7.4.09
“HISTÓRIAS DO FUTEBOL REGIONAL”
A História do "JUQUIÁ BEISEBOL CLUBE"
O beisebol vinha tendo um grande dsenvolvimento pelo interior paulista.. Não fugindo à regra, em 1954, nipobrasileiros fundaram o "JUQUIÁ BEISEBOL CLUBE", entre os quais: Seiske Hanashiro, Itiro Kawashima, Guichi Maeda, Kamenosuke Tamada, Zenith Yamamoto e outros. Era filiado a Federação Paulista e disputava o campeonato da região litoral sudoeste. Em 1956, alcanço o 3º lugar na classificação. Participaram também da sua diretoria: Hideo Baba, Shitio Toma, Thobo Akamine, Shigueo Yamamoto, José Torikai e José Nakamura.
Nota: O Clube localiza-se na Rodovia Régis Bittencourt (entrada de Juquiá).
O beisebol não é mais praticado.
Participa de competições da Liga Nipobrasileira Linha Santos-Juquiá no Atletismo e Futebol
Fonte Laerte de Camargo Araujo
Conta a lenda que em 1627 apareceu na vila de Iguape, no litoral sul de São Paulo, um velho marinheiro desertor. Ele trazia embrulhado em folhas de plantas uma boa quantidade de ouro. O marinheiro dizia que, perdida entre a floresta e os morros da ilha do Cardoso, 60 quilômetros ao sul de Iguape, havia uma lagoa tão cheia de ouro que até a mata possuía um brilho dourado. O ouro, jurava ele, era suficiente para cobrir as ruas da vila e bastava mergulhar as mãos nas águas da lagoa para trazê-las carregadas do metal. Centenas de pessoas tentaram, em vão, descobrir ouro na lagoa da ilha do Cardoso. Mas até hoje ela é conhecida como lagoa Dourada.
São outros, na verdade, os tesouros dessa ilha a UNESCO, organismo das Nações Unidas que trata de assuntos de ciência e cultura, a incluiu entre os lugares que devem ser preservados em caráter de urgência. De fato, a ilha é um dos últimos santuários ecológicos do mundo, criadouro de aves, camarões, ostras e peixes que, além de povoar todo o litoral sul do Brasil, alcançam o Rio Grande do Norte (a quase 4 mil quilômetros de distância), como ficou comprovado por pesquisas do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo. Desde 1962 transformada em Parque Estadual, a ilha do Cardoso está tecnicamente sob a proteção do governo.
Localizada na altura da divisa de São Paulo com o Paraná, quase 90 por cento dos seus 14 mil hectares (140 quilômetros quadrados) estão cobertos pela mata atlântica. Trata-se de uma verdadeira ilha dentro de outra, uma minúscula amostra do que foram as majestosas florestas litorâneas de antigamente. Separada do continente por um estreito canal de águas salobras, uma linha divisória natural entre o passado e o presente da costa brasileira, e defronte à ilha de Cananéia, é um valioso estoque natural de plantas e animais que sobreviveram às ações devastadoras da colonização.
Para os ecologistas, o enorme valor ambiental da ilha do Cardoso apóia-se num tripé paisagístico de primeira grandeza: mangue, restinga e mata atlântica. O Departamento Estadual de Recursos Naturais de São Paulo vem desenvolvendo desde 1985 na própria ilha, cursos abertos a escolas em geral com o objetivo de discutir a relação homem natureza. Para isso, existem ali laboratórios de Biologia e alojamento para estudantes e monitores na extremidade norte da ilha. O único povoado, a vila do Marujá, onde vive a grande maioria das noventa famílias de pescadores que constituem a população do Cardoso, fica no outro lado, entre a ilha propriamente dita e a restinga que avança no território paranaense. A característica principal de uma restinga é a de ganhar terreno do mar, estirar uma ponta de areia a partir de um ponto da costa, criando, a princípio, apenas um quebramar natural. Muitas vezes, no entanto, ela se prolonga, seguindo o remanso que criou, e se transforma numa comprida planície paralela à costa, como é o caso, por exemplo, da restinga da Marambaia, no Estado do Rio. Vários fatores contribuem para a formação de uma restinga, mas pelo menos três são fundamentais: a presença de mares rasos; a existência de uma corrente litorânea esbarrando numa ponta da costa; a abundância de areia em suspensão na água do mar e, naturalmente, muito tempo. Uma restinga como a da ilha do Cardoso leva, no mínimo, 7 mil anos para se formar.
A costa brasileira tem belos exemplos de restingas. As mais impressionantes pelo tamanho são as do Rio Grande do Sul, abrigando as lagoas dos Patos e Mirim. Na ilha do Cardoso, a restinga se estende por quase 40 quilômetros, formando um pequeno mundo de transição para os seres vivos instalados entre a praia e a mata. A vegetação das restingas é uma verdadeira salada mista criada pelo encontro das plantas colonizadoras da areia com aquelas que vivem nas planícies e serras litorâneas. Há uma interpenetração nesse encontro, mas ainda assim é possível encontrar uma certa ordem no aparecimento das espécies vegetais desde a praia até o interior.
As mais próximas da praia são as que melhor suportam a salinidade do ambiente. Além do contínuo borrifo da maresia, elas agüentam o próprio sal deixado pela maré alta ou trazido pela brisa depois que seca a areia da praia. Sol, calor, sal, areia e a constante evaporação de qualquer fonte de umidade não é de espantar que a paisagem de uma restinga se pareça, em alguns lugares, com as caatingas do sertão nordestino. São cactos, bromélias e capins uma vegetação que os índios chamavam de jundu. Ela forma uma zona de transição entre as plantas da beira da praia e a mata atlântica, quando o solo arenoso ganha uma camada de folhas secas, tornando-se mais rico em matéria orgânica e permitindo o desenvolvimento de plantas num ambiente úmido e sombreado.
Distantes da praia, as árvores alcançam alturas de 20 ou 30 metros. Ali, samambaias gigantes e uma enorme quantidade de cipós já denunciam a presença da mata atlântica. As espécies mais resistentes, como a quaresmeira (gênero Tibouchina), que após uma queimada é das primeiras a fazer o reflorestamento natural, podem chegar a poucos metros do mar. A mata atlântica recobre não apenas todo o interior da ilha como até o topo dos morros (o mais alto mede 800 - metros), constantemente envoltos em neblina. De dentro dessa massa vegetal surgem pequenos riachos de água doce que correm para o mar. Nos canais tranqüilos do manguezal, a água doce que desceu das montanhas mistura-se e lentamente com o sal trazido pelas marés. O resultado é uma água salobra, uma espécie de sopa turva e morna enriquecida por argilas e restos de vegetais decompostos.
O mangue é considerado pelos biólogos marinhos como uma incubadeira natural para inúmeras espécies de peixes que, depois de acrescidos, vão para o alto - mar. Tainhas, robalos, camarões e caranguejos começam suas vidas como minúsculos habitantes do mangue. Boa parte do consumo de frutos do mar no país depende, portanto, da preservação dos manguezais. que já vão se tornando escassos ao longo do litoral brasileiro.
Antigamente eles pontilhavam o litoral, do Amapá até o sul de Santa Catarina. Mas foram sistematicamente destruídos por aterros e derrubadas, a pretexto de obras de saneamento. Afinal, o mangue sempre teve fama de lugar insalubre, foco de doenças malignas transmitidas pelos mosquitos abundantes que se desenvolvem nas poças de água. Só recentemente houve uma conscientização da importância desse ecossistema. Mas os aterros e derrubadas continuam, agora por outros motivos abertura de loteamentos e corte de madeira para carvão.
Se isso continuar, muitas conseqüências desagradáveis irão castigar os moradores dessas regiões. A pior delas poderá ser uma deformação rápida e descontrolada dos terrenos adjacentes aos manguezais destruídos, resultante da derrubada dos quebramares naturais que são o emaranhado das raízes das árvores típicas do mangue. Na região da ilha do Cardoso, o mangue é ainda uma paisagem de inesperada harmonia no encontro da floresta com o mar. E isso talvez valha mais do que o ouro dos sonhos do velho marinheiro.
A ilha do Cardoso, no litoral sul de São Paulo, está sendo preservada para que centenas de espécies animais e vegetais possam sobreviver.
Fonte Roberto Muylaert Tinoco
Fonte http://super.abril.com.br/superarquivo/1988/conteudo_111375.shtml
Conto
QUANDO MEUS FILHOS ERAM PEQUENOS
Escrito por:
NOZIEL ANTONIO PEDROSO
Agosto de 2007
Lembro-me como se fosse hoje. Estávamos ainda a tilintar nossas taças, buscando no ar a renovação da esperança, o êxtase, a alegria imensurável da alma passeando pelo paraíso, a comemorarmos a chegada do novo. Ainda sou capaz de ver brilhos de regozijo a se estabelecerem nos quatro cantos da casa. Minha visão alcança ainda a visualização do mosaico de pedras preciosas a espalhar seu brilho multicor, meus ouvidos captam ainda o som de violinos. Recordo-me, outrossim, com ímpeto sagaz, que achava pouco e bom passar noites quase em claro, fazendo compressas e acompanhando a languidez daquele minúsculo ser, ardendo em febre. Não faz muito tempo, me parece, que o pequeno, entregue aos folguedos, esfolasse o joelho na pedra, sentindo na pele a aspereza e jeito brusco desse nosso mundo tosco, que dele faria parte. Pouco tempo decorreu, quiçá, entre a primeira palavra e a primeira decepção que tive, com aquele ser que habitou minhas entranhas. Quantas vezes corri com o cotidiano, atropelando as atribulações do dia-a-dia para poder dar um pouco mais de atenção àquele que era então a pessoa mais importante e frágil na minha vida. Seguramente aquele tempo era bonito, e mais bonito se tornava ainda quando aquele universo pueril fazia-se presente no tempo e no espaço.
Nunca me esqueci daquela linda manhã quando recebi o primeiro presente. Era um desenho confuso, com traços imprecisos, mais suscitando dúvida que esclarecimento. 0 que realmente seria aquilo? Mas o que importava, se nada parecia? Eu sabia, fôra feito com esmero, com cuidado, num lampejo de fantasia, com precisão impregnada de magia.
Me vem à mente, com total nitidez, que eu deitava-me nas tardes fagueiras a brincar com a brisa, a acariciar as nuvens, qual plumas vagantes que se desfaziam, lépidas, em meus devaneios. Tudo, meu Deus, era tão bom, que eu nem me dava conta que nessa nossa vida terrena, a tragédia, às vezes, anda de mãos dadas e em cumplicidade com a euforia, arrasando com a festa. O fadário, em forma de monstro, não nos poupa de infortúnios, que fazem-nos experimentar uma sensação de horror, sinistro, solidão, resignação, frente a situações que nos fogem das mãos. Não era capaz de imaginar que a dor mais pungente, a pontada mais lancinante, a aflição mais desoladora, estava a me rondar, traiçoeira, pronta a me dar seu bote fatal. Não fazia idéia do quão eu nunca estivera preparada para os solavancos que a vida nos dá, para absorver as agruras que o destino, às vezes, nos reserva, sem piedade. Para mim só existia o brilho do sol, o arco-íris e quem sabe, um pote de felicidade do lado extremo.
Jamais me apeguei a tão tenra e doce recordação quanto aos tempos em que meus filhos eram crianças, puras, qual anjinhos da guarda a enfeitar meus dias. Parecia que toda a energia do mundo estava em minhas veias, parecia que todas as certezas do planeta adentravam minha alma, parecia que todas as árvores do mundo exalavam o mais puro oxigênio que enchiam meus pulmões. Achava que a soma de todos os medos era nada, comparada à minha inclusão na roda viva da dança da exuberância. Eu vivia tão contente, que acenava para o sol e sorria para a lua.
No entanto, quando todas as estrelas serenas pareciam derramar seu brilho sobre a minha pele, quando os mistérios da noite faziam-se longínquos a ecoar estranhos ruídos, aquele acontecimento veio endoidecer todo meu ser. Eu não podia acreditar que meu mundo desmoronara, que aquele nefasto episódio veio a esmagar-me a essência, a torturar-me em crescendo, a estraçalhar-me o âmago, a arrebatar-me a paz e atirar-me à medonha masmorra. Nunca, até então, havia me sentido tão só, tão perdida e desprotegida, tão entregue à inércia e ao destino sem futuro. Perdão, meu Pai, cheguei até a pensar, se não seria melhor eu ter partido antes desse episódio que, seguramente, foi o mais fulminante impacto que atingiu-me de forma avassaladora até o útero. Não, jamais eu seria a mesma, após esse incidente devastador, que abalou-me as estruturas como um tufão em tempestade, arrasando tudo pelo caminho.
Agora sento-me nas tardes vazias, a murmurar de saudade, já sem a cálida esperança de restabelecer contato com a euforia. Nunca havia notado sequer o significado da palavra saudade, até mesmo na canção mais triste já composta por Chico Buarque, PEDAÇO DE MIM, que, em versos sofridos, dispara: "Ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim, leva o vulto teu, que a saudade ao revés de um parto, a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu"
Apesar do decurso de alguns anos, já não mais acredito na plena alegria, já não conto mais com as manhãs serenas, já não mais dou crédito às promessas do sol, já não mais vejo o desfecho do dia, pois todo sofrimento sugou-me com sofreguidão as forças e a coragem. Não obstante eu tenha caminhado pelas ruas do inferno, nosso Pai Eterno, pegou-me em Suas mãos e assoprou as feridas. Ainda bem. Foi o que me salvou de ter caído para sempre num mar de tristeza e solidão.
Aliás, a duras penas recuperei - por assim dizer - minha coragem, sim, para observar de longe o raiar de um novo dia, de ver findar-se a noite, mas já não mais significam para mim a mesma coisa QUANDO MEUS FILHOS ERAM PEQUENOS. E ter ciência que isso nunca mais se repetirá, faz-me amargar uma espécie de desilusão e derrota. Porém, sinto que estou sendo afagada pelas Mãos Divinas, o alento mais imprescindível, com a qual fui privilegiada. Mas… a vida continua. Tem que continuar. Há outros seres, no entanto, que amenizaram a dor pela partida de um ser insubstituível… Todavia, transcorram-se dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos, milênios, bilênios, trilênios, nada aplacará a dor que sinto desde aquele dia, que preferia nunca ter vivenciado.
Desde aquele 24 de setembro, que as manhãs de primavera não cintilam tanto quanto antes. Nem a doce brisa, em mil anos, me trará de volta a alegria perdida, tampouco a exuberância e perfume das flores me fará regressar ao porto da esperança.
Conto escrito especialmente para minha amiga MARIA DAS DORES PRENZIER OLIVEIRA, referente ao filho Ewald, nascido em 13 de Junho de 1985 e que teve passamento em 24 de setembro de 2004.
Quatro histórias diferentes procuram explicar a invenção do panetone - o pão doce e macio, perfumado e amanteigado, repleto de uvas passas e frutas cristalizadas, com formato de chapéu de cozinheiro, clássico de Milão, na Itália, hoje consumido no Natal do mundo inteiro.
A primeira e mais célebre, repetida desde o século 19, atribui sua criação a um certo Toni, ajudante da cozinha de Ludovico Sforza, o Mouro (1452-1508), duque de Milão. Não dispondo de dinheiro para o casamento da filha, ele preparou um pão doce e rico, que serviu na festa nupcial. Teria nascido assim o “pan de Toni” (dialeto milanês), posteriormente batizado de panettone.
A outra versão também envolve Sforza. Em um dos banquetes de Natal oferecidos pelo duque, o cozinheiro distraído queimou a sobremesa e a substituiu pelo enorme pão doce que o subalterno Toni fizera como experiência. Sforza gostou e perguntou o nome do que comia. Na falta de outra designação, chamaram-no “pan de Toni”.
A terceira variante permanece relacionada ao duque. O jovem Ughetto, filho de Giacometto degli Atellani, escudeiro de Sforza, apaixonou-se por Adalgisa, filha de um padeiro. Como a moça era pobre, a família do rapaz contrariou o namoro. Mas Ughetto teve a idéia de ajudar o pai de Adalgisa a inventar um pão que fez sucesso e o tornou rico, propiciando seu casamento com a amada.
A última versão credita o panetone a uma freira doceira coincidentemente chamada Ughetta, que vivia num convento onde a falta de recursos impedia a realização da festa de Natal. A religiosa viabilizou a comemoração preparando um pão com açúcar, manteiga, ovos e pedacinhos de cidra, colocando a massa para levedar demoradamente e assando-a até ficar dourada.
Apesar de românticas, essas explicações não encontram sustentação histórica. É o que mostra o pesquisador e ensaísta italiano Stanislao Porzio, no livro Il Panettone - Storia, Leggende e Segreti di un Protagonista del Natale (Guido Tommasi Editore, Milano, 2007). Segundo ele, o apetitoso pão natalino foi criado e aprimorado por autores anônimos, ao longo dos séculos. Originou-se na antiga “cerimônia do tronco”, uma velha liturgia doméstica realizada durante a Idade Média e Renascença, que misturava elementos pagãos e convicções cristãs. Acontecia na véspera do Natal, em boa parte da Europa, sobretudo na Itália. O dono da casa marcava uma cruz no alto de três grandes porções de massa de pão e as colocava para assar. Depois, pegava um pesado tronco de árvore e punha na lareira sobre ramos de zimbro. Ateava-lhe fogo, jogava um pouco de vinho nas chamas, tomava um gole e passava a bebida para os membros. Prosseguia a liturgia atirando uma moeda no tronco e distribuindo outras aos presentes. Finalmente, partia cada pangrande ou panatton, oferecendo pedaços ao grupo e guardando um para o Natal seguinte. Galeazzo Maria Sforza (1469-1494), irmão mais velho e antecessor de Ludovico no ducado de Milão, promovia em família a cerimônia do tronco.
A celebração era repleta de significados. Os pães divididos evocavam a Santíssima Trindade; a tora representava a árvore pagã do Bem e do Mal; o vinho, o sangue de Cristo; o fogo recordava a missão redentora do fundador do cristianismo. Para Stanislao Porzio, dela resultou o atual panetone. Ao longo dos anos, a preparação foi ganhando as características atuais, inclusive “um uso particularmente sofisticado da fermentação natural”. Mas só recebeu a primeira menção oficial em 1570, no livro Opera dell’Arte del Cucinare, do chef Bartolomeo Scappi, cozinheiro dos papas Paulo III e Pio V. Posteriormente, apareceu definido assim no dicionário Varon Milanes de la Lengua de Milan, de 1606: “Panatton (…) , pão gigante que se costuma fazer no dia de Natal”. Seu nome definitivo, porém, continua a suscitar discussões. Alguns autores, mesmo aceitando o primado da “cerimônia do tronco”, associam a palavra panetone ao vocábulo milanês panett, com o qual os padeiros da região designavam a conhecida massa madre. Já o formato atual de chapéu de cozinheiro só apareceu no início do século 20, quando entrou em cena o padeiro e confeiteiro Angelo Motta, de Milão. Pioneiro na industrialização da especialidade, ele aperfeiçoou a antiga receita, na qual aumentou a porcentagem de manteiga, ovo, açúcar, uva passa e frutas cristalizadas, além de ampliar-lhe o tempo de levitação e cozimento. É considerado por isso “o reinventor e favorecedor de sua expansão internacional”. No Brasil, a novidade chegou em 1952, trazida pelo italiano Carlo Bauducco, dono da marca homônima, de São Paulo. Foi assim que iniciamos a adoçar nosso Natal com o indispensável panetone.