Curiosidades do Vale do Ribeira e Suas Cidades

Este blog tem por finalidade mostrar as belezas naturais do Vale do Ribeira ,suas Histórias,curiosidades,lendas ,culinaria e suas Cidades : Registro-sp , Sete Barras , Eldorado ,Jacupiranga , Cajati, Pariquera-açu, Iporanga, Ribeira, Iguape etc….

11.10.09

A História do Distrito do Saltinho na Cidade de Ribeira-SP

DISTRITO DO SALTINHO

História:

O Distrito do Saltinho é um pequeno vilarejo incrustado entre serras e vales com muita água e mata ainda nativa da Cidade de Ribeira-SP, que se elevou a categoria de Distrito sob a Lei municipal 261/2000 de 15 de Dezembro de 2000, tem aproximadamente 180 anos, pois já habitava por aqui a família do Senhor Rumardo de Oliveira Rosa, (Nhô Rumardo) nome Cristão  que eram dados pelos seus amos, que igual os moradores do quilombo do Cangume da cidade de Itaóca, eram negros escravos refugiados oriundos das turmas de escravos mineradores de ouro da Cidade de Apiaí-SP, que logo após os anos de 1888 quando a Lei Áurea foi decretada se estabeleceram livres e definitivamente e constituíram famílias nessa localidade dando início ao que existe hoje.

Lembramos que o Distrito do Saltinho já foi ponto de estratégia militar, devido à região ser montanhosa e possuir condições ideais para abrigar, alojar e alimentar as tropas por um longo tempo sem buscar suplementos, alimentos, armas e munições, ainda existe muitos restos arqueológicos (trincheiras, armas, munições, artefatos e utensílios) que eram usados pelas tropas, foi durante a Revolução de 1930, 31 e 32 que as Tropas do Exército Brasileiro e Força Pública de São Paulo então considerada Legalistas ou Legião de Idealistas, porque defendiam a Unidade Nacional e a Constituição Nacional, combateram contra as Tropas do Sul, que queriam tornar ou formar um novo país, lembrando que as divisas dos Estados de São Paulo e Paraná era na Cidade de Tunas então Pedra Preta e recuada a divisa do Estado do Paraná até o Rio Ribeira e também por motivo que na época só existiam as duas rodovias a de Itararé x Itapeva x Capão Bonito chamada Faxina e a estrada Curitiba x São Paulo que passava por Ribeira ( hoje BR 476 e SP-250)  que ligavam o Sul e os demais países (Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile) ao resto do pais e só após 1961 é que foi inaugurada a Rodovia BR116 (Regis Bitencourt).   
 
 
 
 
 

Origem:

O Distrito do Saltinho como todas as demais cidades que se tornaram metrópoles, nasceram com um desbravador e com uma peculiaridade local que deram nome ao local, sabe-se que então o Senhor Rumardo (Nhô Rumardo) quando aqui chegou, teve que enfrentar  onças, canguçus que urravam a noite em volta de sua choupana, cobras venenosas como urutus, jaracuçus, jararacas e cascavéis e sobreviver de pequenas roças de feijão, milho, cana, abóbora, mandioca, criação de galinhas e porcos, caça, pesca e extrativismo de frutas, palmito etc., e para ir a tal roça, tinha que atravessar um córrego que tinha uma pequena cachoeira ou um pequeno salto d’água, na época era muito caudaloso e tinha muitos peixes de várias espécies, pois não havia desmatamento, daí o nome Saltinho, no córrego do mesmo nome.         
 

Localidade:

O Distrito do Saltinho está localizado ao sudoeste Paulista a 19 km do centro da Cidade de Ribeira-SP, ou seja, na entrada da altura do Km 345 da Rodovia SP 250, destino Rodovia Vicinal Dr Mário Covas Ribeira x Itaóca, Alt. Km 10, faz limites entre os municípios através do Rio Ribeira, com a Cidade de Adrianópolis-PR, Itaóca-SP e o bairro do Mato Dentro, fica à 356 Km da Capital Paulista, 145 Km de Curitiba-PR e possui  duas ruas sendo elas rua Oliveira Rosa e rua Luiz Miguel de França ambas pavimentadas e calçadas.  
 

População:

Aproximadamente 110 famílias fixas e que aumentam e diminuem de acordo com as safras agrícolas de produção de tomates, pepinos, vagens, etc., mas já possuiu o dobro de moradores nas décadas de 60 a 80, com o êxodo devido à crise econômica e o fechamento da mineradora Plumbum e também aliado ao fato da falta de infra-instrutora na época fizeram que diminuíssem a população que hoje permanecem.         
 

Serviços públicos sob a Adm. da Pref. Ribeira-SP:

- Possuem um Posto de atendimento médico e odontológico e serviços de enfermagem de primeiros socorros,

- Agente de saúde,

- Telefones públicos e residenciais,

- Iluminação pública,

- Uma Escola pública de ensino fundamental de 1ª a 4ª série, Jardim e pré-primário,

- Previsão para breve: um Posto de atendimento do Correio,

- Uma Quadra poliesportiva e um campo de futebol,

- Saneamento básico: Água tratada e distribuída pela Sabesp,

- Coleta de lixo,

- Serviços de ambulância,

- Transporte escolar,

- Transporte coletivo: 1 x por semana (ônibus cedido pela Pref.) gratuitamente.  
 

Atividades religiosas:

- Possuem quatro templos religiosos e uma casa de oração, sendo elas:

- uma Capela de São Sebastião (padroeiro local) pertencente à Paróquia de Bom Jesus de Ribeira (Pároco João Batista Firmino) da Diocese de Itapeva-SP (Bispo Dom José);

- um templo da Igreja evangélica Assembléia de Deus;

- um templo da Igreja evangélica a Vinda de Cristo;

- um templo da Igreja evangélica a Palavra de Deus

- e uma casa de Oração da Igreja evangélica Congregação Cristã no Brasil. 
 

Atividades econômicas:

O solo geográfico do Distrito do Saltinho é rico em minerais, pois é constituído de chumbo, prata e até ouro, mas isso não são bens extraídos do solo por motivos ambientais, porém o forte da economia local é a Agropecuária com a produção de carne, leite e derivados, produção agrícola (feijão, milho, mandioca, banana, café, cana, abacaxi, laranja, mexerica, tomate, pepino, abobrinha, vagem, etc.), três Comércios, professores, costureiras, cabeleira, barbeiro ,pedreiros e aposentados.  
 

Artesãos:

Senhora Ermíria (cerâmica primitiva: panelas, esculturas e utensílios de barro), senhora Maria Helena (trançados de taboa), senhora Zélia (trançados em taboa, cerâmica, tricô e bordado) senhora Marta de Oliveira artesanato: bordados, crochês, pintura, cerâmicas e teares) e o senhor Donato (trançados de couros: arreios, cangalhas cintos e de taquaras: peneiras, cestos jacás e também agricultor). 
 

Culinária:

Senhora Terezinha (culinária: paçoca de amendoim e paçoca com carne de porco, café torrado) senhora Emília (culinária doce de laranja em caldas) senhora Maria José (culinária: queijos) senhora Conceição (culinária: queijos) senhora Eloí (culinária: queijo), senhora Marta de Oliveira (culinária: doces, bolos, salgados, iogurtes, doce de banana, doces de   frutas em caldas, geléias de frutas, conservas de pimenta, geléia de pimenta.  
 

Culinária local:

Paçoca de amendoim, paçoca de carne, café adoçado com açúcar mascavo, garapa com limão, garapa com abacaxi, doce de casca de laranja em calda, apressada, pastel de farinha de milho, pixeque de ovo com queijo, guisado de galinha, sopa de cascudo, sopa de farinha de milho com alho e ovo, quirera com carne, arroz com frango, mingau de milho verde com carne, lingüiça de carne de porco, doce de banana, doce de mamão, doce de leite, pão de leite com mandioca, bolo de gengibre, pêssego em calda, licores e geléia de jabuticaba, iogurte com frutas e mel, geléia de goiaba, geléia de pimenta.  
 

Curiosidade:

As pessoas mais idosas do Distrito são:

As senhoras Cândida Silvina da Silva, nascida em 03 outubro de 1919.

E a senhora Dair Rosa de Camargo nascida em 02 de fevereiro de 1920.  
 

Times de futebol:

Saltinho FC três vezes campeão regional.

Fonte : Genézio Rosa

Obs: Em nome do  Blog Curiosidades do Vale do Ribeira e suas cidades gostaria de agradecer o senhor Genézio pela sua contribuição com a cultura do nosso querido Vale do Ribeira.

20.5.09

Fazendo Parte da História do Lamarca

Recebi este comentario da Professora Lediane de Cajati ,sobre uma parte da História do Lamarca e estou publicando na íntegra.

Fiquei muito feliz em saber um pouco mais sobre a vida de Lamarca. Sou professora da E.J.A na cidade de Cajati e através de um projeto: Resgate de origens, pude receber um relato de um aluna sober a captura do Lamarca e ela encontrava-se em meio a todo aquele acontecimento. Sua história foi merecedora de um prêmio e exposta em uma feira Cultural realizada pelo municipio. Estou enviando uma cópia da produção. abçs

Fazendo parte da história.

Em meados do mês de maio de 1970 os bairros da Vila Tatu e Capelinha, estavam cheias de soldados do exército brasileiro para capturar o guerrilheiro Lamarca e seus capangas.

Todos os moradores foram retirados de suas casas, que ficavam próximas dos esconderijos do Lamarca, e refugiados em casas vizinhas principalmente os moradores da Capelinha, sendo sempre protegidos pelos soldados.

Muitas bombas eram jogadas na mata e a cada instante víamos os soldados do exército pulando dos helicópteros com seus pára – quedas e fortemente armados parecendo uma guerra.

A cada momento os soldados abordavam as pessoas para serem revistados e saber de qual lado estavam se era do “bem” ou do” mal “ e nenhum carro podia transitar , somente os dos policiais.
Eu estava grávida da minha filha, hoje com 38 anos, devido a todo aquele cenário fiquei muito assustada e acabei adoecendo, e para que eu pudesse chegar até o hospital de Pariqüera-Açu fui e voltei escoltada pelo sargento do exército.

Esta batalha somente acabou quando o guerrilheiro e seus capangas foram capturados.
Até pouco tempo foram encontrados vestígios dessa “guerra” no bairro Capelinha, era uma bomba, fato este que virou notícia na televisão, voltando em minha memória todo aquele acontecimento que marcou a minha vida.
Pensei muito em sair dessa cidade, pois o medo ainda estava dentro de mim, mas diante de tanta beleza deste bairro que moro, Vila Tatu, fez com que eu permanecesse aqui até hoje.
Hoje com 55 anos fico triste em relatar e relembrar este fato, porém me alegro em saber que faço parte de um pedaço da história desse município com tantas belezas naturais.

História real relatada pela aluna Durvalina, 55 anos. _ Cajati -SP
E.M. Vereador José Rodrigues de Freitas.
E.J.A termo ll   profª Lediane

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27.4.09

O fruto proíbido não era a maçã, e sim a banana!

Segundo o jornalista norteamericano Dan Koeppel, o fruto proibido da Bíblia não era a maçã, mas sim a …banana!. Sim, essa mesma que todos nós conhecemos. O jornalista afirma que o termo maçã apareceu na Bíblia na versão escrita em latim por São Jerônimo e foi divulgada nos séculos seguintes, após a criação dos impressos de Guttenberg.Ocorreu uma confusão de tradução de uma língua(hebreu) para outra(latim),S. Jerônimo , escreveu a palavra malum, que na versão dos historiadores significava malicioso e maçã em latim.

E assim, a Biblia com seu fruto proibido ganharam o mundo. D. Koeppel, diz que Adão e Eva para se cobrirem, usaram folhas de figueira( que não são grandes para cobrir nada!). Mas, as folhas de banana, benditas folhas, sim eram grandes o bastante para eles se cobrirem! para reforçarem isso descobriu-se que a banana  durante um certo período era conhecida como figo.Koeppel escreveu um livro: Banana: The Fate of the Fruit That Cnahged the World -  Banana, O destino da Fruta que Mudou o Mundo.Nas pesquisas feitas por ele na Bélgica, Equador, Honduras e China e em consultas em documentos e depois de dezenas de entrevistas, ele descobriu que em Kuk Swamp(Papua-Nova-Guiné), os cientista encontraram resquícios de uma enorme e organizada plantação, mas não descobriram que tipo de plantação existia ali.

Foi, somente em 2002, que cientistas australianos descobriram que a plantação era de bananas.A fruta percorreu a África, o O. Médio e Europa.Os árabes fora os responsáveis pelo nome dado a ela-banan(dedo em árabe) e só então, chegou a América. Pela corrente tradicional acredita-se que foram trazidas pelos europeus, já outra corrente diz que já havia bananas trazidas pelo polinésios. Coincidências das coincidências- ela é conhecida como maika na Ilha da Páscoa, no Hawai e …Nova Zelândia. Mas, oficialmente ela foi trazida em 1516, trazido pelo reverendo Tomás de Berlanga. E daí se espalhou pelo Caribe e chegou a América do Sul.

Nos EUA, por volta de 1870 , o capitão Lorenzo Dom Baker, parou seu navio para consertar na Jamaica e levou alguns cachos a Nova Jersey para vender e fez tanto sucesso que em menos de um ano era o maior exportador de bananas do Caribe. Baker, também se uniu a Andrew Preston, um comerciante de Boston que as vendia no seu mercado. Apartir de então, eles criaram a primeira companhia de banana  do mundo a Boston Fruit, que tempos depois se uniria a um empresa de plantações de bananas  na América Central e assim nasceu a United Fruit, que cresceu a  custo do suor de trabalhadores escravisados e explorados e da conivência dos governos destes países. Sabe-se que milhares deles morreram quando fizeram greve, por não suportarem mais as condições existentes e foram mortos por soldados colombianos, em prol dos EUA.

O sucesso desta empreitada diminuiu por causa um fungo que atacava as plantações de bananas- uma praga incurável e misteriosa, que contamina toda a variedade da fruta, e que, por ser estéril, assexuada e sem sementes elas são muito vulneráveis. Cientistas vêm tentando a cura para a praga, mas por enquanto ele(o vírus) tem ganhado todas as batalhas. Dan Koeppel , acha que a solução seria criar uma variedade geneticamente modificada para resistir à praga.Segundo ele, o consumo de banana pelo americano ao chegar aos 40 anos é de aproximadamente10 mil bananas.

Autora : Carolina Pasquali

Fonte Shvoong

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23.4.09

Viva São Jorge !!!

São Jorge Padoeiro do Corinthians !!!


 São Jorge é o santo patrono da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, da cidade de Moscou e, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião), além de ser padroeiro dos escoteiros e do S.C Corinthians Paulista.
 
 No dia 23 de Abril comemora-se seu martírio. Ele também é lembrado no dia 3 de novembro, quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele, em Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I. Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo.

 A devoção a São Jorge pode ter também suas origens na mitologia nórdica, pela figura de Sigurd, o caçador de dragões.
 

 

História

 De acordo com a lenda, Jorge teria nascido na antiga Capadócia, região do sudeste da Anatólia que, atualmente, faz parte da República da Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, ela própria originária da Palestina, Lida, possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade — qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo a função de Tribuno Militar.

Nesse tempo sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi-se para a corte do Imperador. Vendo, Jorge, que urdia tanta crueldade contra os cristãos, parecendo-lhe ser aquele tempo conveniente para alcançar a verdadeira salvação, distribuiu com diligência toda a riqueza que tinha aos pobres.

O imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos e no dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Ícone de São Jorge, Museu Cristão-Bizantino, Atenas Brasão de Armas de Moscou, cidade que tem São Jorge como Padroeiro.Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo. Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O que é a Verdade?". Jorge respondeu-lhe: "A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade."
Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos.

Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganhado notoriedade e muitos romanos tomado as dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia (Ásia Menor).
Os restos mortais de São Jorge foram transportados para Lida (Antiga Dióspolis), cidade em que crescera com sua mãe. Lá ele foi sepultado, e mais tarde o imperador cristão Constantino, mandou erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente.

Pelo século V, já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte, construíram-se quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir. Na Armênia, em Bizâncio, no Estreito de Bósforo na Grécia, São Jorge era inscrito entre os maiores santos da Igreja Católica.
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9.4.09

Reflexão “Apenas cinco minutos “

No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.
 Ela disse:
- Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.
- Um bonito garoto - respondeu o homem.
E completou: - Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.
Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.
- Melissa, o que você acha de irmos?
- Mais cinco minutos, pai.
Por favor.
 Só mais cinco minutos!
O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.
Os minutos se passaram,
o pai levantou-se e novamente
chamou sua filha:
- Hora de irmos, agora?
Mas, outra vez Melissa pediu:
- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!
O homem sorriu e disse:
- Está certo!
- O senhor é certamente um pai muito paciente - comentou a mulher ao seu lado.
O homem sorriu e disse:
- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado
por um motorista bêbado,
 quando montava sua bicicleta perto daqui.
Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora
eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.
Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.
Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.
Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar…
Em tudo na vida estabelecemos prioridades.
 Quais são as suas?

criado por camiloaparecido    18:09 — Arquivado em: As Lendas , Contos e Histórias

7.4.09

“HISTÓRIAS DO FUTEBOL REGIONAL”

 

   “HISTÓRIAS DO FUTEBOL REGIONAL” 
                 
                                     Com o surgimento e desenvolvimento do “Football”,  nas cidades e vilas do médio e baixo Ribeira, o transporte fluvial era muito utilizado  para os eventos esportivos, principalmente naquelas  que não eram servidas pelas linhas de Trem. Formavam-se caravanas de futebolistas e, dependendo das distâncias, demoravam dias para chegarem e retornarem dos locais das disputas. Um pouco desse passado é relatado pela imprensa local nos jornais da época, retratando uma viagem de Iguape a Pedro de Toledo.  
                                               Em outubro  de 1927, em Alecrim (Hoje, Pedro de Toledo), o Brasil Futebol Clube (tido como campeão na linha Juquiá) presidido pelo Sr. João Saltini  e o Diretor Esportivo  Dionísio Bittencourt, convidara a Associação Atlética Iguapense para um jogo em que estava em disputa, taças oferecidas pelo Major Antonio Laborde com os dizeres: “Honra a Iguape e Honra ao Alecrim”.
 
                                               Pela manhã do dia 22 de outubro, deu-se o início da viagem da comitiva iguapense, que foi realizada no fluvial “Juquiá”, chegando ao Porto de Santo Antonio do Juquiá às 10:00 h. Embarcam no Trem e seguindo viagem, por onde passavam, havia grande concentração de pessoas nas estações de Juquiá, Prainha e Pedro Barros para assistir ao jogo.Chegando a Alecrim , foram recebidos pela diretoria do Clube local.
 
                                               A caravana da Associação Atlética Iguapense era composta por: Antonio Santiago (capitão), Onésio França, Sizenando Carvalho, Eduardo Young Filho, Raul Rios, Américo Amâncio, Lauro Gatto, Antonio Procópio, Dacio Carvalho, Paulo Ramos e Agostinho Camargo, tendo como diretor o Capitão Fioramante Giglio.e os Srs. João Bonifácio, F. Giglio Júnior, Júlio de Souza e João Maciel.
 
                                               A equipe do Alecrim era composta de jogadores  renomados que pertenceram a diversos clubes de São Paulo e interior, como: Leró (zagueiro do Caçapava), Nhonho (do Comercial de Ribeirão Preto), Moutinho Monteiro, antigo jogador do C.A. Paulistano da capital, Antonio Seabra, de S.Paulo, Macuco, Guido e Alberico de Itariri, sendo apenas três jogadores de Alecrim.
 
                                               O jogo foi realizado no dia 23 e terminou empatado em 1 x 1, com gols de: Moutinho de penalty para o Alecrim e Onésio para Associação Atlética Iguapense. Após o jogo realizou-se um baile no Salão do Sr. Albano Marietto. O retorno dos iguapenses ocorreu no dia 24 à tarde. Chegando a Santo Antonio do Juquiá, se hospedaram no Hotel M.Doi, onde foi servido um profuso copo de cerveja pelo Sr. Lupércio Ribeiro, conferente  da Estrada de Ferro.
 
                                               O regresso pelo rio se deu pelas 05:00 h. da manhã do dia 25. Chegando a Iguape, foram recebidos pela comunidade com  vivas, foguetório e banda de música.
                                               Demorava praticamente 04 dias para de deslocar de uma cidade a outra. Não se compara a realidade de hoje com a expansão das rodovias e o advento dos veículos automotores. Fica o exemplo de dedicação e amor ao esporte das multidões.
 
 
                                                                                  Miracatu, 18 de março de 2009.
 
Fonte: Jornal “O IGUAPE”, 30 de outubro de 1927 - ANO IV - NUM. 138 - (Acervo: Museu Municipal de Miracatu “Pedro Laragnoit”).
 
Pesquisa: Laerte de Camargo Araújo.
 
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5.4.09

A História do “JUQUIÁ BEISEBOL CLUBE”

A História do "JUQUIÁ BEISEBOL CLUBE"

O beisebol vinha tendo um grande dsenvolvimento pelo interior paulista.. Não fugindo à regra, em 1954, nipobrasileiros fundaram o "JUQUIÁ BEISEBOL CLUBE", entre os quais: Seiske Hanashiro, Itiro Kawashima, Guichi Maeda, Kamenosuke Tamada, Zenith Yamamoto e outros. Era filiado a Federação Paulista e disputava o campeonato da região litoral sudoeste. Em 1956, alcanço o 3º lugar na classificação. Participaram também da sua diretoria: Hideo Baba, Shitio Toma, Thobo Akamine, Shigueo Yamamoto, José Torikai e José Nakamura.
 
Nota: O Clube localiza-se na Rodovia Régis Bittencourt (entrada de Juquiá).
         O beisebol não é mais praticado.
         Participa de competições da Liga Nipobrasileira  Linha Santos-Juquiá no Atletismo e    Futebol

Fonte Laerte de Camargo Araujo

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25.3.09

A importância da pontuação na nossa língua

A importância da pontuação na nossa língua

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.

Atente que não fez a pontuação. E afinal, a quem deixava a fortuna?

Eram quatro concorrentes.

O sobrinho fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

A irmã chegou depois. Pontuou assim:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

Por sua vez, o padeiro pediu cópia do original. E pontuou assim:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

Foi aí que chegaram os pobres da  cidade. Um deles, mais dotado, fez esta pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:

A vida pode ser vivida de várias maneiras, nós é que fazemos a pontuação. Pontue a sua e seja feliz.

Fonte http://marcelodantas.blog.terra.com.br/
 

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5.3.09

Conto “AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA”

 

AQUI  SE  FAZ,  AQUI  SE  PAGA
 
(Noziel Antonio Pedroso)
 
Conto:
NOZIEL ANTONIO PEDROSO
28 de Julho de 1996
 
 
Meados de 1960. Cidadezinha do interior de Minas Gerais. Colégio João de Abreu Salgado. Estudantes do curso primário. Turminhas que se formam, amizades que se entrelaçam, gostos comuns e afins, encontro da patota.
- Êi, Susana, vai ter  um bailinho na casa de Adriana. Vamos?
- Que horas?
- Ah, sete da noite…
- O Cardosinho vai?
- Acho que sim… ele não perde uma…
- Ah, então não posso perder…
O bailinho que acontece. Som de Renato e Seus Blue Caps, Roberto Carlos e seus contemporâneos, The Beatles.  Ensaio de namoro. Beijos roubados. Cuba libre. O  mundo  acontecendo lá fora. Decretado o Ato Ins­titucional  nº  3,  nos  termos do  qual  os  governadores  dos  Estados  brasileiros  serão  eleitos  por  votação do Legislativo;  acusado  de conspirar  con­tra  o  presidente Mobuto, do Zaire, o ex-primeiro ministro Evariste Kimba  é  enforcado;  a Taça  Jules  Rimet, roubada antes do inicio  da  Copa do Mundo, é encontrada por acaso pelo cão Pickles, em um  parque  público em Londres.  E  daí?  O  que  importa o que acontece no mundo? Vamos curtir um som legal. Nesse universo de amiguinhos, namoradinhos, um som que era um barato,  Lúcia observava a amiga Rute, uma cafuzinha bonitinha e jeitosinha, apesar dos dentes salientes e do cabelo ruim, sempre amarrado, porque era difícil de pentear. Rute, menina pobre e humilde, vivia sempre cercada de atenções, em razão de ser uma pessoa boa, se dava bem com todos. Lúcia, apesar de ostentar uma melhor situação de vida, não tinha o desembaraço e espontaneidade de Rute. Lúcia era filha de professora e de um pequeno fazendeiro.  Lúcia se vestia bem, andava com os vestidinhos da moda, causando até inveja em algumas amiguinhas. Rute, tadinha, cabelinho ruim, roupinha surrada, perfume barato, mistral, colônia da contoré. Os garo­tos preferiam a humildade e pobreza de Rute à "riqueza" de Lúcia. E as duas eram amigas.
O bailinho acabou. Vieram outros bailinhos, festinhas de aniversário. Rute, sempre cercada de amiguinhos. Lúcia, quase só num canto da sala. A menina de melhor posição social, começava a nutrir uma inveja secreta pela amiguinha.
- Rute, puxa, eu preciso fazer aquela matéria de História que a pro­fessora pediu, mas eu não sei fazer. Você me empresta seu caderno?
- Claro, Lúcia. Eu pesquisei num trabalho da minha, prima e consegui ­fazer tudo. Se quiser, eu empresto pra você copiar.
- Puxa, você faz isso?
- Espere aqui, vou buscar o caderno. Mas olha, não fala pra ninguém, tá? Vamos fazer de conta que você mesmo fez sozinha… se a professora descobre…
- Nossa, Rute, você é sempre tão boazinha com os outros…
- Ora,  Lúcia, acho que a gente deve ajudar sempre os amigos.
Brrrrrr!  Isso me dá gastura. Como é que pode? Ser assim tão boazinha?
E o pior é que todo mundo gosta dela. Mas ela é tão pobre, não tem o que comer direito… o que vestir. Já sei, vou dar  pra ela. Isso vai deixar ela humilhada.
- Nossa, Lúcia, muito obrigada. Eu estava mesmo precisando de umas roupas. As minhas são tão velhas, que já não da mais para costurar. Essas suas roupas são muito bonitinhas. Muito obrigada mesmo. Vou usar com muito carinho.
Bolas. Ela gostou. Não era pra ela gostar. Era pra ela se sentir ultrajada, diminuída. Meu plano não deu certo. Mas, puxa vida, o trabalho de escola que ela me passou foi tão bem feito. Ti­rei uma boa nota. Se não fosse ela… mas… porque que ela tem que ser tão boazinha? Porque os outros preferem a ela? Ela é tão pobrezinha. E eu? Pago sorvete pras minhas amigas, sempre estou repartindo o meu lanche.  Ela, coitada, aposto que nunca viu um pão com presunto. E ainda por cima, preta, de cabelo pixaim, dente pra fora.
- Olha, Rute, trouxe mais umas roupas para você. Sabe, é que meu pai comprou aquele vestido lá da loja do Garcia.
- Nossa, Rute, que bom. Lá só tem vestido caro. Eu nunca que vou poder comprar um. Você sabe, meu pai trabalha na Prefeitura e faz isso daqui para pôr comida em casa. Tem vezes que só comemos mingau.
“Ah, que bom. Então ela confessa que passa fome. Já sei, vou convidá-la para comer lá em casa.  Ela vai ficar boba com a quantidade de comida”.
- Sabe,  Rute,  eu  estive pensando, você foi tão boa comigo, me em­prestando o caderno e sempre está me ajudando nas lições. Vamos almoçar lá em casa domingo?
- Verdade? Puxa, que bom. Eu aceito, Lúcia. Estava mesmo querendo conhecer sua casa.  Deve  ser  tão  bonita e arrumadinha. Não convido você pra ir à minha, porque você sabe… lá é tão pequeno, minha mãe quase não tem tempo pra arrumar. Eu tenho muitos irmãos pequenos, minha mãe tem que lavar roupa pra fora pra ajudar meu pai…
- Eu sei Rute. Não tem importância, não…
"Ah, agora sim. Vou fazer essa pretinha metida a besta sentir vergo­nha de ser minha amiga. Ela vai ver só".
- Pegue um pouco mais de carne, Rute. Aproveita, que você não está acostumada com isso…
- É verdade, não me lembro qual foi a última vez que eu comi carne lá em casa. Acho que foi no Natal…
- Isso porque foi o prefeito que deu pra vocês…
- Ah, nem sei direito, só sei que comi carne no Natal…
"Caramba, ela não fica constrangida. Nada consegue abalar essa negrinha. Que raiva. Vou apelar".
- Me diz uma coisa, Rute. Seu pai foi escravo?
- Que é isso, Lúcia. Meu pai nasceu em 1930 e a Abolição da Escravidão se deu em 1888.  Meu  avô, pai do meu pai, já nasceu livre…
- Sabe, que eu tinha me esquecido? Já estudamos isso…
- Agora,  meu  bisavô foi. Coitado, sofreu tanto …
- Ah, então já  tem alguém da família que foi escravo?
- É, menina, naquele tempo era tão difícil. Minha bisavó, por parte de mãe, era índia.  Meu  bisavô era escravo. Imagine só…
- Ah, quer dizer que você tem sangue índio também?
- É,  de negro e índio… mas eu me orgulho muito disso. Sou negra e não me envergonho disso. Meu pai me ensinou desde que eu era muito pequena, a nos valorizarmos. Eu me sinto forte  e  em  igualdade com qual­quer um.
"Puxa vida, que negrinha de fibra. Consegue sair de todas com cabeça erguida.  Não  sei mais  o  que  fazer.  Mas… puxa,  ela  é  tão  minha amiga…
Acabaram-se os bailinhos. Acabou-se o curso primário. Acabou-se a adolescência.  Passaram-se  os  anos.  Foi-se  com  o  tempo as festinhas da patota.
- Oi Rute, quanto tempo hein? Como é que você está?
- Lúcia, que saudade… eu estou bem. Trabalho na loja do Marco. Sabe, estou me dando bem. Lá a gente faz muita amizade. "Não acredito. Ela continua se dando bem. Tenho que dar um jeito".
- Valquíria, preciso te falar uma coisa. Olha, eu não queria falar, mas, você sabe né, eu sou muita amiga da Rute…
- Fala, o que houve?
- Ela anda espalhando por aí que você…
- O quê?
- Te digo mais… ela… blá blá, blá…
- Ah, mas se eu pego a Rute…
- Bem, já que estou contando vou contar tudo. Ela… tititi, tereré, tereré, patati, patatá…
- Quem diria, hein… Rute, com aquele jeito de boazinha…
- É, conseguiu enganar. todo mundo…
"Ah, agora sim. Quero ver Rute se sair dessa. Fiz a cabeça da Valquí­ria contra ela".
- Rute, sua vaca, não sabia que você era tão baixa…
- Uai, por que? Que aconteceu?
- Ainda bem que a Lúcia me abriu os olhos, sua traidora…
- Pera aí, não sei do que você está falando …
- Não sabe, é? Sua sem-vergonha, amiga falsa…
O tempo passando. As coisas acontecendo. Começa a fun­cionar em são Paulo o metrô, sete quilômetros da linha norte-sul. Nos States o brasileiro Emerson Fittipaldi vence pela segunda vez o Campeo­nato de Fórmula 1. O Presidente Ernesto Geisel sanciona a lei que de­termina a fusão dos Estados de Guanabara e Rio de Janeiro.  E  Rute, que decepção. Lúcia era minha melhor amiga. Porque ela fez isso? Nunca fiz nada pra ela.  Mais  anos  se passam. O mundo acontecendo em notícias. Fa­náticos matam Anwar Sadat.  Casamento de Príncipe Charles e Lady Diana  mobiliza  o  mundo.  O  Presidente  Figueiredo  é operado  às  pressas em Cle­veland. É assassinado a tiros, dentro do seu carro, no centro do Rio de Janeiro, o famoso ex-policial Mariel Moryscotte.
- Sabe, a Rute está namorando sério. Acho que ela vai se casar…
- Verdade? Aposto que é com um preto pinguço e mulherengo.
- Não, pelo contrário.É um rapaz branco, trabalha numa grande empresa, ganha muito bem e, parece que ele não é daqui!
- Ah, não é possível. Depois de tudo ela ainda conseguiu se dar bem na vida? Que injustiça… Aquela negrinha, parente de preto e de índio… On­de já se viu?
A ação implacável do tempo continuava a todo vapor, levando para trás lembranças, casas, árvores e ventos. E Lúcia, agora amasiada. Esperando um filho. E o amásio?
- Você viu a Lúcia? Tão cheia de coisas, tão segura de si… acabou se amigando com o Lico, aquele negrinho sem-vergonha, maconheiro e pinguço.
- Não me diga! O filho do Tião Guarda?
- É, aquele mesmo …
- Nossa, coitada da Lúcia. Me lembro que ela era muito amiga da Rute. Nossa,  aquela sim é que era boazinha…
- Se deu bem na vida… casou-se com um rapaz muito bom. Mora numa ci­dade lá em São Paulo, tem casa própria e tudo o mais…
- Pena que ela e Lúcia ficaram inimigas…
- Cá entre nos, acho que  a  Lúcia inventou tudo aquilo. Não é possível que Rute fizesse tudo aquilo que ela falou…
- É o que todo mundo acha!
Meados dos anos 90. Havia se passado quase trinta anos que Lúcia e Rute haviam se conhecido.  Rute, agora estava muito bem. Foi passar férias na casa dos pais. Estava formosa, esbanjando saúde e  disposição.  Num parque, em que elas se encontravam quando crianças, Rute estava levando uma de suas sobrinhas para passear. Sentou-se em um dos bancos para observar as peripécias da sobrinha ainda infante. A seu lado, uma mulher gorda, dentes cariados, pele manchada,  cabelos opacos e sem brilho, ostentando um ar de desolação. Estampava no rosto as marcas dos anos, ainda com resquícios de hematomas pelo rosto.
- Oi …
- Oi …eu a conheço?
- Você é a Rute. Não mudou nada nesses anos todos…
- Ué, e você quem é?
- Sabe… você não reconheceu, mas você tem razão. Estou mesmo muito mudada… sou a Lúcia…
- Nossa, não reconheci mesmo… Lúcia!  Que aconteceu com você? Me dê um abraço. Não a vejo há décadas…
- É, todos falam, estou acabada, né?  Temos  a  mesma  idade. Você está bo­nita, viçosa, bem vestida…
- É que tive sorte, me dei bem na vida…
- Já ouvi falar muito de você… Sabe,  Rute, preciso te confessar uma coisa… Há anos que eu carrego comigo esse remorso… Eu preciso te fa­lar…
- Falar o que, Lúcia? Não estou entendendo…
- Sabe, Rute,  é  difícil  prá mim admitir, mas se passou tanto tempo que hoje não me importo mais…
- Nossa, Lucia, você está me deixando curiosa… o que pode ser?
- Sabe, Rute, eu sempre tive inveja de você …
 - O QUÊ? DE MIM?  assusta-se Rute.
- É isso mesmo. De você…
- Mas porque?  Você sempre teve muito mais do que eu…
- É, por isso mesmo. Eu não conseguia reunir as pessoas perto de mim como você  fazia…
- Mas, Lúcia, que bobagem… as pessoas, os colegas gostavam de mim pelo que  eu  era, naturalmente…
- É,  eu  me achava melhor que você…. e  no entanto …
- Mas…  Lúcia, nunca que eu imaginaria uma  coisa dessa…
- Sabe aquela fofoca que eu contei pra Valquíria? Eu confesso Rute, eu inventei tudo aquilo…
- Nossa,  Lúcia. Porque fez aquilo? Eu perdi quase todas as minhas amizades  com  aquelas fofocas…
- Talvez não seja tarde para você me perdoar…
- Olha, Lúcia, eu não guardo rancor. Hoje eu estou muito bem na vida!
- Como está seu casamento?
- Tudo bem, às mil maravilhas, meu marido é muito bom pra mim, me trata como rainha… estamos casados há quase dez anos…
- Nossa, Rute, que bom… sinceramente, hoje fico  contente  por  você, justo eu, que tive tanta inveja de você …
- E você?
- Ah, é  como  você já sabe… me amiguei com o Lico, filho de Tião Guarda… Já imaginou… eu que sempre interiormente desprezei você por ser escura… Lico é muito mais escuro que você… e o que é pior,  Rute… bebe, é um sem-vergonha, mulherengo, me bate…
- Nossa, Lúcia. Se antes você tinha  inveja de mim e hoje reconhece isso, hoje eu não posso deixar de dizer, sem maldade ou com desejo de te humilhar, tenho pena  de  você.  Jamais  imaginei  na  vida  que  um  dia iria  acontecer isso…
- Nossa, Rute, como essa vida dá voltas, não é mesmo? Hoje você tem tudo aquilo que eu pensava conseguir na vida e, eu, que sempre desejei pra você o que sou hoje… Os papéis se inverteram…
-Tia,  tia …
- Lúcia, preciso ir. Olha, fiquei realmente contente em revê-la e, mais contente ainda, por você ter reconhecido seu erro… mas acho que é um pouco tarde para  repararmos  isso… tudo  bem,  perdôo você, mas a própria vida te ensinou que a inveja é o mais pobre dos sentimentos e tudo que se deseja de mal para alguém que  estimamos, acaba por voltar pra nós mesmos. Não perdemos nada na vida por sermos bons,  Lúcia …  acredito que você já percebeu isso! Sempre gostei de você e nunca desejei qualquer mal pra você, mas a vida se encarregou de dar a cada uma de nós o destino que merecemos…
- É… estou conformada… aqui se faz, aqui se paga.  Ainda  bem que consegui lhe falar,  senão iria morrer com esse peso na consciência…
- Adeus, Lúcia…
- Até breve, Rute!
 
NOZIEL ANTONIO PEDROSO
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24.2.09

Revolução paulista de 1932,Resgatando um pouco da nossa História!

fotos foram cedidas ao escritor Marinho Monteiro  pelo jornal ( Gazeta Esportiva ) que na época da revolção chamava-se ( A Gazeta ) .

 

A alguns dias atras conheci pela internet o pesquisador e escritor Marinho Monteiro ,que tem um livro sobre a Revolução paulista de 1932 ,o  livro publicado chamado "São Paulo a Maquina de guerra de 1932".

Marinho tem  pequisado por pais de 20 anos esta epopéia paulista, ele me fez a seguinte pergunta : Voces conhecem um navio Vapor que levou tropas de Juquiá a Cananéia chamado ( Rio de UNa ?? ) eu tenho 2 fotos mais gostaria de ver outras para que eu possa dar andamento no meu proximo livro que é justamente falando dos transportes usados por São paulo em 32 no Vale do Ribeira!!!

Se algum pesquisador ou amigo do Vale do Ribeira tiver estas fotos por gentileza entrar em contato com o blog  pelo email camiloaparecido@gmail.com  para que eu possa estar passando para o senhor  Marinho Monteiro.

Site do Marinho www.marinhomaquetes.com.br

 

Fotos Revolução paulista de 1932, (rio do Una) navio Vapor que levou tropas de Juquiá a Cananéia


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5.2.09

Conto “QUANDO MEUS FILHOS ERAM PEQUENOS”

Conto

QUANDO  MEUS  FILHOS  ERAM  PEQUENOS
 
Escrito por:

NOZIEL  ANTONIO  PEDROSO

Agosto  de  2007
 
                   
           Lembro-me  como  se  fosse hoje.  Estávamos ainda  a tilintar nossas  taças,  buscando  no  ar  a renovação da esperança, o êxtase, a alegria  imensurável  da  alma  passeando  pelo  paraíso,  a  comemorarmos a  chegada  do  novo.   Ainda   sou   capaz  de  ver  brilhos  de  regozijo  a  se  estabelecerem  nos  quatro  cantos  da  casa.  Minha  visão  alcança  ainda  a  visualização  do  mosaico de pedras preciosas a espalhar seu brilho  multicor,  meus  ouvidos  captam  ainda o som de violinos.  Recordo-me,   outrossim,   com  ímpeto  sagaz,   que   achava   pouco  e  bom  passar  noites  quase   em   claro,  fazendo  compressas  e  acompanhando   a   languidez  daquele  minúsculo  ser,  ardendo  em  febre.  Não  faz  muito  tempo,  me  parece,  que  o  pequeno,  entregue  aos  folguedos,  esfolasse  o  joelho  na pedra,  sentindo  na  pele  a  aspereza  e  jeito  brusco  desse  nosso  mundo  tosco,  que  dele  faria  parte.  Pouco  tempo  decorreu,  quiçá,   entre  a  primeira  palavra  e  a  primeira  decepção  que  tive,  com  aquele  ser  que  habitou   minhas  entranhas.   Quantas  vezes  corri  com  o  cotidiano,  atropelando  as  atribulações   do   dia-a-dia   para  poder  dar  um  pouco  mais   de  atenção  àquele  que  era  então  a  pessoa  mais  importante  e  frágil  na  minha  vida.  Seguramente  aquele  tempo  era  bonito,  e  mais  bonito  se  tornava  ainda quando  aquele  universo  pueril  fazia-se  presente  no  tempo  e  no  espaço. 
              Nunca  me  esqueci daquela linda  manhã  quando recebi o primeiro  presente.  Era  um  desenho  confuso,  com  traços imprecisos, mais  suscitando dúvida que esclarecimento.  0  que realmente seria aquilo?   Mas  o  que  importava,  se  nada  parecia?  Eu   sabia,   fôra  feito com  esmero,  com  cuidado,  num  lampejo  de  fantasia,  com precisão impregnada   de   magia.
             Me  vem  à  mente,  com  total  nitidez,  que  eu  deitava-me nas tardes  fagueiras  a  brincar com a brisa,  a acariciar as nuvens, qual plumas  vagantes  que  se  desfaziam,  lépidas,  em meus  devaneios.  Tudo,  meu  Deus,  era  tão  bom,  que  eu  nem  me  dava  conta  que  nessa   nossa   vida  terrena,    a  tragédia,  às  vezes,   anda   de  mãos dadas  e  em   cumplicidade  com   a   euforia,  arrasando  com   a   festa.   O  fadário,  em   forma  de  monstro,  não   nos   poupa  de  infortúnios, que  fazem-nos  experimentar  uma  sensação  de  horror,  sinistro,  solidão,  resignação,   frente  a  situações  que  nos  fogem  das  mãos.  Não  era  capaz  de  imaginar  que  a  dor  mais  pungente,  a  pontada mais lancinante,  a  aflição   mais  desoladora,  estava  a  me   rondar,  traiçoeira,  pronta  a  me  dar  seu  bote  fatal.    Não  fazia  idéia  do  quão  eu  nunca estivera preparada  para  os  solavancos que  a  vida  nos  dá, para absorver  as  agruras  que  o  destino,   às   vezes,   nos  reserva,  sem  piedade.   Para  mim   só   existia  o  brilho  do  sol,  o  arco-íris  e  quem  sabe,   um   pote   de   felicidade  do  lado  extremo.   
             Jamais  me  apeguei  a  tão  tenra  e  doce  recordação  quanto  aos tempos  em  que  meus  filhos  eram  crianças,  puras,  qual  anjinhos da guarda  a  enfeitar  meus  dias.   Parecia  que  toda  a  energia  do mundo  estava  em  minhas  veias,  parecia  que  todas  as  certezas do planeta adentravam  minha  alma,  parecia  que  todas  as  árvores  do  mundo exalavam   o   mais  puro  oxigênio  que  enchiam  meus  pulmões.   Achava   que  a  soma  de  todos  os  medos  era  nada,  comparada  à  minha   inclusão   na   roda  viva  da  dança   da  exuberância.  Eu  vivia  tão  contente,  que  acenava  para  o  sol  e  sorria  para  a  lua.
             No  entanto,  quando  todas  as estrelas serenas  pareciam  derramar   seu  brilho  sobre  a  minha  pele,  quando  os  mistérios  da  noite  faziam-se  longínquos  a  ecoar  estranhos  ruídos,  aquele acontecimento   veio   endoidecer   todo  meu  ser.  Eu  não  podia  acreditar   que   meu   mundo  desmoronara,  que  aquele  nefasto  episódio  veio  a  esmagar-me   a   essência,  a  torturar-me   em  crescendo,  a  estraçalhar-me  o  âmago,   a  arrebatar-me   a   paz   e   atirar-me  à  medonha   masmorra.   Nunca,  até   então,   havia  me  sentido  tão  só,  tão  perdida  e  desprotegida,  tão  entregue   à   inércia   e   ao destino  sem  futuro.  Perdão,   meu  Pai,  cheguei   até   a   pensar,   se   não  seria  melhor  eu   ter   partido   antes   desse   episódio   que,   seguramente,   foi    o  mais  fulminante   impacto   que  atingiu-me  de  forma  avassaladora  até  o  útero.   Não,  jamais   eu   seria  a  mesma,  após  esse  incidente  devastador,  que  abalou-me  as  estruturas como um tufão em tempestade,   arrasando  tudo   pelo   caminho. 
            Agora   sento-me  nas  tardes  vazias,  a  murmurar   de   saudade,  já  sem   a   cálida   esperança  de  restabelecer  contato  com   a  euforia.  Nunca   havia   notado  sequer   o  significado  da  palavra  saudade, até  mesmo  na  canção  mais  triste  já composta  por Chico Buarque,  PEDAÇO  DE  MIM,  que,  em  versos sofridos, dispara:  "Ó  pedaço  de  mim,   ó   metade  arrancada  de  mim,    leva   o   vulto   teu,    que   a   saudade  ao  revés  de  um  parto,  a  saudade  é   arrumar  o  quarto  do  filho  que  já  morreu"
            Apesar  do  decurso  de  alguns  anos,  já  não  mais  acredito na plena  alegria,   já   não  conto  mais  com   as  manhãs  serenas,  já  não  mais   dou   crédito  às  promessas  do  sol,    já  não  mais   vejo  o  desfecho  do  dia,   pois   todo  sofrimento  sugou-me   com  sofreguidão  as   forças   e   a   coragem.  Não  obstante  eu  tenha  caminhado  pelas  ruas  do  inferno,  nosso  Pai  Eterno,  pegou-me  em  Suas mãos e assoprou  as  feridas.  Ainda  bem.  Foi  o  que  me  salvou  de  ter  caído  para  sempre  num   mar  de  tristeza  e  solidão.
              Aliás,   a  duras   penas   recuperei   -   por assim dizer   -   minha  coragem,   sim,   para   observar   de   longe   o   raiar    de    um    novo   dia,    de   ver   findar-se    a    noite,    mas    já    não   mais  significam   para   mim   a   mesma    coisa   QUANDO  MEUS  FILHOS  ERAM  PEQUENOS.  E   ter   ciência  que  isso  nunca  mais   se  repetirá,  faz-me   amargar  uma  espécie  de  desilusão  e  derrota.   Porém,  sinto  que  estou  sendo   afagada   pelas  Mãos  Divinas,  o  alento   mais  imprescindível, com  a  qual fui  privilegiada.  Mas… a  vida  continua.   Tem que continuar.  Há   outros  seres,  no  entanto,   que   amenizaram   a   dor  pela  partida   de   um    ser  insubstituível…  Todavia,  transcorram-se  dias,  semanas,  meses,  anos,  décadas,  séculos,  milênios,  bilênios,  trilênios,  nada  aplacará a dor  que  sinto  desde   aquele   dia,   que  preferia   nunca  ter  vivenciado.    
              Desde   aquele  24  de  setembro, que  as  manhãs de primavera não  cintilam   tanto  quanto  antes.   Nem  a  doce  brisa,  em  mil  anos,  me trará  de  volta  a  alegria  perdida,  tampouco  a  exuberância e perfume  das   flores   me  fará  regressar   ao   porto  da  esperança.   
       
Conto  escrito  especialmente  para   minha  amiga  MARIA DAS DORES PRENZIER OLIVEIRA, referente  ao  filho  Ewald,  nascido  em  13  de Junho de 1985 e que teve passamento  em  24  de setembro de 2004.

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15.12.08

Principais deuses gregos.

Principais deuses gregos.

Zeus - deus de todos os deuses, senhor do Céu.
Afrodite - deusa do amor, sexo e beleza.
Poseidon - deus dos mares 
Hades - deus dos mortos, dos cemitérios e do subterrâneo.
Hera - deusa dos casamentos e da maternidade.
Apolo - deus da luz e das obras de artes.
Artemis - deusa da caça.
Ares - divindade da guerra..
Atena - deusa da sabedoria e da serenidade. Protetora da cidade de Atenas
Hermes - divindade que representava o comércio e as comunicações
Hefestos - divindade do fogo e do trabalho.


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13.12.08

A História navegação a vapor no Vale do Ribeira

A História navegação a vapor no Vale do Ribeira

 Foto do Vapor Vicente de Carvalho

A navegação a vapor no Brasil começou no ano de 1839, desenvolvendo-se rapidamente, apesar de ser bastante deficiente, principalmente nos primeiros anos. No Ribeira de Iguape, a navegação a vapor teve início já em 1844, quando o Rio Una da Aldeia foi pela primeira vez sulcado pelo vapor "Voadora", que pertencia à viúva Fomm, de Santos, e realizava viagens quinzenais entre a cidade e o Rio.

Somente no ano de 1857 é que foi fundada a primeira companhia de navegação fluvial, que passou a atender a região. A iniciativa foi do comerciante Manoel Caetano Baptista, de Xiririca (Eldorado/SP), que adquiriu no Rio de Janeiro o vapor "Estrella" e, associando-se à firma "Chrysostomo & Irmão", fundou naquele ano a legendária "Companhia Xiririquense". Ao longo dos anos, surgiram muitas companhias de navegação.

A mais célebre de todas foi, sem dúvida, a "Companhia de Navegação Fluvial Sul Paulista", que pertencia ao poeta e jurista santista Vicente de Carvalho e que funcionou regularmente por cerca de trinta nos. Entre seus vapores mais luxuosos, destacava-se o "Izabel", que depois foi chamado de "Vicente de Carvalho".

NO TEMPO DOS VAPORES (2)

 

Foto do vapor "Iguape"

No dia 29 de outubro de 1919, a Companhia de Navegação Fluvial Sul Paulista inaugurava o vapor "Iguape", construído nos estaleiros da empresa na cidade, sob a direção do mecânico-armador José Antônio. Houve grande festa na inauguração, com a presença de autoridades e do povo em geral. Esse vapor dispunha de ótimas acomodações para vinte passageiros de primeira classe e durante mutos anos foi empregado na navegação fluvial na região. FOTO: Vapor "Iguape", década de 1920).

NO TEMPO DOS VAPORES (3)

 

Foto do vapor "Cândido Rodrigues".

Um dos mais conhecidos vapores da navegação fluvial da Ribeira de Iguape e seus afluentes foi o vapor "Cândido Rodrigues". O curioso é que possuía a roda de pás na proa e a chaminé na popa, ao contrário dos outros vapores. Um fato interessante aconteceu com esse vapor em 16 de setembro de 1915. Na manhã desse dia, o vapor, que fazia a linha Iguape-Xiririca, devido ao forte nevoeiro que reinava, bateu nas pedras que revestiam a margem esquerda do Valo Grande. A lancha "Biloca", rebocando alguns saveiros, seguiu até o local para fazer a baldeação das cargas, visto que o "Cândido Rodrigues" estava com água aberta. Em lugar desse vapor, seguiu o vapor "Izabel" (depois "Vicente de Carvalho") em demanda de Xiririca, levando passageiros e cargas. (FOTO: Vapor "Candido Rodrigues", décadas de 1910-1920).


FOTO: Vapor "Vicente de Carvalho"

 Lancha Sete no Rio Ribeira de iguape

Foto da Lancha Um

Fontes:

Fonte: Roberto Fortes - Iguape em Imagens

Fonte Blog História da Cidade de Iguape 

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11.12.08

A História de uma tragédia no vapor da Fluvial

Uma tragédia no vapor da Fluvial

Estamos no ano de 1921. O Vale do Ribeira contava com apenas um meio de comunicação: os vapores da Companhia de Navegação Fluvial Sul Paulista, que pertencia ao famoso jurista e poeta santista Vicente de Carvalho e cuja sede ficava em Iguape. Esses vapores atendiam a todas as cidades e vilas da região. Uma viagem de vapor pelos rios muitas vezes levava um dia inteiro.

Os vapores, por serem constantemente utilizados, sempre foram palcos de muitos acontecimentos, alguns deles importantes, outros cômicos, outros trágicos. Folheando os antigos jornais editados no Vale, toda essa época se nos apresenta como num mágico caleidoscópio. Vamos à nossa história de hoje.

Miguel Bruno era um jovem de 22 anos, negro, forte e solteiro. Fazia parte da tripulação do vapor “Iguape”, que fazia a linha fluvial desta cidade até Xiririca (hoje Eldorado). Era um homem de “maus bofes”, gostava de uma caninha e chegara até mesmo a agredir passageiros.

No dia 21 de agosto de 1921, o vapor “Iguape” partiu do Porto Grande, nesta cidade, com destino ao então distrito de Santo Antônio do Juquiá, de onde partiu na manhã do dia 23 em demanda de Xiririca. Nessa mesma noite, o vapor ficou atracado no porto do comerciante Antônio do Nascimento, no lugar chamado Itopamirim, em Xiririca.

Pelas oito da noite, o marinheiro Antônio Gregório pretendeu ir deitar-se no porão, onde os marinheiros costumavam dormir. Só que o valentão Miguel Bruno isso não permitiu. Assim, Gregório foi se queixar ao comandante do vapor, Euclydes de Carvalho, que, conhecendo o gênio enfezado de Bruno, aconselhou Gregório a ir dormir em outro lugar.

Dessa maneira, o marinheiro foi buscar a sua coberta no porão; lá embaixo estava Bruno, muito zangado, que disse que o mataria por ter se queixado ao comandante. Dizendo isso, avançou contra Gregório, golpeando-o no peito com uma afiada navalha. Ferido gravemente, Gregório gritou por socorro, quando recebeu o segundo golpe no braço. Subiu apressadamente o convés, recebendo outro golpe nas costas.

O comandante assustou-se ao ver no convés Gregório todo ensangüentado e perguntou o que sucedera. Foi quando Bruno saltou do convés com a navalha em punho, ameaçando céus e terra. O comandante decidiu sair do vapor e procurar o Inspetor de Quarteirão, ficando Gregório, tripulantes e passageiros nos camarotes, enquanto Bruno ficara dentro do vapor como que procurando a quem cortar. Não encontrando ninguém, cortou as amarras que prendiam o vapor às barrancas, e a embarcação foi se deslocando rio abaixo.

Retornando ao local, o comandante, vendo o vapor se distanciando, embarcou numa canoa, acompanhado do Inspetor de Quarteirão e de outras pessoas, dirigindo-se ao vapor, onde prenderam o agressor, amarrando-o. Feito isso, jogaram lenha na caldeira, acenderam o fogo e movimentaram as máquinas, pois o vapor se distanciara muito do porto.

O comandante decidiu não mais parar no Itopamirim, dirigindo-se diretamente à Vila de Sete Barras, logo adiante. Lá chegando, comunicou o ocorrido à autoridade policial, que imediatamente prendeu o agressor. Seriam umas duas horas do dia 24.

Na manhã, pelas sete horas, o vapor “Iguape” prosseguiu sua viagem em demanda de Xiririca, levando Bruno escoltado por um praça policial, de carabina em punho. Porém, ficara desamarrado, solto, passeando por dentro do navio; aparentava calma e não oferecia perigo. Ao chegarem à paragem Abobral, no entanto, Bruno jogou-se na água e nadou à terra, indo diretamente a uma casa situada às margens do Ribeira.

O vapor parou, desembarcou o praça e os demais tripulantes, que foram ao encalço de Bruno. O foragido seguiu adiante, entrou na casa, apoderou-se de uma espingarda e fechou-se num quarto. Enquanto todos tentavam arrombar a porta do quarto, ouviu-se um estampido. Um tiro. Silêncio. Arrombando a porta, encontraram Bruno já morto, com um tiro na cabeça.

Como estavam próximos de Xiririca, o vapor continuou viagem e, lá chegando, o fato foi levado ao conhecimento do delegado de Polícia, que mandou remover o cadáver, que foi sepultado em Xiririca. Nesta cidade, o ferido Gregório, que era casado e ali morava, recebeu os primeiros curativos. De regresso a Iguape, onde chegou na tarde de 28 de agosto, Gregório foi internado na Santa Casa, onde completou o seu tratamento.

São histórias passadas a bordo de um vapor da antiga Fluvial, navegando pelas águas serenas e repletas de mistérios dos rios do Vale do Ribeira.

Fonte Escritor Roberto Fortes

Fonte Blog ALFARRÁBIOS

 

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27.11.08

Uma Histórinha interessante sobre a crise!

‘A CRISE’

"UM HOMEM VIVIA À BEIRA DE UMA ESTRADA E VENDIA CACHORRO QUENTE.
ELE NÃO TINHA RÁDIO, TELEVISÃO E NEM LIA JORNAIS, MAS PRODUZIA E VENDIA BONS CACHORROS QUENTES.
ELE SE PREOCUPAVA COM A DIVULGAÇÃO DO SEU NEGÓCIO E COLOCAVA CARTAZES PELA ESTRADA, OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA E O POVO COMPRAVA.
AS VENDAS FORAM AUMENTANDO E, CADA VEZ MAIS ELE COMPRAVA O MELHOR PÃO E A MELHOR SALSICHA.
FOI NECESSÁRIO TAMBÉM ADQUIRIR UM FOGÃO MAIOR PARA ATENDER UMA GRANDE QUANTIDADE DE FREGUESES, E O NEGÓCIO PROSPERAVA . . . SEU CACHORRO QUENTE ERA O MELHOR DE TODA REGIÃO!

VENCEDOR, ELE CONSEGUIU PAGAR UMA BOA ESCOLA AO FILHO. O MENINO CRESCEU E FOI ESTUDAR ECONOMIA NUMA DAS MELHORES FACULDADES DO PAÍS.

FINALMENTE, O FILHO JÁ FORMADO, VOLTOU PARA CASA, NOTOU QUE O PAI CONTINUAVA COM A VIDINHA DE SEMPRE E TEVE UMA SÉRIA CONVERSA COM ELE :
- PAI, ENTÃO VOCÊ NÃO OUVE RADIO? VOCÊ NÃO VÊ TELEVISÃO E NÃO LÊ OS JORNAIS?
HÁ UMA GRANDE CRISE NO MUNDO.

A SITUAÇÃO DO NOSSO PAÍS É CRÍTICA. ESTA TUDO RUIM. O BRASIL VAI QUEBRAR.

DEPOIS DE OUVIR AS CONSIDERAÇÕES DO FILHO DOUTOR, O PAI PENSOU: BEM, SE MEU FILHO QUE ESTUDOU ECONOMIA, LÊ JORNAIS, VÊ TELEVISÃO, ACHA ISTO ENTÃO SÓ PODE ESTAR COM A RAZÃO.

COM MEDO DA CRISE, O PAI PROCUROU UM FORNECEDOR DE PÃO MAIS BARATO ( E CLARO, PIOR ) E COMEÇOU A COMPRAR SALSICHAS MAIS BARATA ( QUE ERA, TAMBÉM, A PIOR ).
PARA ECONOMIZAR, PAROU DE FAZER CARTAZES DE PROPAGANDA NA ESTRADA.

ABATIDO PELA NOTICIA DA CRISE JÁ NÃO OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA.

TOMADAS ESSAS ‘PROVIDÊNCIAS’, AS VENDAS COMEÇARAM A CAIR E FORAM CAINDO, CAINDO E CHEGARAM A NÍVEIS INSUPORTÁVEIS E O NEGÓCIO DE CACHORRO QUENTE DO VELHO, QUE ANTES GERAVA RECURSOS ATÉ PARA FAZER O FILHO ESTUDAR ECONOMIA NA MELHOR ESCOLA, QUEBROU.

O PAI, TRISTE, ENTÃO FALOU PARA O FILHO: - ‘VOCÊ ESTAVA CERTO, MEU FILHO, NÓS ESTAMOS NO MEIO DE UMA GRANDE CRISE. ‘
E COMENTOU COM OS AMIGOS, ORGULHOSO:
- ‘BENDITA A HORA EM QUE EU FIZ MEU FILHO ESTUDAR ECONOMIA, ELE ME AVISOU DA CRISE …’

APRENDAMOS UMA GRANDE LIÇÃO :
VIVEMOS EM UM MUNDO CONTAMINADO DE MÁS NOTICIAS E SE NÃO TOMARMOS O DEVIDO CUIDADO, ESSAS MÁS NOTICIAS NOS INFLUENCIARÃO A PONTO DE ROUBAR A NOSSA FELICIDADE E PROSPERIDADE DE NOSSOS NEGÓCIOS, ENFIM ARRUINANDO NOSSA VIDA.

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O causo dos 80 anos de Seu Joaquim !!

Os 80 anos de Seu Joaquim

Lá em Desterro na Paraiba , perto da fazenda do doutor Marcelo Vilar, tem um velho de mais de 80 anos. Muito simpático e é desses velhos duros, cheio de vida, matutão e sempre alegre. Mora num sítio bom danado, e com muitas fruteiras.

Chama-se Joaquim Paciência. E tem fama de só perder a paciência quando alguém o chama de velho.

Quando completou 80 anos lá no seu sítio, sua mulher reuniu a família, filhos que moravam em São Paulo também, vizinhos, amigos e fez uma festa para seu Joaquim.

Todos com a recomendação de evitar contrariar o aniversariante, referindo-se à idade dele.

E assim foi durante todo o dia, com todos alegres e mais ainda o patriarca do clã, o bom e meu amigo, Joaquim Paciência.

A farra tava boa, almoço com bode assado e rapadura, cana de cabeça com rolinha assada de tira gosto, redes armadas nas mangueiras, sanfoneiro, forró e latada. Não faltava nada.

Já de tardesinha, no finzinho da festa, ia ser servido um café à moda da casa, torrado na lenha da jurema preta e pisado no pilão.

Botaram seu Joaquim todo feliz, aboletado numa cadeira de braço, puxaram tamborete para todo mundo, isso debaixo de um umbuzeiro.

Foi quando um genro de seu Joaquim, "Biu poeta", - casado com a caçula da casa - que chegara por derradeiro do Rio de Janeiro, por fora dos maus humores do sogro e metido a versejador nas feiras de Maracanã - puxa um papel do bolso, pigarreia, levanta-se e ameaça discursar.

Orgulhoso do genro tido como erudito, seu Joaquim faz um ar de satisfação, se espalha na cadeira de braço e se prepara para ouvir o que imaginou ser um discurso daqueles com "gramáutica" só e só.

E com todos ouve o verso do amostrado:

Vejo aqui nesse recinto,
Idoso e como ninguém,
O velho Joaquim Paciência,
Avô do finado Matusalém!

Digo, repito e não minto,
Com a verdade não alterno.
Viu São Pedro, o Pai Eterno,

Viu Sodoma. Viu Gomorra.
Seu Joaquim, ora porra!
Vá ser velho assim no Inferno!

Resultado…

… Correu todo mundo, não ficou mais ninguém no umbuzeiro …

Marcelo Dantas Vilar

Fonte Blog Malhada de um Sertanejo

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22.11.08

História do Colégio Agrícola de Iguape-SP

História do Colégio Agrícola de Iguape-SP

Foto do Colégio Agrícola de Iguape-SP

Conhecida na Região do Vale do Ribeira como o "Colégio Agrícola de Iguape", a ETEC Enhenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros exibe beleza natural, integração com o meio ambiente e qualidade de ensino.
Instalada em 1971, ofereceu sua única Habilitação Técnica em Agropecuária até 1998. A partir de 1999, foram implantados os cursos Técnicos de Agricultura, Turismo, Meio Ambiente e Florestal. Em 2003 foi implantado o curso de Hotelaria e recentemente em 2007 foi implantado o curso técnico em Informática, definindo, assim, sua missão de firmar-se como um centro gerador, capacitador e difusor de tecnologias ambientais e formador de técnicos capazes de operacionalizar mudanças no Vale do Ribeira. Possui uma área de 53 alqueires, rica em recursos naturais, (80% de sua área), inserida na APA CIP (Cananéia, Iguape, Peruíbe) Área de Proteção Ambiental…

Reformas na Etec Narciso de Medeiros irá torná-la referência na região:
O Colégio Agrícola de Iguape vem sendo reestruturado de forma estratégica nos últimos anos, mudando significativamente sua aparência e motivando a todos que fazem daquela escola um modelo de sucesso e competência. Algumas destas reformas já ficam evidentes e foram elogiadas até mesmo por membros da Administração Geral do Centro Paula Souza. A pintura e ampliação de salas de aulas e reforma dos alojamentos, a reorganização dos setores produtivos com investimentos expressivos em maquinária e o incentivo à novos projetos, tanto em nível social como econômico, como exemplo temos o Projeto Robalo, do professor Tião e o Projeto Convivência, da professora Carla.

Escrito por André Farias

Fonte Site Colégio Agricola de Iguape

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12.11.08

História da origem da Familia Almeida!

História da origem da Familia Almeida!

BRASÃO dos ALMEIDA = concedido a 1/3/1494

Felgueiras Gayo em seu Nobiliário de Famílias de Portugal, dá a origem dos ALMEIDAS, em Payo Paes Guterres, fundador do Morgado de Tibães, Rico Homem do Conde Henrique da Borgonha, (1035-1114), c.c. Teresa, (fal. 1130), filha de Afonso VI, Rei de Leão e Castela, de quem recebe o título de Conde de Portugal. Esse Payo Guterres, Senhor do Castelo de Leiria, c.c. Moninha Dama da Rainha Dona Teresa, tem um neto, Payo Guterres, Senhor do Castelo de Almeida que ele conquistou dos árabes em Riba Coa, ao tempo de Sancho I, (1154-1211 = 2o Rei de Portugal) e que legou aos seus descendentes, que tomaram do nome deste Castelo o sobrenome de família ALMEIDA. João Fernandes de Almeida é o 1o a aparecer na história com esse sobrenome nas Inquirições de 1258, pois fundou no termo de Azurara da Beira, hoje Concelho de Mangualde, nas terras da Herdade da Cavalaria que recebera com muitos privilégios d’El Rei Sancho I, a vila de ALMEIDA, entre 1223 e 1245. João Fernandes de Almeida é filho de Fernão Canelas que era Senhor das Quintas de Pinheiro e Canelas. Seu neto, Lourenço Anes de Almeida, foi Alcaide-Mor de Linhares e Castelo Novo. Há, também, Fernão Alvares de Almeida, Alcaide-Mor de Abrantes, aio dos filhos de D. João I, o Mestre de Avis, (1357-1433, 10o Rei de Portugal), seu filho, Diogo Fernandes de Almeida está sepultado na igreja de Sta. Maria do Castelo e seus descendentes recebem em 1476, o título de Conde de Abrantes, extinto em 1530 e renovado entre 1645-1656 com Miguel de Almeida, que foi um dos 40 Fidalgos da Restauração dos Braganças, em 1640. Dos Condes de Abrantes, descende outro Diogo Fernandes de Almeida, Prior do Crato, cujo filho, Lopo de Almeida, tem entre seus descendentes: a Casa dos Condes de Avintes, cuja varonia Almeida se conservou até o 8o Conde de Avintes, e a Casa dos Condes de Assumar, sendo que o neto do 1o Conde de Assumar, Pedro de Almeida, foi feito Vice Rei das Índias e recebe, em 1744, o título de Marquês de Castelo Novo, (onde fora Alcaide-Mor, Lourenço, que é neto de João Fernandes de Almeida, o 1o Almeida) o título é, em 1748, mudado para Marquês de Alorna por ter, Pedro de Almeida, conquistado essa praça de guerra. A varonia Almeida se conserva até o neto do Marquês de Alorna. No Brasil tivemos Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, nascido a 17/10/l688, com 28 anos separou-se da família para vir ao Brasil, em 1717, como 3º governador da nova Capitania de São Paulo e Minas do Ouro. Tornou-se, em 1718, 2º Conde de Assumar, título herdado de seu pai e foi, mais tarde, Marquês de Alorna.

BRASÃO DE ARMAS: De vermelho, com uma dobre cruz acompanhada de seis besantes, tudo de ouro; e bordadura do mesmo. Timbre: uma águia estendida de vermelho, ou de negro, carregada de nove besantes de ouro, três no peito e três em cada asa, também com os nove besantes. Brasão de armas da família Almeida foi concedido a 01/03/1494 e está na Sala dos Brasões do palácio de Sintra, entre as famílias da alta nobreza de Portugal qualificadas D. Manuel I, o Venturoso, (1469-1521), 14o Rei de Portugal de 1495 a 1521.

O nome Almeida é composto por 2 palavras árabes:

Al = o, a, os, as e Mâjd = glória, com os adjetivos: Majíd = glorioso ou Majida = gloriosa

Na evolução do árabe para o português temos:

Al majída >=> Almajída >=> Almaída >=> Almaida >=> Almeida

Neste caso a interpretação é: o castelo é uma: morada gloriosa, ou uma conquista gloriosa

Fontes: Anuário Genealógico Brasileiro, Vol. IX, 1947; Nobiliário de Famílias de Portugal, Manuel José da Costa Felgueiras Gayo, Braga, 1990; Dicionário das Famílias Brasileiras, Cunha Bueno/Carlos Barata, 2000, O Árabe Prático, Luiz Haiek, (Nota: mesa em árabe é tráuli). Anibal de Almeida Fernandes, Outubro, 2006.

Fonte Site Brasão dos Almeida

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10.11.08

História do Sabonete !

História do Sabonete

A primeira utilização do sabão aconteceu em 2500 a.C, pelos fenícios, sendo usado na limpeza da lã de ovelhas e do couro de outros animais. Nessa época o sabão era feito através da gordura do carneiro e de substâncias contidas nas cinzas solúveis em água de pequenas plantas.

Os árabes e os turcos foram os primeiros a reconhecerem o valor do sabão. Assim, quando os turcos invadiram o Império Bizantino, a prática do uso do sabonete foi difundida em toda a Europa, porém apenas os nobres tinham acesso ao produto. Inclusive, eles presenteavam autoridades de outros países com sabonetes, juntamente com uma bula, explicando seu uso.

Até então, o sabão não possuía cheiro, sendo que no século XVIII ele se tornou popular e somente no século XIX, mais precisamente 1879, é que desenvolveram um sabão perfumado: o sabonete. A partir do século XIX, devido à produção em larga escala, o custo de sabonete caiu permitindo a massificação de seu uso, tornando-o um dos principais elementos da higiene pessoal.

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9.11.08

Um fantasma chamado Bacharel !

Um fantasma chamado Bacharel

Em 1531, uma das figuras mais controvertidas da história de São Vicente, o Bacharel Mestre Cosme Fernandes, foi expulso de São Vicente por Martim Afonso de Souza, a mando do rei D.João III. De nada adiantaram os 30 anos de trabalho do Bacharel nestas terras, nem o fato de Ter construído um povoado que entregou pronto para virar vila. Esse, porém, foi mais um lance de uma história em que se misturaram coragem, inveja, intriga, mágoa e vingança.

Há um fantasma que ainda perambula pela história de São Vicente. Os historiadores e pesquisadores divergem tanto no que diz respeito à sua identidade quanto às suas realizações. Nos registros históricos ele é chamado de "Bacharel", e teria fundado o povoado de São Vicente, onde construiu a "Casa de Pedra", que viria a ser a primeira fortaleza Vicentina e brasileira, e fundou, ainda, as vilas de Cananéia e Iguape.

O Historiador Francisco Martins dos Santos sustenta a tese mais viável: a de que o Bacharel seria "Mestre Cosme Pessoa", um judeu degredado, deixado em Cananéia por Gaspar de Lemos e Américo Vespúccio na expedição exploradora de 1501.

O Bacharel, por volta de 1510, assumiu a feitoria de São Vicente, onde instalou um estaleiro e um porto de tráfico de escravos indígenas, dotando o povoado Vicentino, que ele desenvolvera, no maior abastecedor da costa brasileira, especialmente dos navegadores que se dirigiam para o sul.

Martim Afonso de Souza, chegando para colonizar o brasil, investido, por D. Manoel III, de todos os poderes, trazia a determinação de El-Rei de expulsar o Bacharel de São Vicente, para instalar ali a sede do governo do Brasil.

Segundo Francisco Martins dos santos, Martim Afonso que se deteve em Bertioga, antes de assumir São Vicente - em reunião com João Ramalho, Antonio Rodrigues e Antonio Ribeiro - pediu que transmitissem ao Bacharel Cosme Fernandes a ordem para que deixasse São Vicente e retornasse a Cananéia, evitando o confronto armado. O Bacharel, com sua família e criados, teria deixado povoado em julho de 1531, voltando a Cananéia, local determinado para seu degredo.

De acordo com o historiador, as evidências apontam para o fato de que o rei português não queria que o processo de colonização tivesse início em um povoado onde a autoridade era um degredado e, o que tudo indica, judeu.

Era o Bacharel que dominava o comércio local, abastecia os navios que por aqui passavam e, graças a seu casamento com uma filha do cacique Piquerobí, mantinha estreito relacionamento com índios.

A aparente desenvoltura com que se movimentava entre São Vicente e Cananéia, sem dar satisfações a ninguém, deve, também, ter incomodado D.João III.

Embora cidadão português, Cosme Fernandes não demostrava obediência à Coroa. O Famoso "Bacharel", tão controvertido pelos nossos historiadores foi, em verdade, o grande precursor da colonização brasileira.

Pesquisas arqueológicas recentemente realizadas em São Vicente, pela Usp, por solicitação do Prefeito Márcio França, em muro remanescente, comprovaram ser de 1516 , a construção da "Casa de Pedra" (Fortaleza). Essa Obra construída pelo Bacharel Mestre Cosme, é datada de 16 anos antes da chegada de Martim Afonso de Souza.

Fonte:
Boletim Informativo do Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente.
Ano I Junho de 2002 n.º 01.
Rua Frei Gaspar 280 - Centro São Vicente
CEP: 11310-0
60

SETURC - Secretaria de Esporte e Turismo de Cananéia
turismo@cananeia.sp.gov.br

 
Fonte Site Cananet

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