Curiosidades do Vale do Ribeira e Suas Cidades

Este blog tem por finalidade mostrar as belezas naturais do Vale do Ribeira ,suas Histórias,curiosidades,lendas ,culinaria e suas Cidades : Registro-sp , Sete Barras , Eldorado ,Jacupiranga , Cajati, Pariquera-açu, Iporanga, Ribeira, Iguape etc….

28.10.09

Cananéia sedia o I Fórum Regional de Meio Ambiente do Vale do Ribeira

Será realizado no próximo dia 30, na cidade de Cananéia, o I Fórum Regional de Meio Ambiente do Vale do Ribeira. A iniciativa é do Sub-grupo G-7 do Município Verdeazul, composto pelas Prefeituras de Cananéia, Cajati, Pariquera-Açú, Iguape, Iporanga, Jacupiranga e Barra do Turvo.

Durante o evento os municípios irão expor as ações e projetos ambientais que pretendem executar ao longo de suas gestões e o que já está sendo feito. De acordo com a organização, o objetivo do Fórum é a criação de uma estrutura ambiental regional que seja deliberativa, consultiva e executora de todos os parâmetros ambientais da região do Vale do Ribeira. Uma espécie de consórcio intermunicipal entre prefeitos e uma câmara técnica que discuta, estude, organize e amplie a atuação dos departamentos de meio ambiente das Prefeituras, avançando para que a pauta “Meio Ambiente” se torne prioridade nos municípios.

Já foi confirmada a presença do Diretor Executivo do Município Verdeazul o senhor José Walter e do Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado do Meio Ambiente o senhor Ubirajra Guimaraes. A organização ainda espera a confirmação do Secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Francisco Graziano Neto. Todos os Prefeitos Municipais do Vale do Ribeira também estão sendo convidados.

Resumo:

I Fórum Regional de Meio Ambiente do Vale do Ribeira

Data: 30 de Outubro de 2009

Horário: a partir das 13h00

Local: Centro Comunitário de Cananéia

Rua: Paulo Phorfírio Paiva, Centro – Cananéia/SP

convite forum meio ambiente copy

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24.10.09

Meio Ambiente aprova medida para proteger o palmiteiro Juçara

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou nesta quarta-feira (21) medida que estabelece critérios para a exploração do palmiteiro Juçara (Euterpe edulis) na Mata Atlântica. O texto aprovado foi o substitutivo do deputado Gervásio Silva (PSDB-SC) ao Projeto de Lei 2831/08, do deputado falecido Max Rosenmann.

 

Gilberto Nascimento

Foto: Gervásio Silva: proteção do palmiteiro Juçara é fundamental para a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica.

Em sua proposta, Gervásio Silva estabelece que a exploração desse tipo de palmito em florestas nativas na Mata Atlântica somente será autorizada se for apresentado plano de manejo com os critérios que determina. O texto define que só podem ser cortadas palmeiras com diâmetro à altura de peito de nove centímetros ou mais.

O responsável pela exploração também deverá manter banco com, no mínimo, 2,5 mil mudas por hectare. Sempre que a regeneração natural da espécie for insuficiente, deve ocorrer o plantio de mudas ou sementes. Além disso, deve-se manter pelo menos 50 palmiteiros em fase de frutificação por hectare, dispersos pela área de exploração.

O texto também estabelece os procedimentos para o interessado requerer a autorização para explorar o palmiteiro Juçara, de acordo com o tamanho da propriedade e a quantidade a ser retirada.

Exploração eventual, sem propósito comercial, de espécies nativas pode ser feita sem autorização, conforme prevê o texto.

Original
O projeto original determina apenas que o corte seletivo do palmiteiro deve ocorre mediante plano de manejo sustentável e exclusivamente em áreas que apresentem estoques necessários para a perpetuação da espécie. Não prevê, no entanto, os critérios do plano, que é remetido para regulamentação posterior da lei.

A proposta especifica apenas que a exploração do palmiteiro só será permitida em propriedades que mantenham, no mínimo, 20% da cobertura florestal nativa e que respeitem as áreas de preservação permanente (APP).

Biodiversidade
Gervásio Silva considera a proteção do palmiteiro Juçara fundamental para a preservação da biodiversidade da Mata Atlântica. Segundo ele, essa espécie frutifica de forma abundante na época de seca e, por isso, representa "importante fonte de alimento para a fauna nativa".

O relator explica ainda que esse tipo de palmito distribui-se do Sul da Bahia até o Rio Grande do Sul. Devido à exploração descontrolada, entretanto, hoje, conforme relata, "populações mais densas são encontradas apenas no Vale do Ribeira, nos estados de São Paulo e Paraná".

Tramitação
A proposta, que já foi aprovada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, segue para análise, em caráter conclusivo, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

* Matéria atualizada no dia 23/10

Íntegra da proposta:
- PL-2831/2008
 

Fonte :Site Portal da Camara dos Deputados

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14.10.09

Registro ganha mais um ponto de coleta de óleo de fritura

Foto: Comandante do 14º BPM/I, Tenente Coronel PM Geraldo Felismino dos Santos, estreia o ponto de coleta de óleo instalado no quartel

 

Programa de Reciclagem de Óleo da Sabesp mantém 24 pontos de coleta no Vale do Ribeira

O Quartel do 14º Batalhão da Polícia Militar, em Registro, acaba de implantar um ecoponto do Programa de Reciclagem de Óleo de Fritura da Sabesp (Prol). Com mais este, a cidade agora tem seis locais onde os moradores podem entregar o óleo de fritura usado em suas casas.

Todo o óleo entregue nos ecopontos do Prol/Sabesp é destinado ao Cidadão Catador – associação de catadores de recicláveis – e encaminhado à produção de biodiesel, após passar por beneficiamento em Sorocaba.

Quando despejado no ralo da pia ou no lixo, o óleo que sobra das frituras contamina rios, mar, solo e lençóis freáticos. Um único litro é suficiente para poluir 25 mil de litros de água.

A solução é a reciclagem. Quem encaminha o óleo usado para reaproveitamento em outros tipos de usos evita a poluição, promove geração de renda e ainda colabora com a produção de biodiesel.

É bem fácil. Basta colocar o óleo em garrafa plástica (pet) e entregá-la em um ponto de coleta do Prol/Sabesp. As garrafas também são recicladas.

Atualmente, o Prol mantém 24 pontos de coleta de óleo em todo o Vale do Ribeira. Seis deles estão em Registro, onde o programa é desenvolvido em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Cidadania do Vale do Ribeira (Idesc), a Prefeitura e a Associação Comercial (Aciar).

O mais novo ecoponto de Registro, no quartel, foi instalado no dia 8 de outubro, durante evento comemorativo ao Dia das Crianças, promovido pela PM e a Sabesp, com apoio do Lions Clube de Registro, Aciar, Rede Graal e Cecred.

Anote os endereços dos pontos de coleta de óleo em Registro:

- Sede do Cidadão Catador, Rua Chile, nº 48, Vila Ribeirópolis (Pedreira);

- Agência de Atendimento da Sabesp, Avenida Prefeito Jonas Banks Leite, 400, centro;

- Sede da Unidade Vale do Ribeira da Sabesp, Rua Professor Antônio Fernandes, 155, Vila Tupi;

- Departamento Municipal do Bem Estar Social, à Rua São Francisco Xavier, 165, centro;

- Sede da Autopista Régis Bittencourt, Rodovia SP-139 (Registro – Sete Barras, 266, Jardim São Nicolau, e

- Quartel do 14º BPM/I, Avenida Presidente Castelo Branco, 2.179, Vila Ribeirópolis.

Nas demais cidades da região, há ecopontos do Prol em todas as agências de atendimento da Sabesp.

 

Fonte : Mônica Nogueira Lima
             Comunicação Sabesp

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8.10.09

Como superar as restrições e ampliar o mercado do palmito de pupunha?

A pupunheira (Bactris Gasipaes H.B.K.) é uma palmeira que se constitui como alternativa para a produção de palmito tendo a vantagem de ser explorada em plantios organizados. O palmito é basicamente uma iguaria do Brasil, que responde por cerca de 85% da produção mundial, não dominando, contudo, as exportações. A principal causa da perda desta liderança é a falta de qualidade do produto brasileiro. As exportações já foram da ordem de US$ 40 milhões de dólares, situando-se hoje em torno de US$ 7 a 8 milhões anuais.

Atualmente, a indústria de alimentos ainda concentra-se na produção de palmito em salmoura. Entretanto, o palmito de pupunha minimamente processado, ou seja, pronto para consumo in natura e sem tratamento térmico é uma alternativa viável que vêem crescendo no mercado consumidor. O tolete do palmito de pupunha é a parte mais nobre da palmeira e que apresenta um preço médio entre R$ 22 e R$ 25 o quilo quando comercializado na forma de minimamente processado.

Entretanto, a tecnologia empregada é rudimentar e ineficiente, fazendo com que o tempo de vida útil deste produto seja muito curto, com perdas consideráveis nos locais de comercialização. Desta maneira, os produtores de palmito de pupunha minimamente processado não conseguem comercializar o produto para regiões distantes dos locais de produção. Além disso, as embalagens de comercialização são inadequadas e incipientes, aumentando ainda as perdas do produto.

A Embrapa Agroindústria de Alimentos definiu um fluxograma de processamento mínimo para obtenção de produto minimamente processado dentro do que atende aos requisitos básicos de qualidade e segurança alimentar.

No processamento, o palmito recebe uma solução filmogênica comestível (revestimento comestível). O filme foi desenvolvido à base de um polímero natural (gelatina) que tem a função de prolongar a vida útil do tolete de palmito de pupunha minimamente processado e assegurar a sua qualidade. Foram realizados testes sensoriais com consumidores que indicaram não haver alterações significativas no sabor, textura e aparência do produto.

Nesta pesquisa, a parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia permitiu o desenvolvimento de uma embalagem específica para comercialização de palmito de pupunha minimamente processado. Ela garante praticidade, proteção e está apta a ser a primeira vitrine expositiva do produto. A embalagem foi desenvolvida com um cartão tríplex ecologicamente correto e biodegradável.

Desta forma, o novo fluxograma, a aplicação da solução filmogênica e a embalagem adequada às características do produto fizeram com que houvesse ganho na vida útil, na qualidade e na segurança do produto de 5 para 22 dias.

A extensão do tempo de prateleira permite que o produto seja comercializado em locais distantes da produção agroindustrial e até mesmo exportado via aérea, uma vez que o valor agregado é alto. Portanto, o uso destas tecnologias propicia aos produtores e às agroindústrias novas perspectivas de mercado tanto no Brasil e como no exterior.

De: Antonio Gomes Soares (agomes@ctaa.embrapa.br)
Pesquisador da EMBRAPA Agroindústria de Alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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7.10.09

Juquiá onde a lei de proteção ao meio ambiente ainda não chegou.

Juquiá vale do ribeira aonde a lei de proteção ainda não chegou

Capa

  O vale do ribeira é uma das regiões mais preservada do estado de São Paulo, mas vem sendo ameaçada ainda mais devido ao desemprego na região,por falta de competência política.Como meio de sobrevivência muitos sobrevivem da prática ilegal de retirada de palmito,e madeira,o qual cresce a cada dia mais  com o investimento dos empresário da região no cultivo do pupunha espécie de palmito comercial que é usado para dispersar a atenção dos fiscais que atuam na região contra a extração de palmito.Durante as filmagens que fizemos em Juquiá não vimos nem uma viatura da policia florestal,o que deixa livre a atuação dos que retiram palmitos na região do vale do ribeira.Logo na chegada a Juquiá encontramos pessoas comentando sobre compradores de palmito,e locais onde é feito o cozimento,o que deixa logo de inicio claro  que a fiscalização não tem empenho em proteger o pouco que resta de plantas e espécies em extinção naquela região.O palmito pupunha é cultivado em grade parte das fazendas que antes ofereciam empregos aos moradores. Por ter preço inferior ao Jussara palmito nativo de nossas matas, muitos usam selos e embalagens do pupunha que é regulamentado para transportar o Jussara retirado ilegalmente por verdadeiras quadrilhas que usam técnicas de criminosos para destruir o pouco que resta na natureza.  

A VIDA DO PALMITO

Na Floresta Tropical existem diversos tipos de palmeiras. Por exemplo, na Amazônia temos o Açai e na Mata Atlântica o Palmito Juçara.
Na Mata Atlântica, o Palmito Juçara é considerado uma espécie de grande importância para a sobrevivência de algumas espécies da fauna.

A IMPORTÂNCIA DO PALMITO

 Sem Título-5mn A preservação do Palmito Juçara está diretamente ligada à manutenção da Biodiversidade da Mata Atlântica, uma vez que sua semente e seu fruto servem de alimento para diversos animais.
A importância da preservação da espécie também está relacionada ao período de sua frutificação. Trata-se de uma palmeira extremamente produtiva com um longo período de frutificação, cujos frutos alimentam os mamíferos e aves num período crítico como é o início da estação seca.
Por ocorrer no inverno, quando a maioria das outras árvores está sob estresse hídrico devido ao período seco, é um alimento fundamental na mata.
É importante salientar que os animais não se alimentam exclusivamente dos frutos do Palmito. E estudos realizados, apontam o Palmito como um alimento de alto teor nutricional.
Além disso, o Palmito Juçara serve de alimento para o homem e suas palmeiras fornecem frutos, açucar, óleo, cera, fibras, material para construções rústicas, matéria-prima para a produção de celulose, entre outros.É importante observar que as aves e os animais que se alimentam dos frutos da palmeira, em geral, são responsáveis pela dispersão natural de novas mudas em meio à floresta, contribuindo para a renovação natural da mata.

EXPLORAÇÃO PREDATÓRIA

 Sem Título-err O Palmito Juçara, antes abundante em toda a Mata Atlântica, hoje, devido a intensa exploração está cada vez mais raro, e é encontrado em maior quantidade somente no Vale do Ribeira, Estado de Santa Catarina e Paraná.
O Vale do Ribeira, que abriga a maior parcela contínua de Mata Atlântica do país, é uma das regiões mais pobres do Estado de São Paulo. Como resultado, a extração de seus recursos naturais acaba sendo uma das poucas opções econômicas da população local.
Estima-se que pelo menos 43 toneladas de Palmito são retirados anualmente no Estado de São Paulo.
Esses números foram estimados baseados em dados de Palmitos confiscados e informações de “Palmiteiros”.
No Vale do Ribeira cerca de 29 toneladas são extraídos ilegalmente por ano, ou uma área de pelo menos 227 ha/ano.
A exploração do Palmito na Mata Atlântica é uma história de excessos, com a eliminação total de palmeiras adultas e jovens, em matas particulares e inúmeros casos de roubos e depredação do recurso, em parques e reservas florestais.
Com a exploração predatória do Palmito, as plantas são, na maioria das vezes, extraídas da floresta nativa antes da frutificação. Não havendo a produção de sementes, que servem de alimento para diversos animais, sua disserminação e recomposição são prejudicados.É importante observar que uma palmeira pode produzir aproximadamente 8 kg de frutos por ano, a partir do 7º ano. Considerando uma produção até o 20º ano, essa palmeira produzirá mais de 100 Kilos de alimentos para os animais, contra 300 gramas de Palmito obtidos uma única vez, para a alimentação humana.

A ILEGALIDADE

 Sem Título-4kj Predatória do ponto de vista social, econômico e ecológico, a exploração clandestina de Palmito não encontra muitas barreiras no país. A facilidade de extração e comercialização, o descaso do governo, o excesso de exigências para a exploração sustentável e a corrupção dos Orgãos fiscalizadores são apontados como os principais responsáveis pela perpetuação da clandestinidade.
Hoje infelizmente, todas as etapas do ciclo de vida do Palmito, desde a extração, passando pelas várias etapas do comércio, até chegar ao consumidor final, estão permeadas por ilegalidades.
Por ser extraído de maneira ilegal, 95% do Palmito é industrializado em regime de clandestinidade (obviamente sem pagar impostos) e sem as mínimas condições de higiêne, o que provoca outro problema sério: riscos reais para a saúde do consumidor.
Além disso, é uma atividade socialmente espúria, porque os trabalhadores (”Palmiteiros”) são explorados e se transformam em ladrões.
Nas Cidades do Vale do Ribeira estima-se que um terço da população masculina corte Palmito ilegalmente. E o quadro apresentado na região é de desequilibrio ambiental com o “Roubo” disseminado do Palmito em propriedades rurais e parques estaduais.
Tradicionalmente a exploração do  Palmito juçara é uma importante fonte de renda para centenas de famílias da zona rural.
Em todo lugar, o Palmito sempre foi muito explorado, devido ao seu alto valor. Agora corre o risco de desaparecer da floresta por causa da exploração clandestina e descontrolada.

O IMPACTO

As palmeiras são consideradas espécies-chave na floresta, por sua importância estratégica na cadeia alimentar. A retirada indiscriminada de palmeiras promove a redução da oferta de alimentos para a fauna, a incapacidade de auto-reprodução da própria espécies, o empobrecimento do ecossistema e a redução da biodiversidade, gerando novos ciclos negativos.
Sem o Palmito Juçara várias espécies de animais podem desaparecer. Em alguns locais onde o Palmito foi dizimado já podemos notar a ausência da Fauna.O impacto que o Palmito extraído das nossas florestas traz ao meio ambiente é imenso, pois leva a delapidação das nossas reservas naturais. Essas palmeiras não vêm sendo plantadas no mesmo ritmo em que são exploradas. No caso específico da Juçara, palmeira de estipe único, seu corte leva à destruição da planta.
É feito de forma irracional, derrubando todas as palmeiras de uma determinada área, sem obedecer um plano de manejo sustentado, levando à extinção da espécie, o que já é uma triste realidade para as reservas de Juçara da Mata Atlântica.

A PRODUÇÃO

No Brasil, aproximadamente 97% dos Palmitos em conserva são provenientes da Mata Atlântica e Floresta Amazônica, que em sua maioria são obtidos de forma ilegal e sem qualquer controle de qualidade e preocupação com o meio ambiente.
Os 3% restantes referem-se ao Palmito Cultivado, ou seja, um Palmito que é cultivado em  grande escala da mesma forma que outras culturas como a laranja, o café, a banana etc.
Estimando um consumo de 70.000 toneladas métricas e considerando que 97% do Palmito comercializado é extrativo, são derrubadas 400 milhões de palmeiras/ano só no Brasil. Mesmo com apenas 3% do mercado, o Palmito cultivado já é responsável pela preservação de 10 milhões de palmeiras, uma vez que produz Palmito no regime de cultivo.
O cultivo da Palmeira Pupunha garante assim a proteção às florestas e demais formas de vegetação existentes no território nacional, bens de interesse comum a todos os cidadãos brasileiros.

Fonte : Portal do Circuito

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2.10.09

Seminário em Registro discute qualidade das águas do Ribeira

Com a presença de especialistas e pesquisadores dos estados de São Paulo e Paraná, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-Rb) realiza em Registro, na próxima quarta-feira, 7 de outubro, o 4º Seminário da Águas do Ribeira de Iguape.

Durante todo o dia, palestrantes vão abordar questões relacionadas à qualidade dos recursos hídricos da bacia do Ribeira e apresentar conclusões de estudos realizados em rios e águas subterrâneas da região.

Aberto ao público interessado, o evento será realizado das 8h30 às 16h, no anfiteatro do Centro de Educação e Cultura KKKK, à rua Miguel Aby Azar, 53, e contará com oito palestras, além de explanação sobre histórico e objetivos do seminário, e finalização com síntese dos trabalhos, conclusões e propostas.

A entrada é grátis e os participantes terão direito a certificado.

O Seminário da Qualidade das Águas do Ribeira acontece a cada dois anos, por iniciativa da Câmara Técnica de Saneamento do CBH-Rb, com apoio do DAEE e da Sabesp. 
 
 

Programação: 
 

8h30 - Inscrições e credenciamento dos participantes. 
 

9h00 - Histórico e Objetivos do Seminário - Arlei Benedito Macedo (Instituto de Geociências USP). 
 

9h30 - O lixo no Vale do Ribeira - Sidney Maia de Barcelos (Cetesb). 
 

10h00 - Instrumentos de recursos hídricos e qualidade das águas - Rosa Maria de Oliveira Machado Mancini (Coordenadoria de Recursos Hídricos – CRHi). 
 

10h45 - Qualidade da água subterrânea utilizada para abastecimento público no Vale do Ribeira - Maria Aparecida Faustino Pires (IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares). 
 

11h15 - A ISO 14.001 no saneamento - Wanderley da Silva Paganini (Sabesp). 
 

11h45 - Estudos dos sistemas naturais e artificiais redutores de cargas poluidoras para a sustentabilidade dos recursos hídricos do Baixo Ribeira de Iguape - Adriana Cristina Poli Miwa (Escola de Engenharia de São Carlos USP). 
 

14h00 - Características meteorológicas e hidrometeorológicas do CBH-Rb e flutuações climáticas - Orivaldo Brunini (Fundag - Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola).  
 

14h30 - Efeitos do Rio Ribeira de Iguape na qualidade da água da região estuarina - Sônia Maria Flores Gianesella (Instituto Oceanográfico USP) 
 

15h00 - A gestão de recursos hídricos do Paraná / O plano de bacia do Alto Iguaçu e afluentes do Alto Ribeira - Eneas Souza Machado e Emilio Trevisan (Suderhsa – PR). 
 

15h30 - Síntese dos trabalhos do seminário, conclusões e propostas - Arlei Benedito Macedo.

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28.9.09

Qualidade das águas do Ribeira é tema de seminário em Registro no dia 7/10

Foto : Rio Ribeira em Registro de Sesary de Oliveira.

Especialistas e pesquisadores dos estados de São Paulo e Paraná reúnem-se em Registro, no próximo dia 7 de outubro, para falar sobre a qualidade das águas da bacia do Ribeira e as conclusões de estudos realizados em rios e águas subterrâneas da região. Eles estarão no 4º Seminário da Águas do Ribeira de Iguape, promovido pela Câmara Técnica de Saneamento do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH-Rb), com apoio da Sabesp.

Aberto a todos os interessados, o evento será realizado das 8h30 às 16h, no anfiteatro do Centro de Educação e Cultura KKKK, à rua Miguel Aby Azar, 53, e contará com oito palestras, além de explanação sobre histórico e objetivos do seminário, e finalização com síntese dos trabalhos, conclusões e propostas.

A entrada é grátis e os participantes terão direito a certificado.

Programação:

8h30 - Inscrições e credenciamento dos participantes.

9h00 - Histórico e Objetivos do Seminário - Arlei Benedito Macedo (Instituto de Geociências USP).

9h30 - O lixo no Vale do Ribeira - Sidney Maia de Barcelos (Cetesb).

10h00 - Instrumentos de recursos hídricos e qualidade das águas - Rosa Maria de Oliveira Machado Mancini (Coordenadoria de Recursos Hídricos – CRHi).

10h45 - Qualidade da água subterrânea utilizada para abastecimento público no Vale do Ribeira - Maria Aparecida Faustino Pires (IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares).

11h15 - A ISO 14.001 no saneamento - Wanderley da Silva Paganini (Sabesp).

11h45 - Estudos dos sistemas naturais e artificiais redutores de cargas poluidoras para a sustentabilidade dos recursos hídricos do Baixo Ribeira de Iguape - Adriana Cristina Poli Miwa (Escola de Engenharia de São Carlos USP).

14h00 - Características meteorológicas e hidrometeorológicas do CBH-Rb e flutuações climáticas - Orivaldo Brunini (Fundag - Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola).

14h30 - Efeitos do Rio Ribeira de Iguape na qualidade da água da região estuarina - Sônia Maria Flores Gianesella (Instituto Oceanográfico USP)

15h00 - A gestão de recursos hídricos do Paraná / O plano de bacia do Alto Iguaçu e afluentes do Alto Ribeira - Eneas Souza Machado e Emilio Trevisan (Suderhsa – PR).

15h30 - Síntese dos trabalhos do seminário, conclusões e propostas - Arlei Benedito Macedo.

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23.9.09

Homenagem às mães na maternidade do Hospital de Itanhaém no Dia da Árvore

Homenagear as mães que tiveram seus bebês no Hospital Regional de Itanhaém (HRI/Consaúde) no Dia da Árvore. Essa foi a intenção da Polícia Militar na segunda-feira, 21 de setembro, ao oferecer flores a três mães e seus bebês que nasceram na Maternidade do Hospital Regional.

Este já é o 13º ano da campanha “Nasce uma vida, plante uma vida”, desenvolvida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

  

Foto : Silvana adorou a homenagem e mostra o seu bebê

Foto : Vanessa de Souza e Silvania Cardoso da Silva

As mães homenageadas foram Juliana Aparecida Gomes da Silva, Vanessa de Souza e Silvania Cardoso da Silva. Além de buquês de flores, elas e também um  da Polícia Milita. Os policiais visitaram as casas das três  para plantar uma muda de árvore.

Para Silvania, moradora em Itanhaém, mãe de Richard, foi uma grande surpresa. O bebê nasceu de parto normal, com 2,870 quilos. Éseu terceiro filho nascido no HRI. “Adorei a homenagem e é a primeira vez que recebo flores nesse dia. Acho importante comemorar a data, pois temos que ajudar a preservar a natureza”.

Juliana Aparecida  também elogiou a atitude dos policiais militares. “Fiquei bastante surpresa, não esperava esta homenagem, mas gostei muito, principalmente na data de nascimento do meu filho Isaac”. O bebê,  com 3 quilos, nasceu de parto normal e é o segundo filho de Juliana.

Outra mãe que ficou feliz foi Vanessa, moradora em Itariri. “Achei ótima a homenagem, pois não esperava receber flores neste dia”, declarou. Ela ganhou uma menina sua segunda filha, um menina que nasceu com 3,570 quilos, de parto normal.

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Técnica adotada no Vale do Ribeira é levada a Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária

SANEAMENTO

Solução adotada para água em Itapeúna é
apresentada em congresso de engenharia

Este e mais dois trabalhos da Sabesp no Vale do Ribeira integram o evento, que acontece esta semana, em Recife (PE)

Três trabalhos técnicos de profissionais da Sabesp no Vale do Ribeira estão entre os selecionados para apresentação no 25º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, que acontece nesta semana (20 a 25/9), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife.

Maior evento do setor na América Latina, o congresso é uma realização da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e conta com a participação de renomados palestrantes nacionais e internacionais.

O superintendente regional da Sabesp, Irineu Yamashiro, e parte dos autores dos trabalhos selecionados do Vale do Ribeira estão em Recife para expor etapas e resultados dos projetos desenvolvidos na região.

Um deles, de autoria do biólogo Guilherme Gomes da Silva e o químico Osvaldo Beltrame Filho, relata a bem sucedida técnica aplicada pela Sabesp na Vila de Itapeúna, em Eldorado, para remoção do minério de ferro presente na água subterrânea que é utilizada para abastecer população. A incidência de ferro deixa a água amarelada - manchando roupas, louças e sanitários - e causa sabor desagradável.

Em 2008, a Sabesp alterou o sistema de tratamento de água de Itapeúna, implantando tanques de oxidação, com cloração, e filtros com zeólito, meio filtrante adequado à absorção do ferro oxidado. Além dessa providência, as redes de distribuição foram lavadas e os moradores orientados a limpar as caixas d’água de suas casas, para remover totalmente quaisquer resíduos que permanecessem na tubulação

O resultado foi uma expressiva melhora da qualidade da água, agora bem clara e sem gosto. A experiência valeu também como piloto para posterior aplicação em outros sistemas de água da região.

Os outros dois trabalhos levados ao Congresso em Recife abordam o uso de indicadores de desempenho para a melhoria da gestão operacional de serviços de saneamento, experiência de sucesso realizada pelo engenheiro Jiro Hiroi, com a colaboração de Maria da Glória Marques, atual superintendente da Sabesp na região de Itapetininga, e o projeto "Identidade da Manutenção", desenvolvido pelo engenheiro Roberto da Silva Santos, com apoio do consultor Fábio Severo.

Foto: Sistema de filtros implantado pela Sabesp para o tratamento de água na Vila de Itapeúna, em Eldorado.

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10.9.09

Quilombo de Bombas, no Vale do Ribeira (SP), realiza o primeiro repovoamento de juçara

Ação do Projeto Conservação, Recuperação e uso sustentável do palmito Juçara nas comunidades quilombolas do Vale do Ribeira o repovoamento foi realizado em um quintal do quilombo, e será no futuro um pomar de juçara e um banco de sementes. O projeto já promoveu este ano dez mutirões de repovoamento em diferentes comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, envolvendo cerca de 200 famílias, 8 mil quilos de sementes, totalizando 96ha de áreas repovoadas aproximadamente.

 

 

"No passado não muito distante eram palmitos que saiam no lombo dos animais, hoje estamos entrando com sementes para recuperar o mesmo palmito", diz seu Antonio Sulno, um dos moradores de Bombas , em Iporganda, no Vale do Ribeira (SP), que cedeu uma área de seu quintal (aproximados 6 mil m²), para realização do mutirão de repovoamento no último dia 2 de setembro. No futuro, o local será um pomar de juçara que servirá como banco de sementes para outras áreas de repovoamento no quilombo.
E o Sr. Antonio não pretende parar por aí. Sua meta é repovoar a cada ano uma área semelhante a esta senão maior. Tudo vai depender da disponibilidade de sementes, pois vontade e força todos eles por aqui no Quilombo de Bombas tem de sobra.
A idéia de repovoar áreas com a palmeira juçara (Euterpes edullis) está ligada à crescente articulação regional no Vale do Ribeira em estabelecer uma alternativa de uso da espécie para extração de polpa. A polpa de juçara é muito parecida com a de açaí, largamente consumida no Brasil. A estratégia passa pela manutenção da planta em pé, e no futuro pensar em manejá-la para produção sustentável do palmito.
O projeto Conservação, Recuperação e uso sustentável do palmito Juçara nas comunidades quilombolas do Vale do Ribeira é desenvolvido em parceria com 12 comunidades remanescentes de quilombo do Vale do Ribeira. Este ano já foram promovidos dez mutirões de repovoamento da juçara em diferentes comunidades, envolvendo aproximadamente 200 famílias, 8 mil quilos de sementes, o que totaliza aproximados 96ha de áreas repovoadas. Dentro de algumas semanas mais um ciclo se fechará com o encerramento das atividades de repovoamento em dois quilombos: Morro Seco, e Galvão.
Parque se sobrepõe ao território quilombola
O quilombo de Bombas se localiza no município de Iporanga-SP, e o acesso se dá por uma variante (trilha larga) sinuosa, caminhando a pé ou no lombo de animais por um percurso de cerca de seis quilômetros até o primeiro agrupamento de casas. Está situado sobre uma formação geológica peculiar, caracterizada por uma das regiões mais ricas em cavernas do país. Bombas ainda não é uma área oficialmente decretada como remanescente de quilombo, e hoje vive um impasse, pois o Parque Estadual e Turístico do Alto Ribeira – (Petar) se sobrepõe a uma parte do território quilombola.
Embora para alguns a presença de comunidades rurais em áreas florestais pode ser uma “ameaça” à preservação dos recursos naturais, os agricultores tradicionais quilombolas vêm provando o contrário, por meio da discussão de alternativas produtivas agroecológicas como meio de produção.
O repovoamento da juçara vem confirmar as intenções da comunidade em trabalhar com outro olhar sobre os recursos naturais da Mata Atlântica, aliando a preservação ambiental à produção agrícola e florestal.
É importante perceber que os quilombolas de Bombas estão desenvolvendo um sistema de uso e ocupação do solo peculiar a seu território, adotando sistemas produtivos de base agroecológica, como agrofloresta, criação de abelhas nativas sem ferrão, e ainda contribuindo para a recuperação de uma espécie chave da Mata Atlântica, a palmeira juçara, que há anos vem sendo ameaçada pela extração ilegal do palmito.
No passado, as comunidades de agricultores tradicionais usavam os recursos naturais de outra forma, pois a escassez era um fator muito remoto. Mas hoje observando o que acontece dentro e fora de seus territórios as comunidades quilombolas, preocupadas com suas gerações futuras, recriam seus sistemas produtivos utilizando-se do manejo florestal e da agroecologia.
 

Fonte Site Socioambiental

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15.7.09

Descobertas refletem necessidade de pesquisa

 

 

 

A bioluminescência é um fenômeno natural bastante conhecido em alguns grupos de animais, como vaga-lumes, pirilampos, mosquitos, peixes e moluscos. Ela ocorre também em dezenas de espécies de fungos, embora poucas pessoas já tenham presenciado esse fenômeno. Até recentemente, o conhecimento sobre as espécies de fungos bioluminescentes estava concentrado, sobretudo, em regiões temperadas do hemisfério norte e na Australásia. Mas pesquisas recentes, na Mata Atlântica e na Amazônia, descobriram muitas espécies novas e novos registros de bioluminescência, evidenciando que pouco se conhece sobre a biodiversidade de fungos no Brasil.

Em 2008, Dennis Desjardin, da San Francisco University State e colaboradores publicaram uma revisão sobre fungos bioluminescentes, atualizando e expandindo o trabalho de E. C. Wassink, de 1978, ‘Luminescence in fungi’, que se referia principalmente a espécies asiáticas e europeias. Segundo a revisão, são conhecidas 64 espécies de fungos bioluminescentes no planeta. Nesses 30 anos, as novas descobertas de bioluminescência descritas por Desjardin e os demais autores são referentes ao Brasil, principalmente à região Sudeste. O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), em São Paulo, é o local onde se conhece o maior número de espécies simpátricas – espécies que ocorrem na mesma região – de fungos bioluminescentes de todo o mundo. No total, são sete espécies identifi cadas (Gerronema viridilucens, Mycena lucentipes, Mycena discobasis, Mycena singeri, Mycena luxaeterna, Mycena asterina, Mycena fera) e uma do gênero Mycena em fase de descrição.

A história dessas descobertas começou com o biólogo João Ruffi n Leme de Godoy. Grande conhecedor da região do Vale do Ribeira, ele descobriu de que alguns desses fungos eram conhecidos por moradores do parque em uma enorme jabuticabeira e convidou o químico especialista em bioluminescência Cassius V. Stevani, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, para visitar o local. Tendo em vista o desafio de identificar os fungos, Stevani prontamente percebeu a necessidade de envolver pesquisadores especializados em fungos – micólogos.

Fonte Site Gazetaweb.com

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8.7.09

ISA e comunidades quilombolas promovem nova feira de sementes tradicionais

 

Depois do sucesso da primeira edição da Feira de Troca de Sementes e Mudas das Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira, realizada em dezembro do ano passado, a segunda edição promete reunir muitos participantes. A ideia é incentivar a troca entre as comunidades quilombolas para estimular a produção, melhoria e comercialização de sementes e mudas. Será em 11 de julho próximo, na Praça da Matriz, em Eldorado (SP).

Aberta à participação de todos, a segunda edição da Feira de Troca de Sementes e Mudas será no dia 11 de julho, um sábado, na Praça da Matriz de Eldorado, e terá início às 9h. A ideia é trocar sementes e mudas de variedades tradicionais, usadas na agricultura, como milho, feijão, arroz, mandioca, taiá, batata e frutas, entre outras. Dessa forma é possível difundi-las, preservá-las e conservá-las. A importância de utilizar sementes tradicionais tem três aspectos importantes: do ponto de vista técnico, adaptam-se melhor ao clima e às condições tecnológicas das comunidades; do ponto de vista econômico, valorizam os produtos locais; do ponto de vista político, promovem a independência e segurança alimentar, atendendo a reivindicação das comunidades de produzir, usar, melhorar, trocar e comercializar sementes livremente.

Como no ano passado haverá exposição de variedades de sementes e mudas e troca entre os quilombolas da região. As barracas também venderão produtos tradicionais das comunidades como arroz, feijão, artesanato, doces, mel entre outros.

Um almoço coletivo será servido aos participantes e aos visitantes com um cardápio utilizará produtos e ingredientes naturais do Vale do Ribeira.

Paralelamente à feira haverá apresentações culturais, entre as quais a dança do fandango da comunidade de Morro Seco; as cantigas das comunidades de Pedro Cubas e Ivaporunduva; e a roda de capoeira organizada pela comunidade de Mandira, aberta aos visitantes que jogam.

Prestigie!

Para obter mais informações fale com a Silvani ou com o Luca no telefone (13) 3871-1697 ou por email - luca.fanelli@mais.to.it

Fonte Site Biodiversidade

 

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7.7.09

PETAR comemora 51º aniversário com avanços na consolidação do ecoturismo

Fachada do Centro de Interação Ambiental do PETAR

A inauguração do Centro de Interação Ambiental marcou as comemorações do aniversário do Parque Estadual do Alto Ribeira (PETAR). O Centro é composto por auditório para capacitação, lanchonete e loja de venda de artesanato (gerenciados por associações de moradores do entorno do Parque) e salão de exposições e sua construção custou R$ 1,1 milhão de recursos do governo de São Paulo e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) dentro do Projeto de Ecoturismo da Mata Atlântica e do Programa Trilhas de São Paulo.

Parte superior é destinada a exposições e,  no primeiro piso, ficam o auditório, a lanchonete e a loja de artesanato que são gerenciadas por moradores do entorno do PETAR

Durante a solenidade, após assinar protocolo de intenção para operacionalização da Base do Capinzal de Guapiara e autorizações para uso da lanchonete e da loja de artesanato por associações de moradores do entorno do PETAR, o diretor executivo da Fundação Florestal, José Amaral Wagner Neto, afirmou que o papel do Estado “é gastar bem gasto os recursos público e esse é um exemplo”, referindo-se ao Centro de Integração. Ele avaliou também que a Unidade de Conservação entre cercas e grades não deu certo porque não completou sua missão que é ser usufruto da sociedade. “A Fundação Florestal era a mãe que cuidava de um filho único: o Parque Intervales (entre Sete Barras e São Miguel Arcanjo). Hoje temos que cuidar de 92 unidades e só foi possível aceitar esse desafio porque tinha gente qualificada. Passaram-se dois anos desde que assumimos e estamos conseguindo avanços significativos com esse capital humano”, afirmou.

Segundo Neto, uma das metas é que toda unidade de conservação tenha um conselho consultivo. No PETAR, entre outras decisões, o Conselho definirá onde será aplicado o dinheiro da bilheteria. Ele desafiou o chefe do Petar, Fábio Thomaz, a entregar no aniversário do próximo ano o Plano de Manejo do parque. Ele falou ainda do trabalho que a Fundação está desenvolvendo com os extratores ilegais de palmito, oferecendo-lhes alternativas de trabalho e renda. “Queremos chegar aqui no ano que vem e dizer que conseguimos fazer alguma coisa que vai sinalizar o caminho do futuro”, concluiu.

Também estiveram na solenidade o deputado Samuel Moreira, o prefeito de Guapiara, Flávio de Lima; o chefe do Petar, Fábio Thomaz; Anna Carolina Lobo, gerente de ecoturismo da Fundação Florestal; Clayton Ferreira Lino, presidente da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica ; e Ari Mendes, vice-prefeito de Iporanga.

Situado nos municípios de Iporanga e Apaí, o PETAR concentra o maior número de cavernas do Brasil, com mais de 300 cadastradas e doze abertas à visitação.

A abertura do Centro de Interação Ambiental foi marcada por exposição de fotos “Trilhas do Olhar”, do fotógrafo Malouh Gualberto.
Após a solenidade, ocorreram apresentações de danças típicas, de música do Projeto Guri e foi oferecido aos presentes um coquetel com comidas típicas da região, incluindo bolos e sucos feitos com a semente do palmito jiçara.

Fonte Site Diario de Iguape

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4.7.09

Carta do Instituto Socioambiental (ISA) às comunidades de Jureia-Itatins

Carta do Instituto Socioambiental (ISA) às comunidades de Jureia-Itatins

Prezados,

Por meio deste comunicado, o ISA vem manifestar sua posição depois da recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que acatou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade anulando a Lei do mosaico da Jureia, e fazendo com que a região volte a ser uma Estação Ecológica. Com isso foram interrompidos os trabalhos do plano de manejo que vinham sendo executados pela Fundação Florestal juntamente com a Unicamp e o ISA. Queremos destacar nossa opinião em relação aos trabalhos executados, à situação dos beneficiários das Unidades de Conservação e às ações planejadas para um futuro próximo visando a elaboração de um novo Projeto de Lei que recrie o mosaico. É urgente que a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo encaminhe esse Projeto de Lei, em respeito aos trabalhos ora desenvolvidos e às comunidades locais, que se empenharam em participar e discutir o plano de manejo durante mais de um ano.

Apresentamos aqui uma análise do processo e do contexto de elaboração do plano de manejo do mosaico Jureia-Itatins, que é um exemplo dos conflitos socioambientais representados por populações que habitam Unidades de Conservação e seu entorno e têm estreitas relações com a natureza. Em curto espaço de tempo (três anos e meio) criou-se um mosaico em substituição à Estação Ecológica criada havia mais de 20 anos. O mosaico, agora anulado, gerou expectativas de mudança, e com o inicio do plano de manejo, os moradores, foram mobilizados, e os processos participativos fortalecidos. Diante destes fatos, o ISA acredita que é necessário fazer uma reflexão sobre o processo e os resultados, já obtidos e atentar para os caminhos que indicam os próximos passos na criação de uma nova lei que dialogue com as populações tradicionais e garanta a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica.

Durante os anos de 2008 e 2009 foram realizadas uma série de ações no mosaico de Unidades de Conservação Jureia-Itatins (litoral Sul de SP, e interior do Vale do Ribeira), por meio de um intenso e rico processo de discussões e elaboração de seu plano de manejo. Pela primeira vez, diferentes comunidades que convivem e habitam o mosaico participaram de uma ação ao lado de cientistas e técnicos do governo do Estado de São Paulo, de diversos fóruns de debate e de estudos coordenados por pesquisadores de universidades, lideranças locais e organizações não governamentais. Foi um momento histórico no processo de elaboração dos planos de manejo no Estado de São Paulo e de implantação de Unidades de Conservação na região de Jureia-Itatins (Leia mais. )

Nesse período, o ISA foi contratado pela Fundação Florestal para elaborar, em um primeiro momento, o diagnóstico socioeconômico das Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Barra do Una e do Despraiado. Em seguida, passou a coordenar junto a Unicamp os processos de envolvimento e participação da sociedade civil na elaboração das demais etapas de elaboração do plano de manejo de todo o mosaico. Em mais de 20 oficinas e reuniões dos conselhos gestores nas diferentes etapas, com 50 a 100 participantes em média em cada uma , foram explicados os conceitos de RDS e de plano de manejo e realizado o diagnóstico junto às comunidades. A partir daí, iniciou-se a elaboração do zoneamento de cada Unidade de Conservação (UC) do mosaico e a proposição de ações em cada programa de gestão.

Infelizmente esse processo foi interrompido pela recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, acatando Ação Direta de Inconstitucionalidade (nº 153.336.0/-00) movida pelo Ministério Publico, pedindo a nulidade da Lei nº 12.406/06, que criou o mosaico da Jureia-Itatins. Independentemente do mérito dessa decisão, nós do ISA estamos consciente de que essa medida implica um retrocesso ao transformar aquele território novamente na Estação Ecológica da Juréia-Itatins e consequentemente paralisar os trabalhos que vinham ocorrendo.

Criada em 1986, a Estação Ecológica tinha como objetivo principal a conservação dos ecossistemas naturais e a pesquisa. Se por um lado esta Unidade de Conservação foi um marco do ambientalismo nos anos 1980 contra o processo voraz de destruição da Mata Atlântica, por outro, deixou à margem o desenvolvimento socioeconômico de mais de 300 famílias, entre elas caiçaras, que já se encontravam no local.

Consideramos que a sociedade local está engajada, ciente dos objetivos ambientais de cada UC do mosaico mas que também pretende resolver definitivamente os entraves que por mais de 20 anos levaram-na ao isolamento e em muitos casos ao abandono da área por muitas famílias, sem condições mínimas de qualidade de vida.

A construção do plano de manejo de forma participativa, etapa importante do processo de implantação vinha confirmando a necessidade de parceria entre o Estado e as comunidades para atingir os objetivos de cada unidade do mosaico.A interrupção do plano de manejo e o retorno ao “passado” representam um sério revés ao processo que vinha sendo realizado e que o ISA apoiava e do qual vinha participando.

Um novo projeto é necessário e urgente

Consideramos urgente, portanto, a necessidade de um novo Projeto de Lei de criação do mosaico. Caberá à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo tomar a iniciativa e, ao elaborar o novo projeto manter a transparência levando a proposta para discussão com os diversos setores envolvidos, sem incorrer no erro do projeto anterior. Isso significa que os atores engajados e a comunidade local devem poder opinar e decidir sobre os novos limites do mosaico, entre outras questões.

Consideramos também fundamental que o Estado e a comunidade local resgatem e aproveitem, na elaboração no novo Projeto de Lei, todos os estudos que já foram realizados, bem como as propostas já acordadas em reuniões e nas oficinas do processo do Plano de Manejo.

Este também é o momento de rever e aprimorar tais discussões, incorporando no próximo plano de manejo os avanços definidos em outros planos de outras Unidades de Conservação do Estado de São Paulo, onde a presença humana representada pelas comunidades tradicionais não se dá apenas por instrumentos provisórios, tais como os “Termos de Compromisso”. Este é o momento de dar legitimidade às populações que historicamente ocupam e zelam pela conservação do ambiente da Jureia, por meio de seu modo de vida tradicional e saberes acumulados. Esta é a oportunidade de atuar no aprimoramento dos trabalhos de zoneamento e nas bases para os programas de gestão feitos recentemente. Estabeleceu-se de fato um modelo novo e criativo de plano de manejo, que contempla a realidade socioambiental da região.

É imprescindível que as comunidades e outros envolvidos com as UCs estejam mobilizados para que esse Projeto de Lei seja adequado às suas realidades e às demandas já levantadas, para garantir a conservação dos ecossistemas naturais e a sustentabilidade socioeconômica local. O Estado de São Paulo deve conduzir a proposta do novo mosaico por meio de um debate amplo em todas as comunidades da Jureia-Itatins antes das audiências previstas em lei. Isto significa que o Estado deve realizar reuniões nas comunidades que esclareçam e discutam a nova proposta, as categorias e a elaboração de um documento final. O novo Projeto de Lei, após aprovado, terá uma nova agenda de implantação, de estruturação e de retomada das atividades dos conselhos.

Por isso, recomendamos que todos os envolvidos com a Jureia, principalmente as comunidades locais, mantenham-se mobilizados para essa nova fase. Já têm em mãos uma série de documentos e mapas produzidos durante o processo do plano de manejo, com os quais poderão discutir e negociar a nova proposta. Mesmo sem as atividades dos conselhos dos parques e RDSs, as ações dentro da agenda positiva que o Estado de São Paulo vinha implementando por meio da Fundação Florestal vinha implementando devem continuar atendendo às reivindicações das comunidades.

Sobre os beneficiários das UCs

Gostaríamos de ressaltar pontos importantes com relação a esse processo. O Brasil avançou nos últimos anos na consolidação de legislação ambiental e de garantia de direitos para populações tradicionais, reconhecendo seu papel na conservação ambiental. Exemplo de legislação é o próprio Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), com as categorias de unidades de desenvolvimento sustentável, como Reservas Extrativistas (RESEXs) e Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDSs). São espaços importantes para a garantia da riqueza da sóciobiodiversidade brasileira.

Entre outros objetivos, essas categorias visam garantir a permanência e os direitos das populações tradicionais nos seus territórios historicamente ocupados historicamente. Essas categorias foram uma reivindicação de comunidades locais que viram durante anos, na Amazônia, no litoral paulista e em outras regiões do país, seu patrimônio histórico cultural ser dilapidado pelas ameaças, pressões e pela expulsão de inúmeras famílias a mando de interesses particulares, empresariais, por grileiros de terra ou mesmo por empreendimentos governamentais. Vale lembrar casos conhecidos na década de 1970, como a expulsão por jagunços de famílias caiçaras de Trindade, e as ameaças que rondaram o Rio Verde (Juréia-Itatins) contra as famílias feitas pela empreiteira Gomes de Almeida, que ali visava construir um condomínio de luxo para milhares de turistas.

O ISA considera que a discussão dos beneficiários do mosaico deve ser retomada junto à comunidade local, com base nos cadastros oficiais realizados, que são documentos que atestam a presença de famílias no interior das UCs desde 1990. As famílias tradicionais da Juréia devem participar deste processo de definição livremente e sem o constrangimento advindo das relações de dependências econômicas e/ou pressões externas. Consideramos que devem permanecer nas UCs de uso sustentável tanto as famílias tradicionais como as demais família que constam do antigo Cadastro Geral de Ocupantes bem como seus descendentes. Portanto, o ISA reconhece não somente o direito de permanência de famílias tradicionais, mas também daquelas que não têm outra alternativa de sobrevivência e que mantém relações sociais com as comunidades tradicionais sustentáveis no que diz respeito ao meio.

Finalizando, gostaríamos de ressaltar que é necessária a presença do Estado para fomentar projetos e suprir políticas públicas voltadas à educação, habitação, saúde, cultura e geração de renda para as famílias, que lhes garantam a longo prazo a autonomia e sustentabilidade, ao lado da conservação dos recursos naturais. Ao contrário do que tem ocorrido historicamente, o Estado não pode abdicar de suas responsabilidades no investimento socioeconômico, mesmo depois de terem sido definidos os termos de compromisso e o futuro das várias famílias, bem como não deve abdicar de manter uma boa relação entre as comunidades e as UCs.

A Jureia-Itatins, fruto de uma luta também da sociedade civil, é símbolo da sociodiversidade e biodiversidade contida na Mata Atlântica.

O ISA coloca-se à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários sobre sua atuação na região ao longo deste processo.

Fonte Site Socioambiental

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1.7.09

Ilha Comprida investe na produção de ostras, bijupirá e siri mole

tanque rede do bijupirá- ilha comprida

Expectativa do prefeito da Ilha Comprida, Décio Ventura, é envolver as comunidades tradicionais e os jovens na produção sustentável

Ilha Comprida – Confiante de que os econegócios possam, em breve,  representar um importante alternativa de geração de renda para o município, a Divisão de Econegócios da Ilha Comprida  investe simultaneamente nos projetos sustentáveis de produção de ostras em estruturas de madeira no mar, em Juruvaúva; na engorda de alevinos do  bijupirá em tanque-rede, também em Juruvaúva, e inicia ações para reformar os seis tanques para a criação do siri mole, no Viaréggio.

O diretor da Divisão, Karl Beitler, explicou que o objetivo dos projetos é envolver as comunidades no processo produtivo e, acima de tudo, repassar conhecimentos e técnicas de manejo aos jovens para que eles tenham condições de também investir nos projetos sustentáveis. “Nos projetos do bijupirá e da ostra, os moradores serão responsáveis pela alimentação do peixe, enquanto a Prefeitura repassará tecnologia e acompanhará o projeto”, explicou.

tanque rede do bijupirá - ilha comprida 1

Em Juruvaúva, a Prefeitura reformou o tanque-rede e colocou, no começo do mês, 120 alevinos do peixe Bijupirá . Trata-se do primeiro tanque de engorda do Bijupirá instalado na Ilha Comprida. Os alevinos foram fornecidos pelo Laboratório Nacional de Aquicultura Marinha (LANAM), instalado no Boqueirão Sul. Os alevinos pesam atualmente cerca de 150 gramas. De acordo com cálculos de Karl Beitler, deverão chegar aos 2,5 kg em dozes meses de engorda, quando estarão prontos para comercialização. Se tudo der certo, durante a transferência dos peixes nos meses de verão, serão instalados novos dez tanques do Bijupirá.

Também em Juruvaúva, onde a comunidade já trabalha na engorda das ostras, a Divisão de Econegócios investe no repasse de tecnologia para que as famílias  dominem todos os processos de criação da ostra: desde a captação das larvas à engorda e comercialização.”Hoje, os moradores só fazem a engorda. Consideramos importante que eles dominem todos os processos produtivos”, afirmou Karl.

Instalado no Viaréggio, os seis tanques de criação do siri mole passarão por reformas para que o projeto seja impulsionado. “Também estaremos em fase experimental, mas a expectativa é aumentar a produção, em breve, para 46 tanques”, explicou o diretor da Divisão de Econegócios. Segundo ele, os projetos sustentáveis em andamento na Ilha serão abordados durante a I Conferência Municipal da Juventude, que está em fase de organização.

Fonte Diario de Iguape

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18.6.09

Casca de banana produz etanol

Casca de banana produz etanol

 

A casca de banana é uma alternativa viável para produção de etanol, de acordo com pesquisas de um grupo de engenheiros químicos da Fundação Educacional Inaciana, de São Paulo. Durante os testes de laboratório, a equipe conseguiu produzir o biocombustível por meio de fermentação dos restos da fruta.
 

Com cerca de 1 kg de cascas foram produzidos entre 127 ml e 190 ml de etanol. Para uma produção alimentada com 10 mil kg de cascas por hora, o grupo estima uma capacidade de produção de 2,115 mil litros/hora. Em um ano, a produção pode alcançar 16,8 milhões de litros. Para efeitos de comparação, uma usina de cana pequena produz em torno de 70 milhões de litros/ano.
 

As cascas viriam de indústrias que produzem doces de banana, próximas à região do Vale do Ribeira, em São Paulo. “O destino das cascas é servir de adubo ou até mesmo ração animal, mas a sobra de casca ainda é muito grande. Por isso pensamos nesse projeto”, conta auma das formandas integrantes do grupo, Nathália Chizzolini.
 

Os pesquisadores também desenvolveram um projeto completo para interessados em fabricar o produto em escala industrial. O custo do investimento seria de R$ 9,5 milhões, incluindo equipamentos como difusor, caldeira, dornas, trocadores de calor torre de resfriamento e colunas de destilação. A estimativa é que o investimento seja pago em aproximadamente três anos.
 

O preço de comercialização do produto seria próximo ao do etanol feito a partir da cana-de-açúcar. Os pesquisadores, porém, reconhecem que os estudos realizados, tanto de viabilidade técnica quanto econômica, são preliminares e que são necessários estudos posteriores para a complementação das informações.
 

Fonte Potal Energia Hoje

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6.6.09

Coleta e tratamento de esgoto de Sete Barras recebe nota 10 da Cetesb

Coleta e tratamento de esgoto de Sete Barras recebe nota 10 da Cetesb

A média de 13 municípios da região ficou em 5,76

Sete Barras está no seleto grupo de 37 municípios que receberam nota 10 no ICTEM 2009 (Indicador de Coleta e Tratabilidade de Esgoto da População Urbana do Município). A avaliação foi feita pela Cetesb em 525 cidades do Estado de São Paulo. No Vale do Ribeira, a segunda melhor nota depois de Sete Barras foi de Eldorado, com 7,8. Já a média regional ficou bem abaixo, em  5,76 (de 13 municípios).

O ICTEM foi desenvolvido pela Cetesb para classificar o potencial de coleta e tratamento de esgotos urbanos gerados pelos municípios do Estado de São Paulo. O secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Denílson Calasans, destaca que a nota 10 é importante não só porque certifica a qualidade da coleta e do tratamento de esgoto feitos pela Sabesp, como também melhora a posição de Sete Barras no Programa Município Verde, já que é uma das referências utilizadas para determinar o índice de avaliação ambiental das cidades que aderiram ao Programa. O Município Verde é um dos 21 Projetos Ambientais Estratégicos da Secretaria do Meio Ambiente (SMA), que trata das ações necessárias para que o município pleiteie sua certificação e se credencie como prioritário na obtenção de recursos públicos para projetos de desenvolvimento sustentável.

Para se chegar ao índice de composição do ICTEM, são consideradas a coleta; a existência e eficiência do sistema de tratamento do esgoto coletado; a efetiva remoção da carga orgânica em relação à carga potencial; a destinação adequada de lodos e resíduos gerados no tratamento; e o atendimento aos padrões de qualidade do corpo receptor dos efluentes.

O principal objetivo deste indicador é o de obter a medida entre a efetiva remoção da carga orgânica gerada nos municípios, em relação à carga orgânica potencial gerada pela população urbana. Para a simulação do modelo, foi utilizada a base de informações disponível na Diretoria de Controle de Poluição Ambiental da Cetesb. Sete Barras recebeu nota 10 no ICTEM pelo segundo ano consecutivo.

Fonte Site Diario de Iguape

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5.6.09

Sabesp estende coleta de óleo de cozinha para todas as cidades do Vale do Ribeira

Sabesp estende coleta de óleo de cozinha para todas as cidades do Vale do Ribeira

Em vez de ir para o ralo, entupir encanamentos e poluir água e solo, o óleo que sobra das frituras pode gerar emprego e renda para muita gente

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, a Sabesp está estendendo para todas as cidades do Vale do Ribeira o programa de reciclagem de óleo de fritura (Prol), iniciado em Registro há pouco mais de dois meses. A partir da próxima semana, as 19 agências de atendimento da Sabesp na região terão ecopontos para recebimento de óleo usado em cozinha.

O produto coletado pela Sabesp é doado a associações de catadores de recicláveis, que o vendem para fabricantes de biodiesel. O valor do óleo de fritura no mercado é sujeito a oscilações, mas estima-se que, beneficiado, cada litro chegue a render entre 80 e 90 centavos.

Despejado no ralo (ou no lixo), o óleo de fritura entope encanamentos e polui água e solo. Ele contém carga orgânica elevada que, em sua digestão, requer oxigênio dissolvido, essencial à respiração dos peixes e de outras formas de vida. O óleo também forma uma fina camada na superfície dos rios e lagos, que bloqueia a entrada da luz do sol, necessária à fotossíntese de organismos aquáticos.

“Um único litro de óleo é suficiente para poluir 25 mil de litros de água”, informa Irineu Yamashiro, superintendente da Sabesp no Vale do Ribeira. Segundo ele, foi com o desafio de reduzir e até eliminar essa poluição que a Sabesp lançou em Registro o programa de reciclagem de óleo, no dia 20 de março, em parceria com a Prefeitura Municipal, o Idesc (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Cidadania do Vale do Ribeira) e a ACIAR (Associação Comercial de Registro).

Nestes quase 80 dias de existência, o programa conquistou novos parceiros em Registro, como a empresa Autopista Regis Bittencourt, que implanta seu primeiro ecoponto para coleta de óleo nesta sexta-feira, 5 de junho, e a Associação Cultural Nipo-brasileira de Registro (Bunkyo), que fará trabalho especial de divulgação e coleta de óleo durante sua Semana Cultural, a partir da próxima segunda-feira, 8 de junho.

Como encaminhar o óleo à reciclagem

Depois de esfriar, o óleo usado em frituras deve ser colocado em garrafas pet, que podem ser depositadas em algum dos ecopontos das agências da Sabesp. Em Registro, há pontos de coleta também no Departamento Municipal do Bem Estar Social, no Cidadão Catador, e, agora, na sede da Autopista Regis Bittencurt

Fonte Site Diario de Iguape

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3.6.09

Video Lagamar - Ecologia - Iguape, Ilha Comprida, Cananéia -SP

 

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1.6.09

Semana do Meio Ambiente em Iguape

Semana do Meio Ambiente em Iguape

A Prefeitura de Iguape, por meio da divisão de Meio Ambiente, promove, de 1º a 5 de junho, a Semana Municipal de Meio Ambiente. Este ano o tema do evento será “Educação Ambiental: o primeiro passo”. A idéia é mobilizar toda a sociedade para a discussão e iniciar um calendário oficial com atividades permanentes na cidade. A programação conta com palestras, vídeos, teatro ambiental, trilhas ecológicas e plantio de árvores e coleta seletiva.

A realização da Semana Municipal do Meio Ambiente tem como parceiros o departamento de Educação da Prefeitura de Iguape, ETEC Engº Narciso de Medeiros, Fundação SOS Mata Atlântica, ICMBio, Instituto Vidágua, , ATAC e ACECAT.

Programação:

1º de junho
Mobilização e divulgação do cronograma Atividades ATAC, no bairro do Icapara – A partir das 8h.
Teatro Ambiental na Escola José Muniz Teixeira (SOS Mata Atlântica) – 10h.
Vídeo educativo (água) na Escola José Muniz Teixeira – 13h30.
Doação de Mudas e acompanhamento na Creche Maria Lourenço da Silva – 8h30 e 13h30.
Trilha, roteiro rural e salas temáticas na ETEC Engº Narciso de Medeiros – das 8h às 11h e das 15h às 17h.
Na ETEC Engº Narciso de Medeiros
Cerimônia de Abertura – 18h30.
Palestra com Pietro, SOS Mata Atlântica – 19h.

2 de junho
Doação de mudas e instrução na Creche Antonia de lima de Vitório – a partir das 8h.
Banners Ecossistemas na Escola Jeremias Júnior – a partir das 8h.
Trilha da Vida – ICMBio – a partir das 9h – Agendamento com ICMBio (Tel. 3841-2388).
Trilha, roteiro rural e salas temáticas na ETEC Engº Narciso de Medeiros – a partir das 8h.
Vídeo sobre água na Creche Antonia de Lima Vitório – 8h30 e 13h30.
Teatro Ambiental na Escola Santo Agostinho (SOS Mata Atlântica) – 10h e 15h.
Palestra com Guilherme, Meta ambiental, Consultorias e Projetos Ambientais – ETEC Engº Narciso de Medeiros – 18h30.
Palestras (ATAC), no bairro do Icapara.
Oficina com argila (ATAC), no bairro do Icapara.

3 de junho
Trilha da Vida – ICMBio – a partir das 9h – Agendamento com ICMBio (Tel. 3841-2388).
Teatro Ambiental no CCI (SOS Mata Atlântica) – 15h30.
Doação de mudas e instrução/Horta na Escola José Muniz Teixeira – às 8h30 e às 13h30.
Teatro Ambiental na Escola Jocy Rita Cardoso e Creche Joana Pedra (SOS Mata Atlântica) – às 9h30.
Trilha, roteiro rural e salas temáticas na ETEC Engº Narciso de Medeiros – das 8h às 11h e das 15h às 17h.
Palestra com Glauco, Biologus Educação Ambiental e Estudo do Meio – na ETEC Engº Narciso de Medeiros – das 18h30 às 22h.
Jardinagem no Posto de Saúde do Icapara com a ATAC – das 8h às 17h.
Coleta seletiva no bairro do Icapara (ATAC) – 8h às 17h.

4 de junho
Trilha da Vida – ICMBio – a partir das 9h – Agendamento com ICMBio (Tel. 3841-2388).
Teatro Ambiental no Cine Arte Iguape (SOS Mata Atlântica) – às 10h e 15h.
Vídeo sobre água na Creche Joana Pedra – às 13h30.
Trilha, roteiro rural e salas temáticas na ETEC Engº Narciso de Medeiros – das 8h às 11h e das 15h às 17h.
Palestra com Juliana (Divisão de Agricultura e Pesca Prefeitura de Iguape) na ETEC Engº Narciso de Medeiros – às 18h30.

5 de junho
Trilha da Vida – ICMBio – a partir das 9h – Agendamento com ICMBio (Tel. 3841-2388).
Teatro ambiental na Escola Amância Alves Muniz (SOS Mata Atlântica) – às 9h e às 14h.
Trilha, Roteiro Rural e salas temáticas na ETEC Engº Narciso de Medeiros – das 8h às 11h e das 15h às 17h.
Debate sobre a Barragem do Valo Grande (ICMBio) na Câmara Municipal – às 16h30.
Encerramento da Semana Municipal do Meio Ambiente no Cine Arte Iguape, com Solenidade de Entrega de Certificados aos educadores que participaram da Capacitação Municipal em Educação Ambiental, Exposição de Trabalhos, Certificados a Parceiros Participantes da Semana Municipal do Meio Ambiente e Apresentação de Maracatu. – às 20h.

6 de junho
Trilha da Vida – ICMBio – a partir das 9h – Agendamento com ICMBio (Tel. 3841-2388).

criado por camiloaparecido    18:09 — Arquivado em: Meio Ambiente, Noticias do Vale — Tags:

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