro: as lendas das sete barras, e Gointaoga se chamou Sete Barras.

A Lei Provincial nº 28, de 10 de março de 1.842, criou o Município de Xiririca, com território desmembrado de Iguape. Gointaoga ou Sete Barras – o vilarejo de mineradores passou a pertencer à nova vila. Anos depois, mais precisamente no dia 23 de março de 1885, a Lei Provincial nº 58 criava o Distrito de Paz de Sete Barras, no Município de Xiririca.

Quando da criação no Brasil do registro civil, Sete Barras teve instalado o seu Cartório de Registro, um dos primeiros do país.

E em 11 de julho de 1891, registrava-se já o primeiro nascimento: Maria, filha de Salvador Trudes de Morais e Costa, e sua mulher Anna Fermina de Sant’Anna, nascida em 25 de junho do mesmo ano. Registrava-se também a primeira habilitação para casamento civil no distrito: Custódio Evaristo da Costa e Maria Olímpia Firmina.

A 12 de agosto de 1.920 teve início a colonização japonesa no distrito. A Kaigai Kogio Kabushiki Haisha - KKKK, (Compania Ultramarítima de Desenvolvimento Comercial), além da colonização agrícola, explorava também o ouro da região, não só o garimpo do aluvião, como a Mina do Cavalo Magro, hoje propriedade do Instituto Florestal do Estado de São Paulo - Fazenda Intervales) e desativada. Voltava-se ao ciclo do ouro, e às lendas sobre o ouro. Rapazes aventuraram-se às margens do Rio Laranjeirinha e até mesmo ao Quilombo para batear ouro nos dias de folga.

Contam que um jovem japonês, bateando aos domingos nos ribeirões próximos, chegou a juntar mais de dois quilos de ouro em pepitas. O novo ciclo, entretanto, deveria acabar com a liquidação da KKKK, durante a Segunda Guerra Mundial, devolvidas as terras restantes e as instalações comerciais e industriais da companhia japonesa ao Governo do Estado, a mina foi cercada, guardada e desativada; as lendas sobre o garimpo arrefeceram, e Sete Barras voltou suas atenções para a banana, vindo a merecer o nome de "Ouro Verde do Vale".

Em 1944, quando da criação do Município de Registro, o distrito de Sete Barras foi desligado de Xiririca, recebendo o acréscimo de uma parte do distrito de Juquiá, para juntamente com o distrito de paz de Registro, formar o novo município.

Poucos anos ficou Sete Barras agregada a Registro.

Em princípio de 1958, um grupo de moradores locais começou o movimento pela autonomia do município. Algumas dificuldades tiveram que ser superadas, entre elas a distância da sede municipal, que a Lei fixa em 20 quilômetros; Sete Barras fica a pouco mais de 18 quilômetros de Registro. Contam que para atingir a distância mínima, a medição foi levada até a porta da matriz, superando por poucos metros o limite mínimo. Provadas as condições legais para a autonomia, foi realizado o plebiscito entre os moradores do local.

Para os índios, era Gointaoga. Para os brancos que vieram depois, era Sete Barras. "um prenúncio do Eldorado". Para o japonês, em procura de espaço de terra, foi Canaã ou Xangrilá. Par aos setebarrenses de hoje, descendentes dos índios de Gointaoga, dos brancos de Eldorado, dos japoneses de Xangrilá, é Sete Barras – o Ouro Verde do Vale, cognome adotado pela Lei Muncipal nº 429/75 de 28 de novembro de 1.975.

Emancipação

O Município de Sete Barras, foi criado a 18 de dezembro de 1.958, efetivado pela Lei Estadual nº 5.521, de 31/12/58, sendo feriado essa data para o Município, de acordo com a Lei Municipal nº 27/60, de 30/11/60. De conformidade com a Lei nº 27/60., do Município, é também feriado no dia 24 de junho, em comemoração a São João Batista - padroeiro da cidade.

Pela Lei Provincial nº 28, de 10/03/1842, quando Xiririca, hoje Eldorado, foi elevada a vila, Sete Barras passou a pertencer-lhe. Criado o Município de Registro, na comarca de Iguape, pelo Decreto Lei nº 14.334, de 30/11/1944, foi constituído pelo distrito de paz de Registro, foi elevado a comarca do mesmo nome.

Após a manifestação da vontade popular expressa através de plebiscito consoante a disposição da Lei nº 8092, de 28/02/1964, que são também as mesmas descritas na Lei nº 5.282 de 18/02/1959 ou a de 31/12/1958, lei nº 5.121, que estabelece o quadro territorial administrativo e judicial do Estado de São Paulo, o Município de Sete Barras teve sua constituição legal determinada no ano de 1.959, quando foi realizada sua primeira eleição municipal.

Fonte: Prefeitura Municipal de sete Barras

Site Cidade de Sete Barras

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Cidade de Eldorado-SP no Vale do Ribeira

Foto Aerêa da Cidade de Eldorado-SP

O município trás na sua história um ícone que marcaria a sua existência: a busca pelo ouro. A saga trouxe por volta do século XVI mineradores e aventureiros em busca do tão sonhado metal misturado ás areias brancas dos córregos e ribeirões que cortavam a densa Floresta Atlântica. Visto até “a olho nu”, o ouro era retirado do fundo dos rios e das minas e transportado por embarcações que desciam pelo Rio Ribeira até chegar a um porto para fazer o registro, (onde mais tarde tornar-se-ia a então cidade de Registro), aportando por fim na cidade de Iguape e seguindo daí para a ostentação dos mais belos palácios e catedrais da Europa. Este ciclo durou várias décadas e esse fluxo de pessoas gerado pela exploração do ouro, fez com que alguns povoados começassem a surgir. A família Veras deixou sua marca na história quando fixaram sua residência no atual Distrito de Itapeúna, e mais tarde, em 1757, quando então vieram para “Freguesia Velha”, e doaram duas casas para construção de uma capela em frente ao Ribeirão Xiririca, nome esse que no antigo idioma tupi, significa “águas correntes”, surgindo daí, o antigo nome da cidade. Naquele mesmo ano a capela recebeu a imagem da Nossa Senhora da Guia, a qual se tornou padroeira da cidade.
Por ser uma área baixa de constantes alagamentos provocados pelas cheias do Rio Ribeira de Iguape, fez-se necessário à mudança da Vila para um local acima: “Ilha Formosa”, onde foi construída a nova Igreja Matriz, com sua torre voltada para o Rio e mais tarde invertida como se apresenta até os dias de hoje. (…) Em 1.763, Xiririca foi elevada à categoria de Freguesia; a emancipação política deu-se em 10 de março de 1845 e a Comarca foi criada em 06 de Julho de 1875, instalado no dia 25 de Novembro do mesmo ano. O nome Xiririca foi substituído por Eldorado em 24 de dezembro de 1948, em alusão ao período de riquezas representado pelo ciclo do ouro, que se esgotou rapidamente. Em 1º de Agosto de 1.995, Eldorado teve seu potencial Turístico reconhecido e foi elevado à categoria de Estância Turística, quando o ouro já não era sua maior riqueza e sim sua flora, fauna, águas e cavernas. Hoje, o nome Eldorado é justificado pela preciosa biodiversidade da Mata Atlântica, ainda preservada e em grande extensão no município, com sua rica fauna e flora, seus ribeirões, rios e cachoeiras das mais diversas formas e tamanhos, suas cavernas e riqueza cultural de seu povo. O município é o quarto maior do estado em extensão, com aproximadamente 171.200 hectares, sendo 30% desse território ocupado por Unidades de Conservação como o Parque Estadual Intervales e o Parque Estadual do Jacupiranga que são áreas destinadas à preservação da Mata Atlântica. Localiza-se ao sul do estado de São Paulo, no Vale do Ribeira onde está situado um dos últimos remanescentes da Mata Atlântica do Brasil, declarada pela Unesco “Reserva da Biosfera do Patrimônio Mundial” em fevereiro de 1993.
A Estância Turística de Eldorado possui aproximadamente 16.000 mil habitantes, sendo que praticamente a metade vive na zona rural. Essa população é formada por uma miscigenação de europeus, principalmente portugueses e espanhóis, e também por índios e negros. Ainda existem muitos descendentes de escravos africanos que vivem em comunidades chamadas Quilombos. Estas comunidades quilombolas preservam sua rica cultura até os dias de hoje. Algumas delas são Ivaporunduva, São Pedro, Pedro Cubas, André Lopes, Sapatú, Nhunguara.

Site da Cidade de Eldorado-SP

Santuario de Nossa Senhora da guia na Cidade de Eldorado-SP

Procissão de canoa  com a imagem de Nossa Senhora da Guia pelas aguas do Rio Ribeira na Cidade de Eldorado-sp, veja mais no site abaixo:

Site http://www.irmaspastorinhas.com.br/ler_noticia.asp?id=79

Artesanato da Cidade de Eldorado-Sp  no vale do Ribeira mais fotos no site abaixo:

Site mais fotos

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12.6.08

Cidade de Iguape no Vale do Ribeira

Cidade de Iguape

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BASÍLICA DO SENHOR BOM JESUS DE IGUAPE


Templo católico construído em pedra, argamassa e óleo de baleia, por escravos, entre os séculos XVIII e XIX. Em seu acervo encontram-se imagens de santos, entre elas, a de Nossa Senhora das Neves (Padroeira) e do Senhor Bom Jesus de Iguape, imagem encontrada na Praia do Una (Juréia), em 1647. A Basílica guarda, também, a Sala dos Milagres, com objetos deixados pelos devotos por graças recebidas. A festa em louvor aos padroeiros é comemorada nos dias 5 e 6 de agosto.

Bom Jesus de Iguape 

Site  Guia de Iguape

Ferro Boat  na Cidade de Iguape ,quem não se lembra desse tempo ,ter que enfrentar filas enormes de carros esperando para atravessar do rocio para a Cidade de Iguape e para a Ilha Comprida , tudo valia naquele tempo enquanto esperava a travessia você vi de tudo nos vendedores ambulantes ,desde refrigerantes , as deliciosas cocadas,lembro que a gente fazia muito amizade quantas lembranças……

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