28.10.09
A História do Bunkyo em Registro-SP no Vale do Ribeira
Foto: Bunkyo = Associação Cultural Nipo Brasileira de Registro-SP
A História do Bunkyo em Registro-SP no Vale do Ribeira
Foto: Bunkyo = Associação Cultural Nipo Brasileira de Registro-SP
A História do Bunkyo em Registro-SP no Vale do Ribeira
O Tooro Nagashi é tradicionalmente realizado no Japão. O Evento acontece ao anoitecer do último dia de Finados. (no Japão são 3 dias). Os participantes soltam barquinhos (tooros) contendo velas acesas e o nome dos falecidos no rio ou no mar para homenagear as almas dos antepassados. No Japão, o mais famoso Tooro Nagashi é o de Nagasaki. Conforme a região, soltam-se os barquinhos durante a festa de Tanabata.
O evento, da Associação Nipo-Brasileira de Registro, com apoio da Prefeitura Municipal de Registro-SP no Vale do Ribeira é realizado em homenagem aos mortos vítimas do Rio Ribeira de Iguape e é um culto ecumênico com pequenos barquinhos iluminados por velas coloridas, feitos artesanalmente e soltos no rio.
Originalmente, consistia de um ritual budista em homenagem às vítimas das bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre as cidades japonesas de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945) e Nagasaki, em 9 de agosto de 1945.
Tooru significa lanterna de papel; Nagashi, levar-se pelo vento. Ao soltarem os barquinhos, os participantes da cerimônia iluminam o caminho dos espíritos e fazem pedidos de paz.
Na programação de Registro, haverá também exibição de sumô, culto às vítimas na BR-116 (Seicho no Iê), Wadaiko do Bunkyo de Registro, apresentação de danças de Minyo Yamato-Kai, bon odori e queima de fogos.
55° Tooro Nagashi
local : Parque Beira Rio - Registro - São Paulo
1 e 2 de novembro, a partir das 10h
Chegada dos pioneiros japoneses em Registro
Fonte - Museu Histórico da Imigração Japonesa - Registro-SP
1908 - Em 18 de junho chegou no porto de Santos o navio Kasato Maru, primeiro navio de imigrantes japoneses
1912 - Sindicato de Tokyo e o Governo do Estado firmaram o contrato para fundar a colônia de Iguape.
1913 - Núcleo de Iguape: colonizadores começam a chegar. A colonização na região ocorreu em Registro, Sete Barras e Katsura (Jipovura), beirando o rio Ribeira do Iguape.
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Em 1919, durante o período da colonização japonesa nas redondezas do Rio Ribeira de Iguape… |
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Depois de dois anos sem êxito na atividade agrícola, Torazo ficou sabendo da existência de mudas de chá em São Paulo, que haviam sido trazidas por Dom João VI para ornamentar os jardins do palácio. Ele trouxe essas mudas para Registro, mas não obteve o resultado desejado, pois eram de espécie chinesa, mais adequada para o chá verde. O curioso dessa história é que para trazer essas sementes, nosso protagonista as escondeu dentro do miolo de pão, para “driblar” a fiscalização do navio. Levou, inclusive, um pouco de terra e a semeação iniciou durante a longa viagem.. |
Primeira igreja construída por imigrantes japoneses no Brasil vira patrimônio histórico nacional
03 | 02 | 2008
Com um estilo arquitetônico que lembra os templos xintoístas, a primeira igreja edificada por imigrantes japoneses neste país é, na verdade, cristã e pertence à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, que tem ligação com a Igreja da Inglaterra através da sua Diocese de Canterbury.

(Imagem da época da construção)
Esta pequena capela anglicana foi construída pelas famílias de japoneses que vieram da província de Nagano e se instalaram na colônia de Manga Larga, no município de Registro, SP, nos anos de 1918 e 1919.
Originalmente, todos os imigrantes eram budistas ou não professavam nenhuma crença específica. Mas em 1923, o missionário anglicano japonês João Yasoji Ito começou um trabalho de evangelização na região e as famílias passaram a mudar seus hábitos religiosos.
Todos da região se converteram ao cristianismo e, em 1929, estava concluído o primeiro templo construído por imigrantes japoneses no Brasil, que, agora, passará a fazer parte do Patrimônio Histórico Nacional.
E os budistas e xintoístas?
Para quem duvida que não tenha sido construído algum templo budista ou xintoísta pelos imigrantes japoneses antes no Brasil, é bom levar em conta que os budistas em geral já possuem butsudan (oratórios) em casa, e os xintoístas também costumam construir seus pequenos templos familiares em casa.
Construção pela comunidade

(Imagem da década de 1950)
Orientados pelo missionário Arcediago Yasoji Ito, todos em Manga Larga participaram da construção do templo em Registro, que contou somente com um especialista contratado, o mestre de carpintaria Konchoshiro Hayashi.
Além disso, o valor total da obra foi custeada pelos fiéis que dedicavam parte do dia trabalhando juntos na edificação do templo, uns no corte de madeira, outros no transporte de material e outros ainda na pintura ou no suprimento das refeições.
De toda a construção, só foram comprados os vidros e os metais para as portas e janelas. Todo o resto do material foi tirado do próprio local, como as madeiras para o telhado, piso, vigas e para as portas e janelas. As telhas e as paredes também foram feitas com material do local.
Na igreja funcionava também uma escola de língua japonesa e, além disso, a escola primária da região. Assim, as crianças eram alfabetizadas em português e em japonês.
Com o tempo, as famílias foram se mudando para a cidade, onde construíram outro templo, a atual Paróquia Anglicana de Cristo Rei, e hoje, a Igreja de Todos os Santos em Manga Larga não mais comporta cultos regulares dominicais.
Mas a comunidade de Registro conserva a pequena capela na antiga colônia em bom estado. Os anglicanos a visitam pelo menos três vezes ao ano. Em uma dessas visitas, em junho, é comemorado o aniversário de fundação do templo.
A última vez que os anglicanos se reuniram em Manga Larga foi no dia 25 de janeiro deste ano, com a visita do bispo japonês Toshiaki Mori, da diocese anglicana em Nagano, e a presença do prefeito da cidade, vereadores e do presidente e integrantes da Comissão do Centenário de Imigração Japonesa no Brasil da cidade de Registro.

Imagem atual do Templo
Texto baseado em entrevista com Pedro Issao Ito, filho do missionário Yasoji Ito; e o livro "Zai-haku hojin kai-taku dendo-sha no shoogai" (Tradução livre: "A vida de um missionário japonês desbravador no Brasil").
Por Carmen Kawano
Fonte: Colaboração para o Portal Japão da SBPN

A cidade de Registro-SP no Vale do Ribeira comemorou o centenário com inauguração de obelisco
Obelisco, de 10 metros de altura e 30 toneladas, foi inaugurado no dia 6 de setembro de 2008
Pólo econômico e cultural da região do Vale do Ribeira, entre São Paulo e o Paraná, a cidade de Registro já vive o clima de festa para receber o embaixador do Japão no Brasil, Ken Shimanouchi, para uma grande festa que marcou o centenário da imigração japonesa no País. Outras atividades já vêm sendo realizadas desde o princípio deste ano, mas esta ganhou o caráter oficial.
Entre os eventos desta semana, teve a circulação da Tocha de Amizade nos dias 4 a 6 de setembro pelos alunos de 34 escolas estaduais, municipais e particulares, representantes de entidades sociais e povo em geral. No dia 6, a Comissão Regional do Centenário, formada por lideranças integrantes da União Cultural e Esportiva da Sudoeste (Uces) e da Federação das Entidades Nipo-Brasileiras do Vale do Ribeira (Fenivar), inaugurarou o Obelisco de Integração, um monumento de 10 metros de altura e com peso de 30 toneladas.
O Obelisco se localiza na Rotatória da SP 139 com a av. Clara Gianotti de Souza, Registro, SP

Cultivo de Chá por Torazo Okamoto
Fonte- Museu Histórico da Imigração Japonesa Registro-SP
1908 - Em 18 de junho chegou no porto de Santos o navio Kasato Maru, primeiro navio de imigrantes japoneses
1912 - Sindicato de Tokyo e o Governo do Estado firmaram o contrato para fundar a colônia de Iguape.
1913 - Núcleo de Iguape: colonizadores começam a chegar. A colonização na região ocorreu em Registro, Sete Barras e Katsura (Jipovura), beirando o rio Ribeira do Iguape.
Em 1919, durante o período da colonização japonesa nas redondezas do Rio Ribeira de Iguape…
Torazo Okamoto era técnico de chá no Japão. Chegando à nossa região, assim como muitas outras famílias de japoneses, pretendeu iniciar seu crescimento com a agricultura. Mas, apesar de ser técnico de chá, não poderia imaginar que estas terras eram férteis para o cultivo do chá preto, optando por cultivar outras culturas que na época eram os principais produtores da colônia, como: o arroz, a cana-de-açúcar, a mandioca e o café. Depois de dois anos sem êxito na atividade agrícola, Torazo ficou sabendo da existência de mudas de chá em São Paulo, que haviam sido trazidas por Dom João VI para ornamentar os jardins do palácio. Ele trouxe essas mudas para Registro, mas não obteve o resultado desejado, pois eram de espécie chinesa, mais adequada para o chá verde. Foi então que em 1935, Torazo voltou ao Japão para buscar novas máquinas, conseguindo 100 sementes da espécie Assâmica, da região do Sri Lanka, tanto adequadas para o chá verde quanto para o chá preto. O curioso dessa história é que para trazer essas sementes, nosso protagonista as escondeu dentro do miolo de pão, para “driblar” a fiscalização do navio. Levou, inclusive, um pouco de terra e a semeação iniciou durante a longa viagem..

Ricardo Okamoto, neto de Torazo Okamoto. Atrás as primeiras mudas de chá trazidas pelo avô no miolo de pão.
O Chá
É uma bebida popular, natural e extremamente saudável. Ele é difundido no mundo inteiro. Aqui no Brasil o consumo de chá ainda é muito pequeno , mas ele é muito consumido no mundo inteiro. Ele é um produto da industrialização das folhas da planta Camellia Simensis , essa planta é originária da China. Ela não tem nada a ver com o chá mate, chá de erva cidreira, chá de hortelã, chá de camomila. Não tem nada a ver. Esse é o verdadeiro chá. Por exemplo, o chá mate que é mais consumido é de uma planta originária do Sul do país chamada Ilex paraguariensis e o chá tostado, o chá queimado como nós chamamos o consumo é próximo ao consumo do chá preto. Mas elas não têm a ver. É um outro consumo,uma outra bebida. A partir dessa planta Camellia simensis pode ser feito o chá preto ou o chá verde. O chá preto é mais conhecido como o chá que os ingleses tomam, é mais ocidentalizado e a diferença é que o chá preto é fermentado. O chá verde é mais do consumo dos orientais. E que agora está sendo descoberto os benefícios que ele faz na saúde humana do consumo do chá verde aqui no ocidente então seu consumo tem aumentado. O chá foi trazido ao Brasil pelos colonizadores portugueses mais precisamente por Dom João VI no início do século XVIIII, mas foi trazido como intuito de ornamentar jardins, Não era explorado comercialmente. A exploração do chá começou no início da década de 20.
A HISTÓRIA DA FAMÍLIA OKAMOTO
A imigração no Brasil se iniciou em 1908. E a colonização japonesa se iniciou aqui na nossa região em 1913. E Torazo Okamoto veio em 1919. Ele era técnico de chá no Japão. Ele não veio pra trabalhar com chá. Porque ele nunca imaginou que do outro lado do mundo ele pudesse trabalhar com chá. Ele trabalhou na agricultura como todos os imigrantes daquela época. Começou produzindo arroz, cana de açúcar como todos os imigrantes. Depois de dois anos sem sucesso, e essa região não tem nada a ver com aquela época que era sem recursos, mata virgem e então Ele ficou sabendo que existiam algumas plantas parecidas com o chá foram trazidas por esses colonos portugueses e essas plantas estavam no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e no Viaduto do Chá em São Paulo. E ele trouxe algumas sementes dessas que existiam no Brasil e começou a plantar nessa região. Em 1925 ele produziu alguns quilos de chá verde de forma artesanal no processo manual. Em 1928 ele começou a produzir também pelo processo manual alguns quilos de chá preto. Como ele não estava conseguindo uma qualidade desejada. Em busca da melhor qualidade ele retornou ao Japão em 1935 onde adquiriu algumas máquinas bem rústicas, máquinas de madeira ainda de industrialização do chá. E no retorno da viagem de navio tinha uma parada no Sri-Lanka, que é um país no sul da Índia onde conseguiu 100 sementes da espécie Assâmica, colocou no miolo de um pão, onde mostrou para um carregador de malas. Dentro do navio ele as semeou e germinaram 60 que existem até hoje e originaram todos os chazais do Vale do Ribeira.
O CHÁ RIBEIRA
São os únicos produtores que detém marca no mercado interno. O nome da marca foi dado em homenagem ao Rio Ribeira de Iguape.
Fonte Site http://drfabiobarreto.vilabol.uol.com.br/

A História da plantação do Junco no Vale do Ribeira
Entre os colonos que aportaram em Registro, um deles chegou em 1933, trazendo na bagagem uma pequena muda de junco, tradição da agricultura do Japão. Shigeru Yoshimura se mudou com a família para a cidade buscando semelhança com sua terra natal no que se refere ao clima: verão quente e úmido e presença de várzeas, esperando com isso levar adiante a tradição agrícola.
Ele trouxe a planta escondida em sua bagagem. Yoshimura plantou o junco e cuidou dele por três anos, até que começasse a brotar. Quando conseguiu boa quantidade de produção, o imigrante distribuiu mudas aos colonos da região, para a multiplicação do trabalho.
Desde então, e ao longo desses mais de 70 anos, o junco vem sendo cultivado no Vale do Ribeira e, por muitos anos, os produtos derivados dele eram valorizados e traziam prosperidade aos produtores.
O junco gosta de várzeas alagadiças e calor úmido. Em Registro, encontrou as condições ideais para crescer. No Brasil todo, o junco se desenvolve apenas em Registro e Sete Barras.
Quando atinge a altura de 1,15 metros, o junco é colhido, partido ao meio ainda verde e colocado para secar ao sol. Cada dez quilos do produto verde, rende um quilo de junco seco. No verão, o tempo de secagem é de dois dias e meio. Já no inverno demora um pouco mais para ficar no ponto de tecer.

Em meados de 1960, Osvaldo Mamoru Yoshimoto, então com 15 anos de idade, iniciou as atividades da fábrica com a plantação do primeiro juncal com a ajuda de seu pai, Hajime Yoshimoto, nessa época a fábrica se resumia a um pequeno galpão e dois teares manuais.
Em 1969 chegou o primeiro tear automático importado do Japão, posteriormente foram importados mais cinco e ainda outros quatro de antigos fabricantes, sendo que hoje estão em atividade sete teares.
Com a chegada dos teares automáticos a produção aumentou e a fábrica passou para um prédio maior em 1973, onde está até hoje. Isto possibilitou a fabricação de outros artefatos, além da esteira como sacolas, jogos americanos, porta-copos, além do tradicional chinelo de palha com solado de borracha, hoje, muito conhecido pelos que visitam a cidade de Registro e todo o litoral Sul e Sudeste. 
Sacolas de praia com esteira dobrável
Atualmente a esteira também é usada na decoração de ambientes como revestimentos em pisos e paredes.
Aliando anos de tradição e qualidade a Yoshimoto alcançou o respeito e a satisfação de seus clientes. As maiores vendas ocorrem de outubro a março e essa é uma das dificuldades da comercialização é a sazonalidade (relação praia/esteira) O projeto feito conjuntamente com a Aciar visa novos produtos de junco para resolverem esse problema

Município de Iguape ganhou o prêmio de melhor arroz do mundo
O município de Iguape ganhou o prêmio de melhor arroz do mundo em Gênova, Itália no ano de 1916. Na época o arroz de Iguape equivalia ao arroz plantado em todo o Vale do Ribeira.
O Vale do Ribeira é o maior produtor nacional de arroz moti.
O bolinho de arroz moti está envolvido em muitas tradições e crenças de boa sorte, é feito em ocasiões festivas, principalmente na véspera de Ano Novo. Diz a tradição que consumi-lo no primeiro dia do ano costuma trazer sorte, fartura e longevidade. Desde tempos antigos, os japoneses, historicamente um povo agrícola, tinham o costume de rogar às divindades boas colheitas de seus principais cereais, (dentre eles o arroz), no início de cada ano e os antigos acreditavam que o fato de comer moti unia os espíritos dos cereais e dos homens e o fato de várias pessoas se revezam para bater o Moti (Moti Tsuki), simboliza também o esforço de todos para que consigam a boa sorte.
A falta de hábito em comer bolinhos de arroz moti costuma provocar engasgamentos, pois é muito glutinoso.
A combinação de motis coloridos e outros doces que encontramos à venda nas lojas de produtos japoneses representa “a alegria sempre presente na vida, em cada dia do ano, como se fosse Dia de Ano Novo”. Nas tradições antigas existiam regras na arrumação dos pratos – de doces ou de outros, dependendo da ocasião: em festividades, um visual colorido e ‘expansivo’; e nas missas, um visual mais sóbrio. Incluía-se também a escolha das estampas de louças de acordo com as estações do ano, assim como as roupas. Mas, isso já é outra história.
Para preparar o Moti artesanalmente, o arroz é colocado de molho, moído e cozido no vapor. Depois é colocado num pilão (Ussu) e amassado com uma marreta de madeira (Kinê) esse método tradicional reúne muitas pessoas em torno do pilão e cada uma bate algumas vezes, simbolizando a união, tanto no plantio, na colheita como no convívio.
Sempre presente na mesa do brasileiro, o arroz nosso de cada dia tem um consumo anual - o terceiro mais elevado na América Latina - entre 45 a 50 quilos por habitante o que sintetiza a sua importância na agricultura. É cultivado em todos os estados.

História do KKKK - A Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha, empresa com sede no Japão, foi autorizada a funcionar no Brasil em 1918 e teve papel fundamental para o desenvolvimento da colônia. Em 1922, a empresa inaugurou nas margens do Ribeira, no centro velho de Registro, um bloco de quatro armazéns com área construída de 3.100 metros quadrados em estilo arquitetônico inglês. Ali funcionaram os serviços de assessoria e de infra-estrutura para escoamento da produção agrícola da colônia.
Reconhecido como patrimônio cultural do Estado de São Paulo, o prédio da KKKK foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condhepaat) em 1987,tornando-se utilidade pública, destinado à instalação de um centro cultural.
Mesmo enfrentando muitas dificuldades, os imigrantes conseguiram fazer a terra frutificar, abriram estradas e promoveram o desenvolvimento da região. Eles trouxeram o chá preto para Registro-sp
O acervo do Museu da Imigração Japonesa já conta com cerca de 50 peças catalogadas. O material é proveniente de doações feitas pela própria colônia, que reuniu roupas, utensílios, ferramentas agrícolas e documentos históricos que registram a presença dos primeiros imigrantes japoneses. Além da contribuição com o acervo, a Associação Cultural Nipo-Brasileira, também se mobilizou para viabilizar a conclusão da obra.

Situado à margem do Rio Ribeira de Iguape, o KKKK está pronto para abrigar o mais novo Centro de Formação Continuada de Gestores da Secretaria de Estado da Educação - CENFORGEST. A restauração do KKKK é apenas uma parte do audacioso Projeto Parque Beira Rio, onde pretende-se reurbanizar a área em torno do leito do rio, entre a Rodovia Régis Bittencourt - BR 116 até a Ponte da Ferroban, oferecendo um verdadeiro complexo destinado a realização de atividades esportivas e de lazer. Dentro de uma área arborizada, e com 150 mil metros quadrados, serão construídos playground, pistas para jogging, ciclovias, pavilhão coberto para a realização de festas, shows e exposições, além de quadras de futebol society, entre outros. Está previsto, que toda a vegetação natural de mata ciliar será revigorada, além de abrigar uma pequena floresta de paus-mastro. "A idéia é integrar o rio à cidade. Com tudo isso, o município desenvolverá não só o potencial cultural, social e esportivo, mas também estará investindo seguramente no turismo".

Receita de Yakissoba
Ingredientes
800 gr macarrão de yakissoba
03 cubos de caldo de carne
óleo de gergelim torrado
150 ml de shoyu
1 1/2 de água
3 colheres de amido de milho
1 cenoura grande
1 pimentão
1 cebola
champignon
acelga
brócolis
couve flor
salsão
vagem
repolho
frango
carne
camarão
Modo de Preparo
Separe todas as verduras e coloque para cozinhar (se for a vapor melhor)separe.
Em uma panela grande coloque 1 1/2 de água, 3 colheres de oleo de gergelim torrado, 150 ml de shoyu, 3 cubos de caldo de carne, 3 colheres de amido de milho dissolvidos em uma xícara com água.
Coloque para ferver mexendo sempre.
Refogue a carne, o frango e o camarão em panelas separadas (tempero a gosto).
junte com o molho preparado os legumes, a carne o frango e o camarão deixe ferver. separe!
Quando tudo estiver preparado coloque o macarrão de yakissoba para cozinhar.
Escorra o macarrão e deixe esfriar.
Pegar uma panela grande ou uma forma e coloque no fogão em fogo baixo com mais 3 a 5 colheres de óleo de gergelim torrado vai colocando o macarrão para fritar mexendo sempre, até que você perceba que todo macarrão se misturou.
Desligue o fogo coloque-o em uma travessa por cima coloque o molho…
Sirva-se e bom apetite

Naruhito celebra 100 anos da imigração japonesa no País
O Banco Central lança na quarta-feira uma moeda comemorativa em homenagem ao centenário
da Redação - estadao.com.br
SÃO PAULO - Está prevista para o fim da tarde desta terça-feira, 17, a chegada do príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, a Brasília. Ele será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fará parte de uma cerimônia oficial, no Congresso Nacional, para lembrar os 100 anos da imigração japonesa. Também vai se encontrar com representantes das associações japonesas de todo o País.
"A visita de Sua Alteza Imperial será uma oportunidade para homenagear os japoneses que vieram para cá, agradecer a acolhida dos brasileiros e, ao mesmo tempo, fortalecer o intercâmbio comercial entre o Brasil e o Japão", festejou o embaixador Ken Shimanouchi.
Naruhito, de 48 anos, filho mais velho do imperador Akihito, vai prestigiar as comemorações dos 100 anos da imigração. Ontem, ele saiu do aeroporto de Haneda, perto de Tóquio, e desembarcou em Nova York, para seguir ao Brasil. Será a segunda viagem do príncipe ao País, onde já esteve em 1982.
Na quinta-feira, Naruhito começa a cumprir uma extensa agenda de compromissos a partir de São Paulo. No sábado, dia 21, vai a Santos, onde chegou em 18 de junho de 1908 o navio Kasato Maru, com o primeiro grupo de japoneses. O príncipe japonês deve visitar ainda o Paraná, Minas e Rio de Janeiro.
Moeda
O Banco Central lança amanhã uma moeda comemorativa em homenagem ao centenário da imigração japonesa. Serão lançadas inicialmente 2 mil unidades que têm em uma das faces a reprodução da imagem do navio Kasato Maru. Do outro lado, a moeda traz a imagem de uma descendente trabalhando na colheita de caqui, fruto introduzido no País pelos japoneses. Destinada a colecionadores, a moeda não tem valor corrente e será vendida por R$ 24 nas sedes regionais do BC ou no Banco do Brasil.
Brasil e Japão criam moedas

A moeda comemorativa do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil
Denominação: 2 reais
Material: cuproníquel
Diâmetro: 30 mm
Peso: 10,17 g
Tiragem inicial: 2 mil moedas
Tiragem máxima: 10 mil moedas
Brasil e Japão criam moedas
Tanto o governo japonês quanto o brasileiro já têm as datas para o lançamento das moedas comemorativas do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
O ex-ministro das Finanças no Japão, Koji Omi, já tinha anunciado há dez meses a criação da moeda de 500 ienes para homenagear os 100 anos de imigração dos japoneses ao Brasil. No Japão, a expectativa é de que a moeda esteja disponível a partir do mês de março. Ela traz uma representação do monumento aos imigrantes japoneses instalados em Santos e de ramos de cerejeira e café entrelaçados.
Agora foi a vez de o Banco Central confirmar a cunhagem da moeda comemorativa também no Brasil. Por aqui, a moeda terá a inscrição de R$ 2, com tiragem inicial de 2 mil peças ao custo de R$ 20 cada. De um lado a moeda traz o desenho de uma camponesa colhendo caquis - um dos elementos difundido no Brasil pelos japoneses - e do outro o navio Kasato Maru.

Navio Kasato Maru no porto de Santos. Cartão Postal da Coleção Laire Giraud.
Na alvorada do dia 18 de Junho de 1908, quando o sol nascia, atracava no porto, entre os armazéns treze e quatorze, o navio Kasato Maru. Assim, dava-se início a uma história sobre a relação de duas distintas nações, Brasil e Japão.
A bordo do Kasato Maru vinham 781 japoneses, junto com a esperança de prosperar em terras brasileiras, porém a realidade era bem diferente. Segundo relatos dos primeiros imigrantes vindos da terra do sol nascente, a vinda ao Brasil fora carregada da promessa de ascensão econômica para essas famílias. Famílias que esperavam enriquecer em pouco tempo aqui no Brasil para depois regressarem à sua pátria.
No início do século XX havia uma forte divulgação das oportunidades oferecidas nas lavouras de café, que pareciam promissoras. De acordo com fontes históricas, a situação econômica no Japão era decadente no começo do século XX e o próprio governo incentivou a emigração para o Brasil, que por sua vez, necessitava de mão-de-obra (assalariada, mas de baixo custo) para as fazendas de café.
Fonte Site http://www.portogente.com.br/mardesonhos/historia.php

Festa Japonesa "Bom Odori" Cidade Registro-SP


Tooro Nagashi na Cidade de Registro-SP
O evento, da Associação Nipo-Brasileira de Registro, com apoio da Prefeitura Municipal de Registro é realizado em homenagem aos mortos vítimas do Rio Ribeira de Iguape e é um culto ecumênico com pequenos barquinhos iluminados por velas coloridas, feitos artesanalmente e soltos no rio.
Originalmente, consistia de um ritual budista em homenagem às vítimas das bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre as cidades japonesas de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945) e Nagasaki, em 9 de agosto de 1945.
Tooru significa lanterna de papel; Nagashi, levar-se pelo vento. Ao soltarem os barquinhos, os participantes da cerimônia iluminam o caminho dos espíritos e fazem pedidos de paz.

Plantação de Chá na Cidade de Registro-sp no vale do ribeira.